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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

O restaurante clandestino mais famoso do mundo!

Eu cá não sei se posso dizer isto publicamente e muito menos escrever, mas olhem cá vai e sempre para o vosso bem. Sim, eu Marquesa de Marvila arrisco pena de prisão pelo vosso bem. Depois não se esqueçam de lá ir levar-me bolinhos e castanhas, uns livritos e pagarem a conta da net para eu vos manter a par de tudo, sim?

Então num destes fins-de-semana fui jantar a um restaurante clandestino... xiuuuu... não digam a ninguém! Que só eu, mais as muitas dezenas de pessoas que entravam e saiam, mais uma quantas centenas que passavam na rua, mais os vizinhos isto tudo multiplicado pelos dias do mês vezes os meses do ano multiplicados por uns quantos anos, é que sabemos. Pouca gente, como podem ver.

Há uns anos, num tempo em que aqui a vossa Marquesa saia pelas noites loucas de Lisboa, havia um clandestino onde se comia cachupa, alguém se lembra?... esqueçam, este não tem comparação. Naquele restaurante, em Santos, ou seria Cais do Sodré?, acho que era isso Cais do Sodré... bem para não nos chatearmos, vamos dizer que era a meio caminho. Dizia eu, naquele restaurante, que mais não era do que a verdadeira casa de alguém, entrava-se em silêncio, comia-se com pouco barulho, saia-se como se tinha entrado e eles não abriam a porta a todos. Era uma verdadeira emoção e podia chegar a ramona a qualquer momento e ia tudo dentro.

Neste restaurante onde fui, a porta está aberta, entra-se e sai-se quando se quer, as janelas estão abertas, faz-se barulho à vontade mas é clandestino, é chinês e é no Martim Moniz. Eu gosto mais de lhe chamar ilegal, porque de clandestino deve ter pouco. Acho que é mais aquele sítio que existe, todos sabem que existe, de vez em quando lá devem levar uma multa (ou não! Se é ilegal, e como estamos em Portugal, talvez nem haja enquadramento legal para aquilo)... Bem mas não interessa... O que interessa, meus amigos, é que eu fui lá! E vocês também já devem ter ido, tenho para mim que devia ser a única pessoa em Lisboa, quiçá no mundo, que nunca tinha lá ido.

Aquilo é um refeitório... Sim, um refeitório. Mesas corridas e partilhadas, barulho, gente e mais gente, come-se, bebe-se, fuma-se (isto é chato, pelo menos para mim), tem copos de papel para quem pede vinho ou sangria, para quem, como eu, pediu uma cerveja bebe pela garrafa e é se quer... pratos normais e limpos (sim, eu sou picuinhas), pauzinhos descartáveis, e casas de banho impecavelmente limpas apesar de não terem trinco... é o viver em comunidade, gente!

A comida... A comida é espectacular! Adorei tudo! A melhor massa chinesa que comi na vida, e um tofu (eu sou vegetariana, amigos) divinal. Os meus amigos, que não são vegetarianos, também adoraram as suas gambas e frango e tudo e tudo. A sopa de algas estava muito boa, os crepes eram fantásticos e vegetarianos. Só não tem café nem sobremesa. É ir comer doces e beber café para outra freguesia.

Se a comida é maravilhosa a maior surpresa está guardada para o fim, a conta! 12,5 euros por pessoa já com direito a gorjeta.

Indicações?!... Não posso! É clandestino! Mas, apesar de ainda não ter experimentado, creio que o Google, esse amigo que tudo sabe, deve conseguir dizer-vos onde é. Se não, perguntem a um amigo. Não há alma neste mundo que não tenha, pelo menos, um amigo que já lá tenha ido.

A voltar, sem dúvida!


Ps. Tenho de começar a ser blogger a sério e a tirar fotos da comida para postar aqui... Mas não. Eu sou uma lambona e gosto do convivio com a malta e quando dou por isso já foi!

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Parabéns, amor da minha vida!!

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Parabéns, parabéns, parabéns!!!

Hoje a aspirante 'mai nova, a saltarica cá de casa faz anos. E hoje é dia de festa! Esta miúda tem a nobre e extenuante tarefa de nos fazer sorrir há 12 anos!

Todos os dias olho para ti e sou grata. Grata por te ter na minha vida, grata por seres saudável, grata por seres feliz, grata por me fazeres feliz, profundamente grata por seres quem és. E eu? Eu sou um privilegiada por ser tua mãe. De todas as filhas que há no mundo tu és a minha e não há maior bênção do que essa. 

És a personificação da alegria, da festa, da boa disposição. És a paz em forma de gente. Sabemos que trabalhas muito, e por vezes não valorizamos isso. Para além da escola ainda treinas 3 horas e meia, 6 dias por semana. Essa força que tens é uma lição para mim. Saíres de casa, num dia de chuva e frio, depois de um dia de escola, por vezes com testes, cansada, e ainda ires treinar, chegares a casa às 10 da noite, comeres e dormires, e ainda assim fazeres isto tudo com o teu sorriso maravilhoso na cara. Sabemos sempre quando estás doente, ou para ficar doente, sempre soubemos... É quando o teu sorriso fica mais frouxo e a tua cara não se ilumina como de costume.

Pareces frágil, nessa tua constituição pequenina e magrinha, mas és uma força da natureza. Onde chegas não deixas ninguém indiferente, todos te querem conhecer e em minutos falas com toda a gente. A tua perseverança, esforço, dedicação e trabalho, que tantas vezes desvalorizas com um "eu não sou capaz" que me dá cabo dos nervos, levou-te até onde estás hoje. Mudaste de clube há 1 ano e meio, saíste de um baixo termo para uma classe de competição a sério, vais a competições várias, campeonato distrital, nacional e taça internacional. Fazes coisas que juravas impossíveis quando me dizias "Eu não sou capaz" e que te faziam ficar horas em frente à televisão e ao Youtube a ver como os outros faziam e achares que eles eram espectaculares. Hoje estás lá! Depois de trabalhares, de treinares, de dedicares muitas horas àquilo que gostas de fazer, estás lá. És a prova viva de que quando queremos muito uma coisa temos de nos focar e trabalhar para a conseguir. Aplica esta lição a tudo na tua vida e a vida se encarregará de te dar tudo o que queres.

E eu? Eu fico de lágrimas nos olhos, cheia de orgulho da "minha 'mai nova", fico no meu canto a pensar "Caramba miúda, amo-te tanto! És a maior!".

És uma piolha saltarica que no meio dos saltos, pinotes, cambalhotas e acrobacias, consegue de nós tudo o que quer e à descarada! Quando damos por nós, já nos deste a volta, com uma pinta que nem demos por isso.

Amas a tua irmã mais do que tudo na vida, mas és torta para ela como só tu consegues ser torta para uma irmã. No entanto não consegues passar sem ela e és a primeira a manifestar esse amor, de forma por vezes subtil e muitas vezes nas pequenas coisas. A vida faz-se de pormenores e é nesses pormenores, que são gestos gigantes, que eu sinto o amor que tens por ela.

Tu és a alegria, a paz, a luz e a leveza desta casa, da tua vida e da vida dos que te rodeiam.

Amo-te mais do que tudo e o que mais desejo na vida é que sejas feliz.

Parabéns piolha saltarica!!!!

 

Ps: Sim, aspirante 'mai velha eu sei que vais ler este texto e ficar um bocadinho sentida, mas tu sabes que o amor e o orgulho que tenho por uma tenho na mesma medida pela outra. Amo-te aos milhões ó "velhota" e sim, também és a maior e eu sou duplamente abençoada!

Como assim anestesia geral?!?...

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Alerta vermelho!!! Mayday, mayday!!!

Ontem, neste meu périplo pela saúde, entre médicos, hospitais e exames, ó caraças, fui a uma consulta de gastro, pedida pelo meu parceiro de crime, Dr. reumatologista... Ainda ponderei adiar, mas a próxima vaga era para Maio e eu pensei: "Deixa-te de merdas cenas e vai lá masé à consulta!", e fui toda lampeira, toda segura de mim, a transbordar confiança.

Mais valia ter ficado quieta e ter esperado por Maio a ver se a coisa se dava de outra forma... Mas não! Lá fui, feliz e contente... Ora toma lá masé mais análises para fazer, "fixe! Venham elas que eu já estou pró", oh a confiança, estão a ver?... duas ecografias, "Ah, pinners (como diria o outro)"... e uma endoscopia!!!... Pronto... Pernas bambas, música do Bonga a soar em fundo (podem pôr aí no youtube para dar mais drama ao texto)... E a médica olha para mim no momento em que eu pergunto (já com a confiança nos pés), "mas diz que esse é um exame f***d**d** chato", e ela diz-me consoladora "não! Não custa nada! Vai levar anestesia geral e nem sente nada..." Este foi o momento em que desmaiei (mentira! Mas é para ter mais drama!).

Como assim anestesia geral?!?... Aquela cena que põe uma pessoa a dormir involuntariamente e com um acordar do demo?!?... Isto se puder dar graças a Deus por ter acordado, que é sabido que há malta que se recusa a acordar.... E pronto, baixou em mim, não a hipocondríaca mas a mariquinhas! Há que dizê-lo com toda a frontalidade e sem medos: Eu sou uma mariquinhas! E vai daí estou cheiinha de miaúfa com a anestesia geral... Já levei duas vezes, em cenas sempre ligeiras de pouco tempo, tal como esta será, e não gostei, meus amigos, não gostei! Gosto muito pouco de cenas que me alterem a consciência, só por isso é que não enveredei pelo mundo da droga. Isso e medo de agulhas, vá! E medo de morrer, também! Diz que é cena que faz mal à saudinha e para isso já basto eu!

Eu sou pessoa para ficar a bater mal com um valium na veia... (Um dia em que fui às urgências com uma cena na coluna em que não me mexia...) E aquilo não foi bom, nada bom! Pesadelos, agitação nocturna e o catano!

E pronto, meus amigos aqui a vossa marquesa favorita vai fazer um exame dos infernos (eu sei que muita gente já fez, conheço quilos de gente que já fez, e sobreviveu...), com uma anestesia geral... é só daqui a 15 dias, mas já vos estou a avisar! Tenham paciência comigo nos próximos tempos, eu estou sensível!!

E vocês, como foram as vossas experiências no mundo das endoscopias e anestesias gerais? Não me enviem histórias com drama, sangue, mortos e feridos, por favor! Só coisas bonitas como unicórnios e sonhos côr-de-rosa, please.

Hoje eu sou feliz no Natal!

Já estamos quase, eu sei! Se eu não tivesse calendário e andasse completamente "patareca" sem saber a quantas ando e apenas me guiasse pelo facebook, lojas e ruas da cidade pensaria que já estamos no Natal há prái um mês... Mas agora já só falta mesmo um mês para a Consoada!

Por estes dias, pelo facebook e alguns blogs, tenho lido o costume sobre o Natal, ódios contra a data se levantam, amores se manifestam, mas tenho lido algo que é transversal aos dois lados, a nostalgia que o Natal lhes provoca. Uns dizem que adoram o Natal mas que quando eram pequenos era muito melhor, outros dizem que não gostam do Natal porque quando eram crianças é que era bom. Eu não tenho nada contra quem sente das duas maneiras, mas eu sinto de forma diferente!

Eu nunca gostei especialmente do Natal quando era criança. Adorava as luzes da cidade, ia todos os anos à baixa vê-las com a minha avó (Ainda vou! Hoje sem ela, infelizmente, mas com as minhas filhas), adorava as decorações e a azáfama das pessoas e ficava, todos os dias que antecedem a consoada, durante todo o Advento e mais um bocadinho na expectativa do Natal. Adorava esta expectativa, mas por vezes ela apertava-me o coração já sabia onde ela ia desembocar e não gostava. Era um misto de alegria e angústia.

Sim, o Natal não era uma época especialmente feliz para mim. Aqueles 2 dias, 24 e 25 de Dezembro eram altamente destabilizadores, angustiantes e que me traziam um elevado grau de ansiedade. Não gosto de atribuir culpas a esta minha tristeza até porque, hoje sei, que os adultos, na sua maioria, fazem o melhor que sabem para que as crianças sejam felizes. Não chega, muitas vezes, é certo, mas fazem! Pelo menos a maioria dos adultos que me rodeava quando eu era criança. Nunca aconteceu um momento traumatizante para mim nesta época, apenas aconteciam muitas coisas que me magoavam e das quais eu não gostava. Sempre provocadas pelos tais adultos que me rodeavam e que de mim cuidavam, mas que, tenho a certeza, faziam o melhor que sabiam e podiam, não todos mas a sua maioria.

O meu Natal dividia-se entre a casa da minha mãe e a do meu pai (Atenção que não sou traumatizada por ter pais separados. Nunca fui vítima de violência de nenhum dos meus progenitores, que tudo fizeram para me proteger e para que eu fosse feliz! Pelo menos tentaram muito!). Eram dois Natais completamente diferentes um do outro! Num deles eu era profundamente infeliz no outro havia, pelo menos, imensa animação e alegria.

Sempre achei que não gostava do Natal (E não gostava, mesmo!), até ter casado e ter passado a fazer o Natal à minha maneira. Hoje adoro o Natal. A vida deu muitas voltas e o Natal em casa do meu pai e em casa da minha mãe já não existe como existiu um dia. Apesar de eu ainda ter me dividir, mas já não da mesma maneira.

As minhas filhas adoram o Natal! É toda uma alegria que eu partilho com elas e com a família. A noite da consoada continua a ser o ponto mais alto do nosso Natal. Começou por ser passado em nossa casa, com os meus sogros, mãe, irmã, cunhada e avós. Mais tarde, por questões logísticas passou para casa da minha mãe com toda a malta atrás referida. Hoje é novamente em nossa casa não com os mesmos, pois entretanto as avós faleceram, mas com outros, os novos sobrinhos. O dia 25 é passado com o meu pai, irmã, sobrinhas e por vezes os primos. E é bom! Hoje adoro o Natal, em minha casa, com a minha família e em casa do meu pai com a minha família!

As minhas filhas adoram o Natal e, no que depender de mim, vão sempre adorar. Queremos que o Natal seja para elas o que tem sido sempre. Há prendas, sim! - Qual a criança e adulto que não gosta de dar e receber prendas? - Mas há filhoses, hummmm.... Tão bom!!!! Adoro! Há comida à volta da mesa! Há vinho! Há pinhões e frutos secos! Há fatias douradas! Há mousse de chocolate! Cada um faz a sua parte e traz o que lhe coube em sorte (já está mais ou menos definido há anos quem traz o quê) e dividimos tudo numa farta mesa. Tão farta que sobra até ao fim de ano e andamos a comer sonhos durante 1 semana. E há muita conversa, risos, histórias e memórias que vão ficar para sempre guardadas nos nossos corações! Há também saudade! Saudade dos que já foram, mas se sentimos saudade é porque com eles fomos muitos felizes e a eles brindamos sempre e desejamos também, um Feliz Natal onde quer que eles estejam!

Hoje sinto que, não sei se sozinha ou se graças à família que entretanto construí, que consegui ultrapassar mágoas e aprender a gostar do Natal. É sem dúvida, a par das castanhas assadas (Já há uns posts que não falava em castanhas assadas! Yeahhh), o melhor do Inverno. Eu aprendi que o Natal é muito mais do que uma obrigação social e familiar, que é muito mais do que as prendas, as felicitações ou os momentos de caridade e bondade. O Natal é a família e a família é o que temos de melhor! Mesmo que nos zanguemos, que achemos que podiam ser melhores, com todos os defeitos que têm, são eles que estão sempre lá e é para eles que devemos estar sempre lá! Deveria sem assim todo o ano? Mas é assim todo o ano, senão eles não estariam connosco nesta comemoração. No Natal eu comemoro a família. E a família é o melhor do mundo! Não vale a pena sentirmos saudades deles num Natal futuro, quando eles já não estiverem, se não os comemorarmos em todos os Natais em que os temos presentes!

Adoro o Natal! As luzes, os cheiros, as cores, a alegria, a solidariedade, a simpatia, as prendas, as comidas, o frio! Sim, eu disse o frio! O Natal sem frio não é Natal! E sim, eu já passei, mais do que uma vez o Natal nos trópicos e não era Natal! Foi um jantar onde se trocaram presentes e dia 25 fomos todos para a praia como se fosse Agosto. Não é a mesma coisa.

Eu hoje sou feliz no Natal!

E para vocês, como é o Natal?

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Ó 'mor não sei mesmo que vestir hoje... Olha, vou assim!

Alguém tem de falar sobre isto! Já que não se chegam à frente lá terei de ser eu a sacrificada...

Meus amigos e amigas, pessoas do mundo em geral e do universo em particular... Alguém me pode explicar o que raio uma tal de Rita Ora, foi fazer de roupão de banho e toalha na cabeça para os MTV EMA 2017? Isto, como sempre, é tanta informação que temos de ir por partes...

Ora bem, primeira questão, perguntam vocês, e eu, e até a minha cadela, quem é a querida Rita Ora?... Pois não sei! Diz que é cantora! Mas eu também sou e ninguém sabe, sorte a vossa e do mundo em geral!... Não me queiram ouvir cantar, meus queridos, não seria bom para a vossa saudinha. Ora, trocadilho com o nome da fofa que não teve tempo para se vestir e vai daí foi mesmo de roupão de banho e toalha na cabeça, a moça resolveu apresentar os prémios não só de roupão, como de toalha na cabeça e quando confrontada, sim, ela foi confrontada pela produção, eu tive acesso ao diálogo, que lhe disse:

- Ritinha, fofa, minha querida, aqui "a gente somos" pessoas decentes e vai daí costumamos deixar o roupão na casa de banho logo após sacudir a água do lombo, e "ósdepois" vestimos uma roupinha catita, normalmente patrocinada por um costureiro a precisar de promoção, e só depois é que saímos de casa, "tájaver"?

E ela: - Sim senhora, parece-me bem! Não tinha percebido bem a lógica da coisa... Também, ó filha, tens de perceber que esta é a primeira vez que venho a público assim falar para a multidão, não sabia bem como se faz. Lá em casa a minha mãe diz que eu canto bem no banho e vai daí eu pensei cá pra mim: Rita, "amore", se tu cantas bem no banho vais masé de roupão para entrares no espírito da coisa e não desafinares... E foi assim! Mas tá bem, fofa, eu vou trocar de roupa.

E foi! A Ritinha foi tirar o roupão... mas esqueceu-se do vestido em casa e vai daí pensou: Porra, meus... Agora esqueci-me do vestido em casa, fónix! Os tipos não me querem de roupão, ó caraças... Olha, vou assim! Que se lixe!

E foi! A Ritinha foi assim... De lingerie! Tá certo que era uma lingerie toda janota, nada de cuecão da avó, ou algodão coçado e elásticos que já deram o que tinham a dar... Não! Era uma cuequita bonita, sim senhora! Mas era uma cuequita! Ritinha amor, as pessoas não vão nem de roupão nem de cuequita para a rua... Nem para entregar prémios. Nós sabemos que a vida de artista não está fácil, que os trapinhos custam dinheiro e tal, e que há contas para pagar, mas amor de cuecas e de roupão não! Está bem?

Ou isso, ou o Salvador Sobral tinha toda a razão quando disse: Eu posso dar um peido que vocês aplaudem! - E chegámos a isto! Um costureiro, sim o roupão e a toalha tinham assinatura de um qualquer costureiro (não me perguntem quem, não me vou sequer dar ao trabalho de pesquisar) que acordou de manhã e disse: Vou gozar com esta malta toda e provar que lá o Tuga, o Sobral, tinha razão! - E tinha, amigos, e tinha! Houve quem batesse palmas, dissesse que era altamente criativo e espectacular e o camandro! Chegámos ao ponto em que os peidos se aplaudem!

É verem aqui em baixo os modelitos da cachopa, e digam de vossa justiça... Se conseguirem...

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Escola, o que é o almoço?

Anda por aí uma celeuma das grandes, e com razão diga-se, por causa da alimentação das crianças nas escolas.

Esta história é tão inacreditável que eu nem sei por onde começar para botar discurso de opinião sobre o tema. É aquele tipo de história que não tem ponta por onde se lhe pegue! Toda ela é inacreditável.

Ora, para quem não tem filhos em idade escolar, ou tem mas não andam na escola pública, ou tem e andam na escola pública mas almoçam em ou de casa, vamos esclarecer a questão:

Era uma vez um país encantado e à beira-mar plantado (fiz uma rima! Yeahh), que se diz, e é considerado pela OCDE, um país de 1º mundo. Ora o que é isso? Perguntam vocês... E perguntam muito bem, pois neste país, apesar de classificado como 1º mundo, o que por lá se passa é digno de 3º mundo. Este é um país europeu, que até pertence à Comunidade Europeia, mas onde as crianças que estudam nas escolas públicas não têm acesso a alimentação em condições e suficiente.

Neste país, onde o sol brilha muitos dias no ano (É. Não sei quantos ao certo e não me apeteceu ir googlar sobre o tema), onde as pessoas deveriam ter acesso ao mínimo, tal como consta na Constituição (Sim, este país tem uma constituição, apesar de às vezes parecer que não), para a sua sobrevivência, as crianças que estudam na escola pública (Sei que não acontece em todas mas está a acontecer em demasiadas. Uma já seria demasiado), sim o ensino é um direito num país civilizado, não têm direito ao mais básico para a sobrevivência da espécie humana (E de qualquer outro animal): A Alimentação.

Dá-se o caso de, neste belo país, onde se discutem m***d**s e há revoltas e revoluções (todas elas virtuais, é certo) por cenas de cocó, há uma aparente apatia perante almoços servidos às nossas crianças de rissóis crus (Crus, pessoas! Não estavam mal passados, estavam crus. Nem foram à frigideira, nem ao forno. Nada!), uma batata com meia posta de um peixe por identificar, lagartas na única folha de alface do prato, um suposto bacalhau meio cru e a saber a detergente... E ninguém faz nada!!! Há semanas que se lê sobre o tema, principalmente nas redes sociais, e ainda não houve cabeças a rolar. A comida (não se pode chamar aquilo de comida, pois a comida tem de ser comestível), as cenas que são colocadas nos pratos das crianças para que elas comam, continua a ser servida da mesma maneira, sem o mínimo de equilíbrio, qualidade e quantidade.

Tenho lido, também nas redes sociais, que há cada vez menos crianças a almoçar nas escolas. Os pais optam por lhes enviar comida de casa, dar-lhes dinheiro para almoçarem no bar ou fora da escola. Muito bonito, sim senhor. É uma solução? Não, não é! Há crianças cujos pais não têm dinheiro nem condições para lhes proporcionarem alternativas à alimentação da escola. Há crianças cuja única refeição quente e em condições a que têm acesso durante o dia é o almoço da escola.

Ah e tal a responsabilidade não é das escolas, nem das câmaras, nem do governo, nem do raio... A responsabilidade é das empresas que ganharam os concursos públicos para fornecerem as escolas. Ahhh! Assim, está bem! Assim já ficamos todos mais descansados... Uma porra é o que é! Então e a responsabilidade das escolas, nas figuras do directores, que estão a levantar processos disciplinares aos alunos que fotografam a comida para poderem denunciar? Não deveriam as escolas estar ao lado dos alunos nesta luta? Mas afinal quem é que está aqui a ganhar? Ou, neste caso, a perder? Há escolas a proibirem os alunos de levarem telemóveis para o refeitório!... Meus amigos, estamos num país de 1º mundo, em pleno séc. XXI... Não estamos na Coreia do Norte, nem em qualquer outro país que abre telejornais devido à privação de liberdade do seu povo. Estamos em Portugal, um país que saiu de uma ditadura há muito pouco tempo e que, das duas uma, ou já se esqueceu ou ainda traz memórias enraizadas de como a censura se faz.

Ainda não vi, posso andar a ver mal, verdade, mas não me recordo das entidades incompetentes competentes se terem pronunciado sobre este tema e sobre as soluções para o mesmo. Quem andará a ganhar com isto? Alguém andará com certeza, um país de chicos espertos não se pauta pela simples incompetência (esta serve apenas e demasiadas muitas vezes para camuflar os ganhos).

Os directores de turma (coitados, aqueles que levam com os pais e que nada podem fazer em relação ao tema), ouvem as queixas dos encarregados de educação e respondem: Pois, eu não sei... Eu não como a comida da escola! - Pudera! Nem de graça!

A mini aspirante a marquesa (a minha mai' nova) leva comida de casa quando tem de almoçar na escola, mas já me descreveu aquilo que vê os colegas comerem. E sim, é intragável. E sim, ela tem colegas que comem todos os dias na escola, mesmo quando não têm aulas à tarde. Relembro que, muitas vezes é a única refeição que algumas crianças  têm. 

 

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E já tratámos do cartão do cidadão! Aleluia, irmãos!

Pois eu tinha que vir aqui contar-vos como foi o meu périplo pelos meandros das conservatórias para tratar do meu cartão do cidadão. Não vos podia deixar em ânsias, prestes a terem um avc sem saberem de mim e do meu querido cartão do cidadão. Pois ainda não o tenho, mas já tratei de tudo para o ter em breve. Diz que dentro de 8 a 10 dias já o poderei ir levantar... Aiiii.... novo desespero que já vos conto.

Pois então, hoje, como aliás em todos os dias da semana, levantei-me cedinho, despachar almoços para as miúdas, levá-las às escolas, e saí com o senhor marquês tratar dos nossos cartõezinhos do cidadão. E lá fomos para Marvila (claro! poderia ser noutro sítio?... Até poderia mas as expectativas eram que fosse mais demorado), chegando lá, pelas 9:05h mais ou menos tirámos a senha, 16 e 17, respectivamente. Ora ia no 2, achámos que nem era muita gente e aquilo havia de ser rápido... ahahahahahha!!!!! Eu e o meu optimismo... O marquês estava com umas "trombas" de meio metro... o tempo a avançar... mas os números não!

Centenas de pessoas naquela Loja do Cidadão, gente em cima de gente. Lá vislumbrei, ao longe um lugarzito para me sentar, e sentei-me. O dia prometia ser longo, pelo menos a manhã, e eu tinha que me poupar. E sentei-me ao lado de quem? Perguntam vocês... (Só eu!) de uma criatura que resolveu escolher a Loja do Cidadão de Marvila para fazer a manicura. Vero!!! E lá estava ela, de lima a limar as unhas, a sacudir o pózinho para cima dos parceiros do lado (bleachhh... que nojo), a sacar a catota das unhas com a ponta da lima metálica. Guarda a dita, e eu pensei, terminou!, mas não! Não tinha terminado. Saca de outra lima, desta feita de cartão e continua... Não esperei para ver o resto. Mudei de lugar! Talvez seja eu que sou picuinhas, mas há limites. 

Entretanto passaram-se 45 minutos, fui respondendo aos vossos comentários, e apenas tinha avançado 1 número... Desespero!!! 45 minutos e apenas uma pessoa tinha sido atendida. Percebemos que só estava uma pessoa a tratar dos cartões do cidadão. Graças a este blog e a um anónimo querido que me recomendou ir a Arruda dos Vinhos, lá fomos. O marquês continuava de "trombas" e a querer deixar o assunto para outro dia, para quando fossemos velhinhos e reformados sem nada para fazer... Contrariamente ao que uma leitora sugeriu, que o meu post anterior servia apenas para me "baldar" ao trabalho e justificar a falta, esta manhã perdida é efectivamente perdida. Significa que terei de abdicar de tempo de descanso para colmatar as horas que estive ausente a tratar do cartão do cidadão. É, nem todos contribuímos para o absentismo neste país! A essa leitora gostaria apenas de a descansar dizendo que eu escrevi o post anterior apenas porque gosto de debitar parvoíces. Só isso! Eu sei, é pouco ambicioso, mas é o que temos.

Em Arruda dos Vinhos ficámos com a senha 15 e 16 e numa hora e meia estávamos despachados. Conseguiram atender umas 15 ou 20 pessoas nesse tempo (que ali tiramos senha para os diversos temas a tratar mas é só para justificar a máquina, porque o atendimento é feito por ordem de chegada, não importa se vamos tratar do CC ou do passaporte... Cenas!). 

Agora ainda vamos ter a parte 2 deste périplo. Ah pois é... Achavam mesmo que a coisa se resolvia assim... Não, comigo tem de ser sempre pelo caminho mais complicado. Então, dá-se o caso de eu ter sido atendida por uma senhora e o marquês por outra. A "minha" senhora perguntou-me onde queria eu levantar o meu amigo CC, e eu, a medo, porque eu escolho sempre o caminho mais difícil e normalmente não acerto, disse que podia ser no Campus de Justiça. Já ao marquês não lhe perguntaram nada e vai daí tem de ir a Arruda dos Vinhos levantar o seu CC... Ir levantar o CC a Arruda dos Vinhos há-de ser um momento igualmente prazeiroso de contacto humano, já que aquele espaço é exíguo e proporciona troca de germes e odores. Lembram-se de eu vos ter dito que em Arruda não é importante o que vão lá fazer? O importante é a hora a que chegam... É isso! Estava lá um senhor há 1 hora para levantar o passaporte, e ainda teria, segundo os prognósticos da senhora, de esperar mais uma hora.

A parte boa? Há sempre uma parte boa! Que se torna melhor quando é inesperada. Eu cresci quase 2 cm e o marquês cresceu 2 cm, e pela primeira vez na vida a fotografia ficou bem jeitosinha, desde já vos digo! É irem a Arruda dos Vinhos para crescerem uns centímetros e ficarem com uma fotografia toda catita no vosso CC. Quem disse que as fotografias dos Cartões do Cidadão são sempre medonhas não sabe o que diz e debita calúnias por aí...


Cartão do cidadão, esse grande amigo do peito

Eu não posso prosseguir descansada neste fim-de-semana, ir por aí a fora a cantar e a dançar... sosseguem, eu não vou fazer isso! Estava a reinar*!... Mas estimo passar um bom e feliz fim-de-semana, até porque comprei castanhas para assar!... (sosseguem, eu também como outras coisas para além de castanhas, mas castanhas, ai as castanhas fazem-me tão feliz ao nível do palato!)

Bem, mas estava eu a dizer, não posso prosseguir por este fim-de-semana fora sem vos dizer que após a próxima segunda-feira a minha vida não mais será a mesma... E porquê? Perguntam vocês... Vais mudar de emprego? Saiu-te o euromilhões? Vais ser mãe? Vais viajar? Já sei!! Vais mudar de país?... Não pessoas amigas, nada disso! Vou para a fila, de quilómetros segundo parece, para renovar o cartão do cidadão... E porquê que a tua vida vai mudar?....


Eu explico, para além de ficar com um cartão do cidadão novo, mas com uma foto igualmente medonha (tenho para mim que é uma estratégia do Estado para a malta ficar muito feliz quando se vê ao espelho), vou ficar com mais cabelos brancos, com os nervos virados do avesso, com menos neurónios (sim, eles desgastam-se e falecem!... Está provado que muitos se suicidam quando renovamos o cartão do cidadão)... Ahhh!!! E porquê? Porque não fiz a pré-marcação! E então dá-se o caso de que tenho de ir para lá, ficar horas em pé (ainda não tinha realizado isto!... Não sei como vou ficar no final desta epopeia... Já que esta minha companheira de vida, a minha amiga síndrome, não me permite ficar de pé muito tempo...), conviver amenamente com os demais cidadãos que requerem um cartão, e toda a gente sabe que um cidadão que requer o seu cartão não só tem mais pressa do que os outros como tem muitas histórias incriveis para partilhar... E porque raio não marcaste tu isso?

Porque, pessoas amigas, eu achava que vivia num país de primeiro mundo (mas dá-se o caso de ter andado enganada estes anos, e pelo Estado na "pessoa" do Ministério da Educação que me ensinou na escola que éramos um país de primeiro mundo), mas não!! Nós vivemos num país onde a primeira vaga para marcação da renovação do cartão do cidadão é para final de Janeiro!!!!!! Janeiro!!

Ora, eu não posso viver até Janeiro sem cc (nós tratamo-nos assim, já é tu-cá-tu-lá, é marquesa para aqui, cc para ali)... Uma pessoa afeiçoa-se e já não consegue viver sem ele.

Portanto, se preparem (ler com pronúncia brasileira) que na segunda-feira se regressar com vida, hei-de ter muito para vos contar!

 

 

*Reinar: Palavra utilizada com bastante frequência por indivíduos que nasceram pelos anos 70** e que significa brincar.

** Não sei se os nascidos noutras décadas, como 60, 80 e por aí a fora também a utilizam porque eu só nasci na década de 70. Sei apenas que os que nasceram após o anos 2000 não fazem porra de ideia o que significa, a não ser que sejam especialmente cultos.

Stratup ou vou-ali-abrir-uma-empresa?

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Tenho andado aqui a pensar com os meus botões, e ainda não o confessei a ninguém, que gostaria muito de ver esclarecida uma questão que me assalta o espírito desde há uns anos a esta parte.... Agora que tenho aqui este estaminé montado, talvez haja por aí uma alma caridosa que me possa explicar e esclarecer.

Há questões que não me deixam dormir, que me inquietam e me desassossegam e que são realmente fracturantes para toda a humanidade:


´Soas da minha vida, digam-me de vossa sabedoria, o que é uma Startup?

 

É que este conceito - sim, parece que é um conceito - não se limita à lógica de ter uma ideia, arranjar um contabilista, ir à "Empresa na Hora" (acho que é assim que se chama), escolher um nome, registar e trabalhar, bulir, pôr a mão na massa, facturar, pagar contas, lucrar e etc... Cenas que seriam normais há uns anos. Surgia a ideia, a oportunidade e abria-se a empresa, se não resultasse fechava-se. Até havia uns subsídios e tal para o efeito.

Não me inquieta que o nome tenha mudado de vou-ali-abrir-uma-empresa para eu-agora-tenho-uma-Startup, não, de todo! Adoro a cena da globalização e tal e pôr o português de lado, "chutado para canto" (apesar de ser uma das 10 línguas mais faladas do mundo), para começar a utilizar temos anglo-saxónicos. É muito mais parolo chique. 

O que me desassossega o espírito, o que me causa urticária, o que faz desta uma questão de vital importância para toda a humanidade, é que ter uma Startup não me parece que seja a mesma coisa que ter-uma-ideia-e-ir-ali-abrir-uma-empresa, ou é?

Vamos por partes para ver se eu consigo expor as minhas dúvidas com clareza, de forma a que vocês, almas caridosas e com extrema paciência para o meu ser, me possam esclarecer, cá vai: Um dia, há 30 e tal anos, o meu pai e 2 amigos tiveram uma ideia, juntaram-se, foram à conservatória, arranjaram um contabilista e abriram uma empresa. Está a funcionar até hoje. Curiosamente não foram convidados a orar na Websummit (não entendo porquê... mas pronto); Outro dia, há 4 anos, eu e o marquês tivemos uma ideia, arranjámos um contabilista (uma neste caso), fomos à conservatória, registámos a marca e abrimos uma empresa. Também não fomos convidados a orar na Websummit (e eu continuo sem perceber porquê... é que eu tinha mesmo gostado de lá ir botar discurso... e vá, fazer umas selfies e comer uns acepipes).

Conheço pessoas que abrem empresas, umas têm sucesso outras não e fecham-nas. São pessoas normais, daquelas com duas pernas e dois braços, cabeça entre as orelhas, olhos e boca no sítio certo, normalmente têm mais de 30 anos, vestem-se normalmente, umas melhor outras pior (isto aos meus olhos críticos e implacáveis), comem, dormem e bebem normalmente, falam normalmente (em português, até) e, pasmem-se, abrem negócios normais, a saber: Cafés, lojas, fabrico e comércio de vestuário, ateliers de arquitectura, escrita, fotografia, cinema, vendas de bens, venda de serviços... Enfim, coisas que vêm no dicionário.

Já Startuppers não conheço! Lamento, mas não conheço. Ou eu me ando a dar com as pessoas erradas e a frequentar sítios menos apropriados, tal como o café da minha rua, a Zara, o Continente e Pingo Doce, a mercearia, a frutaria, o consultório do médico, o treinador do cão, a psicóloga, a escola, sei lá... Sítios fora de moda ou demodé, como queiram. Mas o que é um facto é que não conheço nenhuma... É como as bruxas, eu não acredito mas que as há, há. 

Não conheço, mas elas "andem aí"... "ai, andem, andem"... que eu leio nos jornais e revistas... e quem fala delas e alguns que, supostamente as têm (digo supostamente pois muitas as há em que ninguém conhece a cara do dono) são pessoas que, apesar de se aparentarem com o "normal", como duas pernas e braços, cabeça, olhos e boca no sítio certo, falam uma linguagem esquisita... Têm produtos que ninguém sabe o que são nem para que servem... algumas estão avaliadas em biliões e nunca facturaram nada (há pouco tempo, ainda na época em que se abriam empresas, isto tinha outro nome e estava a ser investigado pela PJ), e são pessoas altamente "à frente", normalmente ainda nem têm 20 anos, alguns ainda têm acne juvenil (não procurem numa Startup, a solução está em clerasil!... De nada!), vivem em casa dos pais, não fazem ideia que houve um tempo (recente) em que não havia telemóveis nem computadores (amigos psicólogos, não têm de agradecer por vos ter acabado de arranjar mais uns quantos clientes. Ninguém melhor que vós para ajudar no stress pós-traumático) e ninguém faz a mais pequena ideia do que estas almas irão fazer no futuro... Será por isso que foi apresentada uma Sophia (robô-gaja que diz que vem para substituir a humanidade), para ser a salvação do mundo?

Estas questões são por demais inquietantes para este meu ser tão pouco startupper, tão pouco webanizadócoiso... Por favor, vocês ajudem-me!


Um dia eu o marquês, na nossa recente empresa (tinha menos de 1 ano na altura) somos contactados por uma bloguer da praça que ia começar um negócio e queria que lhe fizéssemos um preço especial para a sua Startup... What?... Coméqueé, minhagentxi? Será que a diferença está aqui? Quem tem uma empresa não só tem de pagar valores de quem tem uma empresa como ainda tem de fazer preços especiais para Startups?.... Claro que a nossa resposta foi "numbaidar", minha querida startupper... A malta aqui, apesar de ter começado ontem com o negócio, não tem uma Startup... Antes tivesse, antes tivesse... Já estaríamos a ganhar milhões sem fazer porra nenhuma só com uma ideia fantástica! Sim, porque todos nós temos A ideia que vai revolucionar o mundo e a minha, meus amigos, a minha vale biliões, sou eu quem o diz.

Agora se têm compaixão por esta pobre alma, não me deixem sofrer mais e digam-me caraças: O que porra é uma Start Up?
 

Doctor, I have a Pain...

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Pois que esta semana fui experimentar uma novidade para a minha saúde... A ver se me ajuda!
Medicina Ayurvédica (aqui está uma palavra difícil "comó raio" de dizer... pelo menos para mim). E nunca sei se diz Ayurvédica ou Ayurveda. Alguém pode iluminar esta pobre alma?

 

Esta abordagem faz-me sentido, como aliás qualquer abordagem que modifique hábitos alimentares nocivos e nos promova a saúde. Bem, eu resolvi experimentar esta.

 

A consulta teve a sua graça... o sr. doutor é mesmo indiano, da Índia e tudo e não fala português... Ah, dizem vocês, mas deve falar inglês... Fala! Com certeza que fala e tenho quase a certeza absolutinha de que fala muito bem inglês. Aliás eu percebi tudo o que ele disse (sou esperta "comó raio" - tenho a sensação de que já utilizei esta expressão algures). Então, dizem vocês novamente, qual o problema? Como diria uma queridaamigafofabloguerócoiso, o problema não é ele sou eu! É que eu sou gaja para perceber tudo e tudo e tudo em inglês, mas falar é que "tá quieto", em compensação consigo a proeza (já pouco vista pelo nosso país) de falar muito bem português. E tenho orgulho no meu português! Mas mesmo assim, pelo sim pelo não, mais que não seja para que o senhor doutor não tenha de deixar a Ayurvédica e tomar um xanax, talvez não seja má ideia ir praticar o meu inglês... Só não sei se vá para a Baixa de Lisboa ou se vá para uma escola de línguas. É que vocês não acreditam, mas eu não só percebo tudo como até consigo fazer traduções... falar é que "tá quieto" (acho que já utilizei esta expressão algures).

 

Bem, vamos "masé" ao que interessa que vocês não estão interessados na minha dissertação sobre onde e como praticar o meu inglês. Digo eu!

 

Então, lá estava eu e explicar em inglês, claro, os meus sintomas (ahahahahahhaha, lindo!) e os exames (ahahahhaha, de chorar!) e os diagnósticos (ahahahahha!!! Hilariante!) e os medicamentos (ahahahaha!!!! Tinha graça se não fosse embaraçoso, diria mesmo dramático!). E lá nos entendemos. Diz que a Ayurvédica dá serenidade! Confere! Deve ter sido por isso que o doutor não desatou a rir na minha cara, num primeiro momento, e não se descabelou, num segundo momento.

 

Depois de tudo devidamente explicadinho, depois das perguntas devidamente respondidas, lá saí com um plano alimentar todo catita.

 

Catita é o melhor que consigo para descrever o regime quase nazi de restrição alimentar a que me vou sujeitar.

 

Se eu já não como nem carne nem peixe, se juntarmos a esta minha opção tudo o que não posso comer, vou passar a alimentar-me de água. A boa notícia é que posso comer... ta-na-na-nammmm (ler com música de suspense como fundo)... Castanhas!!! Oh Yeah!!! (ler com foguetes e fogo de artifício de fundo), só não posso barrá-las com manteiga (mas porquê, senhores? Porquê que não nos podemos ficar pelas boas notícias?... Buáááááá - ler comigo a chorar como fundo). Isto funciona mais ou menos assim:

Doutor: - Pode comer castanhas!

Eu: - Yes!!! Good! Very nice - oh eu a escrever inglês.

Doutor: - Mas.... (After a but always comes a shit - oh, outra vez, viram?) Mas... não pode comer manteiga! Nenhuma! Nem vegetal! Só Ghee (Não perguntem! Pesquisem!).


E pronto, a conclusão a que chego é que, para além de falarem em inglês, os médicos indianos são como os médicos portugueses, peritos em acabar com a festa! Desmancha prazeres!

 

E agora a minha vidinha vai ser assim... um pouco mais triste... a vida sem castanhas com manteiga não é mesma coisa... mas espero que com menos dores, com mais energia e, claro, mais magra e "boua" (ler com pronúncia de grunho), que esta m**rd*a desta síndrome também há-de servir para alguma coisa de jeito! Há que ver sempre o "bright side of life".

 

Mais tarde falar-vos-ei de como está a correr este meu périplo pela Ayurveda.

 

E por aí, já alguém experimentou a medicina Ayurveda? Podem dar opinião, please?

 

*Este post teve a preciosa colaboração do Google Tradutor!... É mentira! Eu ainda consigo escrever estas coisitas em estrangeiro... Mas pensando bem tenho pena! Eles devem pagar bem!