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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Amanhã é dia de ir ao reumatologista e ele não faz porra de ideia do que se passa comigo...

Ora bem, amanhã é dia de ir ao reumatologista...Mostrar exames, análises e fazer perguntas... Como ando nisto há pouco tempo (mais ou menos 7 meses), ando completamente "à toa". Diz que o meu doutor reumatologista é especialista no tema e tudo e sabe mesmo bué sobre a minha síndrome, mas o doutor reumatologista não é muito dado à conversa e vai daí guarda toda a sua sabedoria para ele, e eu saio de lá completamente "às aranhas"... Ando a pensar mudar de doutor reumatologista mas, tal como vos disse, ando nisto há pouco tempo e não conheço mais nenhum. Assim, tal como diz o ditado "mais vale um reumatologista na mão do que dois a voar", conhecem o ditado certo?

Bem, dizia eu, amanhã é dia de ir ao doutor reumatologista e eu, para além das análises e exames que lhe vou mostrar, tenho a certeza que vou sair de lá na mesma ignorância com que entrei... Já pensei levar uma lista de perguntas mas parece-me sempre uma hipótese tão parva...

Esta síndrome é um verdadeiro mistério para mim, vai-me valendo a net mas essa todos nós sabemos que não é de fiar. Já vou conhecendo o meu corpo, já sei a léguas o que me vai fazendo mal. Mas, o que me vai fazendo mal é uma parte muito substancial da minha vida, nomeadamente a minha profissão. Este ano comecei-o decidida a mudar muita coisa, muito porque quero mas a maioria porque tem mesmo de ser. Acho que esta síndrome me está a obrigar a deixar para trás uma série de coisas que me fazem mal para agarrar outras que me fazem feliz, e eu vou aproveitar o empurrão. 

Profissionalmente terei de mudar muita coisa. Gosto muito do que faço mas não consigo fazê-lo. É fisicamente extenuante e causa-me um grande sofrimento. Ao contrário do que estava à espera, o Inverno tem sido muito mais meu amigo do que o Verão (aiiiii... e o que eu gosto do Verão, senhores....), um dos motivos prende-se com a minha profissão o outro, acho eu que terá a ver com o sol e com o não poder apanhar....aiiiiii.... o que eu gosto do Verão e do sol.... Esta é uma das perguntas que eu tenho para fazer ao meu doutor reumatologista: O que devo fazer para me aguentar fisicamente a trabalhar? E porque raio não posso apanhar sol?... Ele já me disse que não posso mas não me disse porquê e eu acho que tenho o direito de saber. Não será certamente porque ele acha que eu fico mais bonita menos bronzeada... Digo eu!

Neste momento sinto-me mesmo obrigada a mudar muita coisa... Mudar aos 44 não será tarefa fácil, digo eu! Mas é possível, claro que é! É sempre possível, basta querer. E claro, eu quero! 

Quero?!... Há aqui uma margem muito ténue entre o querer e o ter de ser... Uma linha muito fina que os separa... Mas de uma coisa eu tenho a certeza, eu vou mudar muita coisa, apesar de isso implicar muito na minha vida, até nas pequenas coisas que me fazem mal como, gente parva, deitar-me tarde (e eu sempre fui tanto da noite... nunca gostei, nem gosto de acordar cedo. Gosto de ler pela noite fora, de ver séries e filmes...), fazer fretes, estar mais com quem gosto, ter mais amigos e conviver com eles (mais durante o dia, lá está... que o último convívio foi duro e acabou às 5 da manhã... fiquei de cama durante 3 dias... mas foi tão fixe. Depois conto-vos), fazer mais o que gosto, voltar a mudar de profissão, ou pelo menos fazer menos o que mais faço agora, ser mais independente (principalmente financeiramente) o que também pode significar ter mais dinheiro (não, não vou assaltar um banco, sosseguem... Vou trabalhar mais e noutras áreas), escrever muito mais (já que eu gosto tanto e me faz tão bem)... enfim, poderia continuar... Como vêem, não será pêra doce e não são resoluções de ano novo. Poderíamos estar em Maio que eu estaria a escrever o mesmo. O que acontece, e eu acredito mesmo nisso, é que o nosso corpo obriga-nos a parar a mudar o que não está bem, o que não nos faz feliz, "et vóila... c'est ça..." (oh eu a falar estrangeiro...).

Amanhã é dia de ir ao doutor reumatologista e ele não faz porra de ideia do que se passa comigo e acha que eu sou apenas e só um monte de tecido, de células e órgãos portadora de uma síndrome que ele conhece muito bem... Conhece a síndrome mas não me conhece a mim e não faz porra de ideia do que esta síndrome significa na minha vida e, aposto, não vai perguntar...


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