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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Desafio das 52 Semanas: Semana 15

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Hoje cheguei a horas!!! Yeahhhh!!!! Viva eu!!!

O desafio desta semana prende-se com um tema deveras interessante e mais do que actual:

O que há de pior no mundo virtual?

Já me tenho debruçado sobre este tema muitas vezes... Tenho duas filhas, uma em plena adolescência e outra a correr desalmadamente para lá chegar (14 e 12 anos), "de modos" que este é um tema que me preocupa bastante.

Há tanta coisa menos boa no mundo virtual que nem sei por onde começar.... Mas isto é como os medicamentos, temos de pôr na balança o bem que faz pelo mal que traz, ou seja, faz bem mas tem efeitos secundários.

Eu gosto do mundo virtual, é prático, traz-nos muitas oportunidades, saberes, diversão, conhecimento, e põe-nos em contacto mais facilmente.

Há algo do qual não nos podemos esquecer, o que está no mundo virtual está no mundo real, já que o primeiro é sempre o reflexo do segundo. "Ah e tal, as pessoas só dizem certas coisas porque estão atrás de um teclado e escondidas por um ecrã..." Já andaram no trânsito, meus amigos?.... Se a internet mostra o pior das pessoas o que dizer de quem anda no trânsito a chamar "filho da não sei quantas..." a um e "otário, cabeçudo, não devias ter carta, etc..." a outro, a ameaçar matar quem se atravessa no seu caminho, a rogar pragas a quem se atreva a colocar um travão no seu pé de Fittipaldi, a colocar a vida, sim a vida, de pessoas em perigo, perigo real a não virtual... a achar que os polícias são uns "cabrões de m***da" porque multam, obrigam a que cumpramos os limites de velocidade, a não nos deixarem estacionar onde nos apetece... São uns "filhos da mãe" porque nós, pessoas sem um pingo de civilização, não conseguimos cumprir a lei. Achamo-nos acima da lei. Achamos que podemos conduzir acima dos limites de velocidade, bêbados, estacionar nas passadeiras... porque nós, os espertos, achamos que podemos pôr em risco a vida dos outros, que temos o direito de impedir que pessoas de cadeiras de rodas, idosos, crianças, atravessem a estrada porque fomos "só ali num instante" e os outros podem esperar... Eu também tenho medo destas pessoas da vida real. Muito, mesmo! E sim, já fui multada por excesso de velocidade, por estacionamento... Isso não faz com que considere que os polícias são os "cabrões", porque não são. Eles estão a fazer aquilo que aqui a Marquesa iluminada e mais esperta do que os outros não fez, cumprir a lei! Eles fizerem muito bem! Já eu, fiz muito mal!

A internet apenas permite às pessoa serem o que são... Umas parvas, outras fixes, umas umas bestas, outras umas porreiras, más e boas pessoas, pessoas que são apenas pessoas, que erram, que acertam, que dão opinião, que são bem e mal interpretadas... pessoas! Atrás de um ecrã está uma pessoa, com tudo o que isso tem de bom e de mau.

O pior do mundo virtual é, para mim, a imortalidade do mesmo. E isso é para mim assustador. Pensar que, ao mais pequeno erro, podemos ter a nossa vida exposta na net e tramada para todo o sempre é angustiante. E aqui sim, a internet pode ser uma arma poderosissíma nas mãos de pessoas mal intencionadas.

Lembro-me de, na minha adolescência gostar muito de escrever cartas e trocá-las com as minhas amigas e amigos, era um meio de comunicação quando estávamos distantes, a minha avó dizia-me vezes sem conta: "Cuidado com o que escreves... Podes até pensar e dizer que as pessoas acabam por esquecer, mas quando escreves fica registado para sempre." E hoje é assim mas uma escala infinitamente maior... Com os telemóveis, as câmaras dos mesmos, a nossa privacidade simplesmente não existe. Se antigamente era preciso toda uma parafrenália digna de um filme de Hollywood, câmaras, escondidas ou não, micros, etc. e tal, para filmarem a nossa intimidade, hoje basta um telemóvel esquecido e a gravar ou a filmar e... pumbas! Já estás tramado para todo o sempre... E isto preocupa-me! Principalmente por causa das minhas filhas. 

Outra coisa muito má no mundo virtual é a facilidade com que, mais uma vez, pessoas sem escrúpulos a utilizam para encher cabeças de pessoas mais ingénuas, menos cultas, mais limitadas intelectualmente (não menos inteligentes, atenção, nem menos instruídas), que acreditam em tudo o que lêem na net. Os grupos extremistas estão exímios nesta técnica. Assustar as pessoas, lançar o pânico, fazer com todos andem a olhar desconfiados por cima do ombro... Estas pessoas que se deixam influenciar por uma qualquer pessoa que sabe bem o que está a fazer, esquecem-se que estão no mundo virtual e que, por isso mesmo, podem fazer pesquisas na net, informarem-se e não acreditarem em tudo o que lêem.

A velocidade a que o mundo começou a girar também me assusta, não gosto. Não é bom! Tudo tem de acontecer já! Se em menos de 2 ou 3 segundos (tempo que damos a nós próprios para uma página na net abrir antes de desistirmos e partirmos para outra) nada acontece começa-se a gerar uma ansiedade, nervos... gera-se uma incapacidade de aguardar, de "perder tempo". Perder tempo é tão bom... Ficar à espera, sem saber o que vai acontecer... ter surpresas... A net está a acabar com as surpresas! O mundo está a andar demasiado depressa.

Haverá mais coisas certamente que sim, mas estas são as razões sobre as quais me debruço.

O mal não está no mundo virtual, como sempre, o mal está nas pessoas! E elas andam no mundo real...

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

Tag Primavera #2

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Ora cá vou eu em mais um desafio, desta feita pelo blog da Bruxa Mimi.

Qual a tua cor preferida da Primavera?
Já tinha respondido a algo parecido neste post... Não tenho! Não tenho e não gosto desta pergunta!... Começamos mal, pensam vocês e penso eu... É, amigos... Esta pergunta soa-me sempre a pergunta de quem não tem nada para dizer, tipo "desbloqueador de silêncios"... Nada contra quem tem cor preferida, atenção, acho que isto deve ser um qualquer trauma meu. Psicólogos por aí, estou pronta para a análise...

E como com ela chegam os intensos raios de sol, os óculos escuros vêm a calhar. Qual o teu modelo preferido?
Ora, o meu modelo preferido de óculos escuros... Vou assumir que esta pergunta se refere aos meu modelo preferido de óculos escuros para a mima pessoa colocar na sua bela face, certo? Que se for para o Marquês já serão outros diferentes.
Esta resposta requer toda uma tese de doutoramento... não se responde assim facilmente... ao contrário da resposta anterior, a esta pergunta digo: São muitos! Adoro óculos escuros. Mas a verdade verdadinha é que só tenho uns, já há uns 5/6 anos, por aí. Eu não vivo sem óculos escuros, não só porque gosto como por uma questão de saúdinha preciso mesmo... mas... há sempre um mas, meus amigos... MAS, como sou pitosga os meus óculos são graduados e como graduar uns óculos custam os "olhos da cara" (gostam do trocadilho?), eu tenho os mesmos há uma catrefada de anos. É verdade que não são uns óculos quaisquer, são uns Bulgari lindos de morrer... oh menos isso, já que não pondero trocá-los tão cedo.

O que mais gostas de fazer nesta estação?
Sair de casa... ir passear, apanhar sol numa esplanada, ouvir os passarinhos a cantar, ver as flores a nascer... isto se o Senhor São Pedro fizer o obséquio de mandar vir a Primavera em vez do Inverno... Irra, que santo mais genioso, bolas!

Um perfume cujo aroma te lembre esta altura:
Nenhum! Pronto! Confesso, eu ao nível dos perfumes sou uma promiscua (é como ao nível dos sites, podem ler aqui). Adoro perfume. Não saio de casa sem perfume. Mas troco com toda a facilidade. E não há nenhum que me lembre a Primavera... sorry!

A tua coisa preferida sobre a Primavera:
A chegada do bom tempo! A ante-visão do Verão (Esta sim, a melhor estação do ano! Não és esquizofrénica como a Primavera, catano!)

Parece que é para nomear pessoas para este Tag... Ora eu sou tenrinha aqui na blogoesfera e conheço pouca gente... Mas nomeio a Catarina, que já há muito tempo que não sei dela! 


A minha Lisboa quase perdida...

Publiquei este post originalmente há umas semanas, para o desafio lançado pela Happy, e que podem ler aqui. No entanto, gostei tanto deste texto e do escrever que fiquei com pena que ficasse por ali perdido num desafio. Achei que ele merecia mais uma oportunidade pois  levou-me à minha infância e a uma Lisboa quase perdida. Espero que gostem.

 


Voltamos à minha infância! De vez em quando é bom lá voltar, recordar, sentir de novo algumas emoções, cheiros, cores, sons e pessoas...

Os meus brinquedos favoritos na infância eram:

Eu brincava imenso da rua, vivia em Lisboa, numa Vila, conhecia todos desde que nasci, éramos como uma "família" gigante. Havia miúdos da minha idade e brincávamos na rua. Na vila, onde todos se conheciam, era comum lancharmos em casa uns dos outros, passarmos lá o dia, em dias de chuva, e ouvir ao longe mas suficientemente alto para nos pôr a correr para casa: - Oohhhhhh Paaaauuuullllo (ou outro nome qualquer), anda para casa!; E um de nós dizia: - A tua mãe está-te a chamar; Caso ele(a) não reagisse imediatamente ao chamado.

Brincávamos às escondidas, à apanhada, andávamos de patins, tínhamos um parque infantil, construído pelos moradores, com baloiços, escorrega (que queimava o rabo às meninas que se atreviam a descê-lo de saias. Era de metal e apanhava sol toda a tarde... Um mimo!), balancé, tínhamos um ringue, para jogar à bola, saltar ao elástico, andar de patins e fazer bailes de Santo António em Junho. Esta era a altura do ano mais esperada por todos nós. Altura em que ajudávamos os adultos a acartar, montar, vender, em que ficávamos a pé e na rua até à 1 da manhã... A nossa maior ansiedade era saber se ia haver baile. Em Maio, andávamos atrás dos adultos a perguntar: Este ano há baile? (houve anos em que não houve... cenas de adultos que não se chegavam à frente para tratar de tudo), e a nossa maior alegria era ver o toldo a ser montado (um dia deixou de haver toldo, os moradores construíram um telhado de chapa para que pudesse haver baile todos os anos)... Nesse momento um de nós corria a avisar todos os outros: - Vai haver baile!!!! Yeahhhhhh!!!!!

Tínhamos as "terras", sim era terra mesmo, jogávamos ao berlinde, saltávamos à macaca, andávamos de bicicleta. Foi nas "terras" no meio de pedras, pedregulhos, terra e desníveis que aprendi a andar de bicicleta com a ajuda do meu tio-avô.

Havia cães, osgas, cobras e lagartos. Sim, cobras em Lisboa! Só vi uma, mentira... duas, uma viva e outra que o meu cão fez o favor de matar e trazer para casa de presente. Como nós, os cães também eram livres, iam à rua sem ninguém a prendê-los, ladravam a desconhecidos (e alguns a conhecidos ) e tomavam conta da vila e do seu pessoal. Havia gatos também, e alguns cães tentavam dar cabo deles... Havia zaragatas de cães e gatos e de pessoas também.

Todos vinham ver quando havia zaragatas, uns tomavam partido de uns e outros de outros e às tantas estava tudo a gritar, uma festa!!! Nós, crianças, riamo-nos e mesmo quando os adultos nos tentavam incluir nas suas zaragatas nós não deixávamos.

Havia "figuras", "personagens" e "momentos" únicos... Como o dia em que um vizinho, após um tremor de terra (que ainda deitou abaixo uma chaminé e fez aquilo abanar tudo) foi para o carro ler o jornal e de lá não saiu todo o dia. Ninguém sabe porquê... Uns diziam que estava bêbado, outros que era doido, outros nada diziam... Ele lá deverá saber porquê, eu não!

Havia o padeiro, nunca soube se era só alcunha ou se vendia mesmo pão, porque se o fazia era longe da vila, e era ele quem matava tudo o que era cobra que aparecia por lá;

Havia o "dos plásticos", que vendia plásticos e tinha uma carrinha sempre cheia de alguidares, baldes e caixas;

Havia o "das pedras" que vendia e trabalhava o mármore;

Havia o "do papagaio" que era o feliz proprietário de um papagaio que morava à entrada da vila e dava conta de tudo;

Havia a senhora (que não vou dizer o nome) que vendia refrigerantes e alguns acepipes (não, não eram ilícitos) tais como batatas fritas, codornizes fritas e caracóis à janela... Ainda não havia a ASAE. E, à janela também, cosia meias;

Havia a mulher que morava sozinha e que assustava tudo o que era criança naquela vila, ninguém se atrevia a passar à porta dela, corriam boatos de que ela batia e podia mesmo matar crianças... Não há provas disto mas o nosso medo era real. Um dia ela passou por mim e disse-me "olá" e eu desatei a correr para casa como se não houvesse amanhã... Quem sabe se eu lá tivesse ficado não houvesse mesmo... Agora que penso nisso talvez esteja na hora de agradecer às minhas pernas estar hoje aqui a escrever este post;

Havia os que não se falavam e ninguém sabia porquê, acho que nem eles;

Havia a "desgraçada" que acabava sempre com um vidro partido por uma bola, mas havia sempre um "jeitoso" que lá ia colocar-lhe um vidro novo;

Havia casas de banho construídas em cozinhas por um vizinho que tinha jeito para a construção mas cuja profissão era motorista;

Havia ainda o cão gordo, que dormia longas sestas ao sol, à porta de casa e que me ladrava, como se me quisesse matar (ele queria, eu sei que ele queria) e eu, quando vinha da escola, antes de passar por ele (mas à vista e boca de semear dele), gritava pela minha avó ou por alguma vizinha... É claro que se houvesse alguém à janela o cão não me iria morder, parece que são parvos... O cão, de gordo e preguiçoso que era (não vou dizer o nome dele, que ainda hoje sei, porque respeito a privacidade do bichinho) só ladrava mesmo quando alguém passava por ele, podíamos estar a 2 ou 3 metros antes dele, mas ele só ladrava quando por ele passávamos;

Havia momentos de tédio, em que não estava ninguém na rua e em que um de nós aproveitava para comer um gelado sentado à porta (não fosse aparecer alguém) e a dividi-lo com o cão... ora lambo eu ora lambes tu... Não fui eu, mas fui a primeira a chegar e a assistir à cena;

Havia os tanques de lavar roupa e os estendais na rua, e havia sempre uma vizinha que gritava "Oh vizinhaaaa, está a chover..." para que todos pudessem ir apanhar a sua roupa antes do dilúvio;

Havia a vizinha que criava coelhos e galinhas, os que tinham uma hortita com 2 ou 3 couves e 1 alface;

Havia duas escolas, a escola do "padre" e a escola 20. Claro que a escola do "padre" não se chamava assim, deve-se esta "alcunha" ao seu proprietário ter sido um padre que abandonou o sacerdócio por amor (a nossa vila tinha histórias de amor dignas de Eça de Queirós), e eu fui aluna da sua mulher, a professora primária. Hoje a escola está fechada, tal como a escola 20 que hoje é um espaço hipsterócoiso, com cenas "culturais" (sem desprimor para o que lá se faz mas com muita tristeza pelo desprezo sociológico-cultural e patrimonial daquele espaço). Estas duas escolas partilhavam o mesmo palácio. Sim, a nossa vila tinha um palácio com azulejos maravilhosos, que está tristemente abandonado e a cair. Ainda hoje consigo sentir o cheiro da minha escola, daquele palácio.

Havia união e solidariedade em tempos de crise, quando a doença, a morte ou qualquer outra desgraça se abatia sobre uma das nossas famílias, mesmo quando as famílias andavam zangadas;

Havia a catequista que, para além da catequese na igreja, dava aulas privadas de catequese em casa;

Havia mexericos, boatos, beatos, bêbados, puros, inocentes, arreliados, gentis, zangados, tristes e alegres, porque havia pessoas. Pessoas genuínas com quem eu tive o gigante privilégio de ter partilhado a vida, experiências e aprendizagens...

Havia sempre a possibilidade de por ali andarmos, mesmo que os nossos pais não estivessem em casa, ou porque foram trabalhar ou porque foram às compras, que havia sempre, sempre quem tomasse conta de nós;

E havia sempre a certeza de estarmos bem entregues, seguros e felizes.

Havia o maior castigo de todos e pergunta feita a medo, com pânico da resposta: Posso ir brincar para a rua?... O castigo já vocês sabem qual era... a resposta: Não!... Aqui havia sempre um de nós que se munia de tudo e ia pedir, suplicar se fosse caso disso, ao pai/mãe/tia/avó, que deixasse aquele de nós ir brincar para a rua. Nenhum de nós brincava feliz se outro estivesse em casa de castigo. E quando o pai/mãe/tia/avó, era irredutível, o de nós que estava de castigo ficava à janela e os outros brincavam ali perto, numa partilha.

Digo havia, com muita tristeza, porque hoje já não há! A vila ainda lá está, sem parque infantil, sem ringue, sem bailes, quase sem pessoas e sem crianças... Um legado cultural que está destruído, um espaço que está a aguardar ficar totalmente devoluto para, provavelmente, ser vendido e ali se fazer mais um mega condomínio... E assim se enterra um pouquinho do que é, também, ser Lisboeta.

Claro que tinha brinquedos, mas ficavam em casa, excepto o elástico, os patins e a bicicleta... Também tinha uma trotineta e esta ia para a rua comigo.

Claro que, a esta hora, se houver por aí alguém que me leia e tenha vivido nesta vila sabe bem a que vila me refiro, só não sabe quem eu sou! E, caso me estejam a ler, quero que saibam que vos sou eternamente grata por terem feito parte da minha vida.

 

Desafio das 52 Semanas: Semana 14

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Fónix, porra pá... (que linda maneira de começar um post, sô dona Marquesa....) estou atrasada.... (agora é ver a imagem do coelho do Alice no País das Maravilhas a correr que nem louco, fáxavor...)... 


Pronto, já me cansei um bocadinho no parágrafo acima e já não tenho desculpas para mim... Chicote, please!!! Shame, shame, shame.... Ai espera, este era o desafio da outra semana: Vergonha!... Pronto, não disse, digo agora, tenho vergonha de não estar a cumprir este desafio!  Marquesa, vais ficar 1 semana sem comer chocolate... errrr.... talvez seja demais... não há necessidade de tanto, meus amigos... pronto, 1 hora sem comer chocolate! Está feito!

Bem, agora que os castigos já estão aplicados vamos ao desafio que deveria ter sido publicado na sexta-feira passada. Mas sexta-feira é quando uma 'ssoa quiser, vero? Cá vai:

Os meus sites favoritos na internet são:

Num sei... Pois!!! É isso!... Eu sou uma internet-depravada. No sentido em que não sou fiel a nenhum site. Não sou, meus amigos. Nestas coisas das relações com sites eu sou liberal, a pessoa pode hoje gostar de um site, amanhã de outro, saltaricar de site em site. Claro que tomo as devidas precauções e cuidados, mas gosto de variar.

Eu começo num site, aquilo cansa-me e mudo para outro, depois há um qualquer link que me chama a atenção e pumbas, sem aviso prévio, sem preparar qualquer coração cibernético eu clico e mudo deixando o outro abandonado e triste. Assim, sem dó nem piedade. Também é verdade que nunca lhes prometo nada. Não! Não há cá promessas de "para a vida toda" e cenas assim, por isso não se pode falar em desonestidade. Não sou pessoa de um site só mas sou honesta. Logo de inicio em clarifico tudo: - Site, filho, agora estou aqui mas daqui a pouco posso estar ali, bale? Somos felizes enquanto durar, depois cada um na sua, certo? Sem cobranças, sem choros e dramas, de acordo bebé? - É esta a conversa inicial, e depois do acordo traçado siga por esse mundo virtual a fora.

Uma pessoa está muito bem num site, a ler umas notícias ou a ver umas modinhas, do nada um banner ali a piscar o olho, assim à descarada, uma pessoa não é de ferro, certo? E... pumbas, clica!... Um indivíduo não sabe como resistir a estas tentações, temos olhos na cara, né? Não somos ceguinhos, nem andamos com palas nos olhos... e os sites aparecem assim, sem escrúpulos e uma pessoa quando dá por isso já lá está. Eu às vezes penso, Marquesa tu hoje vais ser fiel, não te vais deixar tentar por um qualquer site descarado... Mas é mais forte do que eu... Não dá!

O chato disto é que me esqueço de trocar emails, links e contactos com os sites com que me vou cruzando e depois quero voltar lá e nada... As relações liberais têm destas coisas. É o chamado reverso da medalha.... Mas eu como não sou esquisita logo arranjo substituto. E depressa arranjo outro site para me divertir, passar o tempo e um bom bocado.

Pronto amigos, a vossa Marquesa é uma promiscua ao nível da Internet...  

 

 

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

Pizzaria Zero Zero, a minha experiência... Vale o que vale, bale?

Há uns dias, num sábado, fomos, eu e o senhor Marquês, jantar fora. Andávamos há tempos para "visitar" a Zero Zero, as bloggers da moda, e as sem ser da moda, falavam que se fartavam desta pizzaria. Confesso que não tínhamos ido mais cedo por dois motivos, a primeira Zero Zero, no Príncipe Real, não nos calha em caminho e "ouvi" dizer, podem ser apenas boatos que não fiz um estudo científico sobre o tema, que é pequena e como tal enche que é um mimo... O segundo motivo prende-se com a segunda Zero Zero, na Expo, local que nos fica em caminho mas que se apresentava sempre cheia e com tempos de espera de 9 semanas e meia (até parece o título de um filme, catano!... e não o tempo de espera não era este mas fica mais giro assim).

Vai daí andávamos há tempos para lá ir... Naquele sábado fomos. Chegámos, esperámos 15 minutos e sentámo-nos para começar a manjar... Vou começar agora a review (Uau, que chique! Quem não conhece este estaminé até pensa que eu sou crítica gastronómica... Não sou nada, pá! Sou apenas uma pessoa comum que vai a restaurantes pensados para pessoas comuns. Uau!!! Talvez fizesse sentido as críticas serem feitas por pessoas como eu... que nada percebem de culinária, apenas de palato e que no fim pagam contas e tudo!... enfim, os clientes.)

Ora, a decoração e o espaço são espectaculares. Adorei. Tudo muito giro, os funcionários super simpáticos e tal... Mas um pouco barulhento, fazia lembrar a Portugália da Almirante Reis há 20 anos, nada contra a Portugália, antes pelo contrário, fui muito feliz lá, mas o conceito esperava-se diferente... com um volume mais ameno.

Sentámo-nos e... Não gostei nada, nada, nada deste momento... Pedimos um vinho e duas pizzas e... guess what? (em estrangeiro tem mais... como direi... tem mais nada, é só parvo... adiante)... O vinho chegou e a menina que no-lo serviu quase esbarrou com a que trazia a pizza... Amigos, não levem a eficiência tão a peito... Não há necessidade! Eu ainda não tinha, palavra de honra que isto foi verdade, levado o copo à boca pela primeira vez quando a jovem nos trouxe as pizzas. Dêem tempo às pessoas para, pelo menos darem um golinho no vinho, sim?... Isto faz o quê? Faz com que acabemos a pizza e tenhamos meia garrafa de vinho para aviar. Não faz com que saiamos de lá mais cedo, bale?

Com a primeira garfada de pizza, sim eu como pizza com garfo e faca, odeio comer com as mãos (eu sou Marquesa, sim?... a ver se nos entendemos neste ponto...) veio o primeiro: Sim, senhor! A massa é mesmo boa! Estaladiça... Deliciosa. Esta sensação manteve-se na segunda, terceira, quarta garfada. A partir daí foi sempre a piorar. Para já, quero alertar-vos para o facto de as pizzas serem gigantes, vai daí demoram um bocadinho a serem comidas... À medida que as pizzas foram ficando frias, a massa estaladiça deu lugar a uma pastilha elástica de difícil deglutição. Não foi bom... Para já não me recordo de ter sentido alguma vez desagrado por ter comido uma pizza que arrefeceu, não gosto de comida fria, é certo, mas também é certo que as pizzas, ou bem que somos o Speedy Gonzalez, ou comem-se devagar e ficam quase sempre frias a determinada altura. Estas ficaram frias rápido e elásticas... Como se estivéssemos a comer uma massa crua e extremamente desagradável. Não gostei!

A sobremesa, sim, tínhamos que acabar o vinho e vai daí pedimos sobremesa, era divinal. Enorme, não peçam duas a não ser que tenham muito espaço estomacal para ocupar. Era um mil-folhas de caramelo com gelado... Maravilhoso! Adorei e o Marquês também.

Se vamos lá voltar?... Acho que não! Há muitas pizzarias excelentes em Lisboa onde a massa não se transforma em pastilha elástica e onde o serviço é mais tranquilo (não tão tranquilo ao ponto de adormecermos, ãh?... Nem tanto ao mar nem tanto à terra, amigos!) Apesar de tudo, quero reiterar que todos, mas todos sem excepção, os funcionários foram de uma simpatia inexcedível, o que me leva a crer que o serviço supersónico é uma política da casa. A massa desiludiu-nos muito, já que é o ex-libris do restaurante... Quente é excelente, fria é uma desgraça.

E vocês, qual a vossa pizzaria favorita?

Desafio das 52 semanas: Semana 13

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Hoje o desafio, não vou falhar o desafio de hoje... yeahhhhh!!!! Viva eu!, é: 

Fico envergonhada quando....

Já dei mais para este peditório do que dou agora... A idade há-de servir para alguma coisa, porra! Mas ainda há coisas que efectivamente me envergonham, não me tiram o sono, mas ainda assim me envergonham, a saber:

1. Em primeiríssimo lugar, destacado, Erros Ortográficos. Considero muito importante saber escrever e falar a minha língua materna e dar erros deixa-me "morta" de vergonha. Muitas vezes esta vergonha é alheia, verdade. Mas como sou humana e vai daí pouco perfeita, também posso ter o meu momento de erro ortográfico e fico possuída. Normalmente dou logo por isso, mas quando eu não der, meus queridos amigos, pelo amor da santa, vocês avisem-me que eu ficar-vos-ei eternamente grata.

2. Vergonha de fazer parte desta espécie. Tenho muitas vezes. Mais do que deveria ser normal. Diariamente me envergonho de pertencer à espécie humana. Não querendo ser moralista, mas tudo o que nós fazemos ao planeta, aos animais, aos nossos pares, é vergonhoso. Acharmo-nos melhores ou superiores a algo ou alguém é tão vergonhoso que quase me leva ao vómito. A sério. 

3. Não fazer o que quero. Ter de estar sempre a contar com a aprovação dos outros. Isto envergonha-me, chateia-me, não me faz feliz, e bem vistas as coisas aos outros também não, e atrasa substancialmente a minha vida. Nada temam, meus amigos, que eu já ando a tratar deste tema para deixar de fazer parte desta lista.

4.Vergonha alheia... Tenho tanta vergonha alheia, não queiram saber... Não que me ache melhor do que os outros, mas porque há pessoas que me envergonham mesmo muito.

Hoje estou pouco inspirada... Ou então sou uma desavergonhada, é o que é! Marquesa de Marvila não tem vergonha na cara! Podia ser o título do Correio da Manhã... Por falar nisso, este jornaleco ainda existe? Ainda há quem goste de vasculhar e conspurcar a vida alheia?... Shame on them (ou lá como se escreve esta porra... Eu só tenho vergonha dos erros de português, dos de inglês não tenho!)!!! Lá está, vergonha! Tenho vergonha de jornalecos, revistecas, pessoecas que conspurcam a vida dos outros, que a expõem, muitas vezes com mentiras, demasiadas com a desgraça alheia.... Não sei se tenho mais vergonha de quem escreve ou se de quem compra...

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

Quando há Google há ovo estrelado!

Ontem tivemos um debate interessante à mesa. A conversa rodou toda à volta do tema, escrever ou não escrever no blog sobre o sucedido... Claro que eu queria escrever, a aspirante 'mai nova ria-se e dizia: Oh mãe escreve!!! Sim, por favor!! - O Marquês e aspirante 'mai velha entre risos nervosos diziam, oh pá nãaaaoooo!!!!

Eu, incrédula, duvidava da veracidade do me contavam e não queria correr o risco de estar a escrever sobre uma mentira... Confesso que ainda hoje duvido da veracidade do que eles dizem ter acontecido, mas pensando bem e conhecendo a minha família rendi-me às evidências: O que será deles sem mim?!....

Pois que no Domingo, na minha ausência e na ausência da aspirante 'mai nova (não que ela fosse uma grande ajuda para eles), as duas almas restantes desta família, a saber: Marquês e aspirante 'mai velha, tiveram de estrelar ovos com salsichas... Ora, salsichas (de soja, para saibam) é só tirar da lata e até se podem comer mesmo assim, já estrelar um ovo requer toda uma ciência que os aristocratas que habitam este palácio (à excepção da minha pessoa, que sou excêntrica) desconhecem... Eles não têm estudos suficientes que lhes permita estrelar um ovo...  

E vai daí o que decidiram fazer?... Foram ao Google!!!!  Vero! Verdade, verdadinha! Duas almas, uma com 14 anos e outra com 42 anos não faziam ideia de como se estrela um ovo... Eu não queria acreditar (ainda não quero!) que dois elementos da minha família foram googlar a difícil arte de estrelar um ovo...

Ah e tal, estás a habituá-los mal... a mulher não tem de fazer tudo em casa, e emancipação femin.... Parou! Parou tudo! Eu sou totalmente a favor da igualdade de géneros e também de optimizar as competências de cada um. Cá em casa ninguém, e reitero, ninguém, nenhum de nós (à excepção da cadela, talvez, que faz a sua cama todos os dias) tem vocação para as tarefas domésticas... Na arte de não pegar fogo à cozinha e de fazer qualquer coisa comestível cozinhar quem se safa melhor sou eu, que não preciso de ir ao Google para estrelar um ovo (já para fazer quinoa... bem, adiante!)... e depois há um Marquês que faz coisas que eu, normalmente, não faço como compras de supermercado, apanhar a roupa, varrer e aspirar, arrumar (ele tem esta arte muito mais apurada do que eu! E nisto não há Google que me safe... raios!)... As aspirantes vão fazendo outras coisas, verdade que deveriam fazer muito mais, mea culpa!

Bem, retomemos e vejamos o lado bom da coisa: Comeram o ovo estrelado e não, atentem, não pegaram fogo à cozinha nem tampouco à frigideira!!! Yeahhhhhh!!!! Aleluia, irmãos!! Obrigada, amigo Google!

Desafio das 52 semanas: Semana 12

Falhei! Falhei redondamente ao não publicar o post de sexta-feira. Estou chateada. Quero levar isto a sério mas não está a ser fácil... Porquê? Perguntam vocês... (Não perguntam nada mas eu faço de conta que sim). Porque não tenho coragem para levar isto mais a sério e prá frente, essa é que é essa. E depois arranjo desculpas... Um clássico!

Bem, mas voltemos ao desafio de sexta-feira e que eu falhei: Coisas para fazer no frio...

Eh pá... deixa lá ver... nada! O frio devia ser abolido por decreto! detesto frio, sofro com o frio e o frio faz de mim uma pessoa pior e mais sofredora.

Mas como não posso deixar de viver durante o frio, aquilo que me ocorre de mais perfeito para fazer é hibernar. Os ursos são seres sábios e de uma supremacia sem precedentes. Ah, os humanos estão no topo da cadeia e são os seres mais inteligentes e o camandro... O caraças é que é! Os ursos não nos dão qualquer hipótese no que toca à esperteza, meus amigos. Nananina não! Eles é que sabem o que é bom quando o frio aperta.

Está bem que eu dispenso a parte de dormir num buraco qualquer no meio da floresta, que aquilo deve ser desconfortável. Prefiro a minha caminha, fofinha, quentinha... E é tudo! Como podem ver eu sou 'soa de gostos simples, basta-me a minha caminha no Inverno para eu poder dormir até vir o calorzinho, 'mai nada!

Não entendo, amigos, juro que não entendo quem paga, por vezes fortunas, para ir para a neve... Cruzes, credo, senhores, que gelo que aquilo é... Ah e tal, mas é chique. Pois é, ir para as Maldivas também é e o tempo está mais ameno.


Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

O Universo a reinar connosco...

Hoje comi uma fatia de salame, raisparta eu!

Eu não posso, ou não devo, comer açúcares. Para além de fazerem mal engordam, só coisas más, como podem ver... Então para quê que comes?... Porque sabe tãaaaaooooo bemmmm.... Mas depois faz tãaaaaooooo mallllll... E pronto, aqui se podia resumir a minha vida. Uma dicotomia entre o que sabe bem e o que faz mal.

Quando se diz, "ah e tal... o Universo é perfeito, e coiso...". Não, não é meus amigos. Se fosse perfeito, perfeito mesmo, não havia coisas que sabem bem mas fazem mal, o que é aliás quase tudo, raisparta. Quase tudo o que sabe bem faz mal à saúde, porra! O que há de perfeição nisto?... Nada! Nada! Niente! Nicles!... É uma merda, é o que é!

E agora que comi o salame e que já me soube bem desejava não o ter comido. Agora se me aparecesse uma fatia de salame à frente do nariz, ou melhor, da boca eu não a comia... Porquê?... Porque já a comi e como tal estou enfartada satisfeita. É isto! Agora estou capaz de jurar que nunca mais na vida como uma fatia de salame... Mas não o faço! E porquê? Porque eu não gosto de mentir. Mentir é feio, pessoas.

Agora dói-me o estômago... "Agora não me adianta nada queixares-te... Já emborcaste o salame, agora aguenta-te Marquesa. Bem feita para não seres lambona." - Isto é o meu grilo falante a dar-me najorelhas.

Voltando ao princípio, o Universo é o maior humorista da história da humanidade (eh pá, tanto "h" junto, caraças). Até o estou a ver lá no terra dele, a rir e a pensar alto: "Ai gostas? Ai sabe-te bem o chocolatinho, sabe? Então toma lá mais 5 quilogramas nas ancas e diabeteszinhos para afinares", ou então "Vai um cigarrinho vai? Vá lá, sabe-te tão bem, alivia-te o stress, entretém-te, tão bom não é? Pois... olha, olha o teu coraçãozinho a falhar". Não é justo, catano! Não é! Sabe bem, é bom, não deveria fazer mal, porra! Vamos fazer um abaixo assinado para acabar com esta merda!

Já disse muitas asneira num só post, as injustiças dão cabo de mim, caraças!


1, 2, 3... 1804 drunfos em 5 meses...

Comecei ontem a nova medicação. O relato podia acabar por aqui, mas não! Se acabasse eu não seria a Marquesa de Marvila.

Quem me conhece sabe, e quem não me conhece também já vai sabendo, que eu odeio, odeio mesmo de não gostar nadica de nada, tomar medicamentos. Acho que foi por isso que não me tornei toxicodependente. Isso e medo de morrer, vá.

Neste preciso momento sinto-me idosa, sim, eu sei que não vou para nova, vocês também não, temos pena... Mas sinto-me mais idosa do que me sentia antes da medicação. Porquê? Bem, a modos que tenho de tomar  comprimidos ao pequeno-almoço, 3 ao almoço, 2 ao jantar e 1 ao deitar... E ainda me faltam comprar mais 2 medicamentos. Nas horas vagas pode ser que tenha tempo para fazer outras coisas, quiçá. Com alguma organização, entre um comprimido e outro sou capaz de conseguir ir fazer xixi, escrever qualquer coisa rápida e até, na loucura, sou capaz de conseguir trabalhar qualquer coisa, tipo 10 minutos. Pode ser, vocês atentem, pode ser que até arranje tempo para dormir. Uau!!! Sou ou não uma super-marquesa?

O Marquês diz que me vai comprar uma caixinha com os horários para os drunfos... diz que as há bem jeitosas na loja do chinês. Pode ser que ele seja um querido e me ofereça uma pelos anos... Ah ! Espera... só faço anos em Setembro o que significa que até lá, e a manter-se assim, até lá já terei tomado 1804 comprimidos. Porra! Fora os que tomarei para uma dor de cabeça ou outra... Fónix! Em 5 meses e uns trocos vou tomar mais drufos do que já tomei toda a vida.

E que tal te sentes, Marquesa?... Errrrr.... como direi... sinto-me idosa... sinto a cabeça zonza, vazia (Podem parar com a risota, não teve graça, ok? Não se goza com os doentes... Ahahhhahahah!!! Gozem lá à vontade, masé! Que eu faço o mesmo.)... e ainda me falta tomar uns drunfos que diz que podem ter alguns efeitos secundários, tais como insónias... 'soas da minha vida, amanhã estarei imprópria para consumo, caso se me dê as insónias, ó caraças. É que se eu não durmo sou pessoa para me tornar agressiva, violenta ou monstruosa... ou então não. Fico mais tipo zombie, incapaz de me mexer... Diz também que estes efeitos secundários passam ao fim de uns dias... a ver vamos... Já vos disse que odeio tomar medicamentos? Mas diz que é para ver se o raio da síndrome entra em remissão.

Diz também que quando os medicamentos começarem a fazer efeito, daqui a uns tempinhos curtos, espero eu, vou começar uma nova alimentação, rigorosíssima... ahahahhahahahahah!!!!! Quer-me parecer que é nessa altura que eu vou desejar os comprimidos... Porra! Não basta ter uma merda de uma doença crónica ainda vou ter de deixar de comer coisas "boas", vá saborosas...

Diz que a malta demora cerca de 2 anos a aprender a viver com uma doença crónica, eu ainda só a estou a viver há 9 meses... Está quase!!! Temos de ser optimistas....