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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Haja saúde...

Tenho andado assim mais para o ausente... aqui o final de ano no palácio dos marqueses não tem sido fácil... na semana que antecedeu o Natal a aspirante mais nova ficou doente, entre vómitos e febre ficou 3 dias de "molho" na cama e a família toda em pânico. Fez dia 24 de Dezembro precisamente 1 ano que ela teve alta no hospital por ter estado a vomitar, esta minha filha sempre que vomita é internada, por isso podem imaginar a nossa ansiedade. Felizmente desta vez não foi preciso e tudo se resolveu em casa, com dieta e líquidos. Depois, Natal, festa, comida, família, prendas e tudo e eu e o marquês ficámos com gripe... e aqui estou eu, a escrever-vos directamente da minha cama... Entretanto, para vos sossegar que eu sei que estão numa ansiedade sem tamanho, sobrevivi à endoscopia, o que é sempre uma boa notícia... Agora resta-me esperar por 2018 para que a saúdinha se recomponha cá pelo palácio...

Queres ver "Sexo e a Cidade" ou ir a um "Jantar de Gajas"?

Eu às vezes, mas só às vezes, só assim muito de vez em quando... Assim "quando o rei faz anos" (por falar nisso, alguém sabe quando é?!?!)... sinto que vim de outro planeta... o problema é que não sei qual para poder enviar postais para a família...

Sabem quando estão a conversar com alguém e abanam a cabecita com um ar de concordância de quem está profundamente por dentro do tema?... Sabem?... Eu também não porque digo logo, "ai isso num sei... ai isso num vi...". Depois abro um blog para ler, uma revista, sei lá, um livro, uma porra qualquer que se leia (tenho para mim que até nos jornais desportivos já se falou do tema) e lá está... e eu, ser de outro planeta, ser à parte, sinto-me quase a ir fazer terapia especializada para colmatar esta falha, nunca vi... preparados? Não vão deixar de gostar de mim?!? Juram?!?... Então cá vai: nunca vi "Sexo e a cidade"!!!

Pronto! Já está! Já disse! Ainda por cima não é uma novidade que isto já é série para passar no Canal História ou na RTP Memória... E diz que até fizeram um filme e tudo... E eu?!... Nada! Nadica de nada! Mantive-me ali, irredutível nas minhas convicções!... Mentira! Não são convicções, é mesmo falta de pachorra! Confesso que um dia, num longínquo mês de Janeiro, à tarde, dia de chuva (tretas! não faço ideia quando foi, se estava sol ou calor... mas assim fica mais giro) resolvi ver um episódio... Não consegui! Desisti! Isso e o "Donas de casa desesperadas" (Eh pá, só o título desespera qualquer um...). "Num" deu!

Não que eu seja intelectualmente superior a quem gosta da série, não que eu ache que aquilo não tem categoria para mim, nada disso, apenas não gostei do que vi! É aborrecido, chato... sei que não me esforcei muito, que não lhe dei grande chance de se mostrar melhor... mas não consegui. E melhor que tudo, nunca me senti ostracizada por nunca ter visto apesar de ser uma série da moda.

Diz que todas as gajas gostam de "Sexo e a cidade"... Todas menos uma! Moi même! Sou gaja que detesta cabeleireiros (mas adora ter o cabelo arranjado, com madeixas e essas cenas todas catitas, e unhas feitas e tudo e tudo), que detesta conversa de compras e roupa e o camandro (mas gosto de ir a lojas e ver roupas, e revistas de moda e blogs, e até, pasmem-se, de fazer compras), tenho um ódio de morte, ou quase, vá, a massagens e ginásios... E fico de cabelos em pé com "jantares de gajas"! Adoro as minhas amigas (amigas, tamo juntas, bale?!), adoro jantar com elas, almoçar, lanchar, mas "jantar de gajas" é todo um conceito que eu abomino. Aliás, agora vos confesso (já que estamos numa de confissões), que baldo-me sempre, ou quase, a despedidas de solteira... Fui à minha e... adivinhem... odiei! É que aquilo nunca mais acabava! A parte boa foi ficar com as minhas queridas amigas, as melhores de todas, e uma das minhas sisters (a outra deita-se cedo, a esperta) até de manhã no Plateau, qual noite normal de copos, dança e boa música com as amigas... Mas sem o conceito "jantar de gajas". 

Amigas, vamos jantar?... Vamos! Tamos nessa.

Amigas, vamos a um "jantar de gajas"?... Não vai dar... Estou cansada e dói-me a cabeça...

"Jantar de gajas" é como um episódio de "Sexo e a cidade"... fala-se de roupas... arrggggg... fala-se de gajos... (vocês agora não estão a ver, mas esta é a parte em que reviro os olhinhos)... fala-se de cabeleireiro, manicura.... fala-se mal das "amigas" que não vão aos "jantares de gajas" (eu!!!), fala-se mal das amigas que estão no "jantar de gajas" mas foram à casa de banho... fónix, pá!... E no meio disto tudo, espremido, espremidinho, o que se tira dali é que aquela malta detesta a sua vida e vai para ali infernizar a vida das outras para ver se o barco afunda mais depressa (ah, e a ver se trocam de gajo, também! É que o que têm lá em casa não serve. Mas esta parte não fui em que o disse, bale?).

Num jantar de amigas, apesar de as diferenças poderem ser ténues para alguém que por lá passe fugazmente (tipo o empregado de mesa), há toda uma diferença e a maior é que alguém pode dizer: Eh pá, cala lá essa matraca que já estou farta de te ouvir a falar de sapatos e malas e o caraças! (Eu não falo assim com as minhas amigas, pelo menos não sempre) E não se fala mal gratuitamente, só das gajas que vão a "jantares de gaja", mas essas merecem que se fale mal delas. E vai-se lá para conviver, e rir e dizer parvoíces (nos "jantares de gajas" só se fala de coisas sérias, como as madeixas novas da Carla ou o ex-namorado da Tânia. Também se finge estar feliz e contente, e riem-se muito e inventam cenas para se rirem e tudo e tudo... - Acabei de pôr os dedos à boca para vomitar). Mas dizia eu, nos jantares de amigas os amigos também são bem-vindos, falamos de coisas boas e más, estamos felizes e tristes, vestimos o nosso melhor outfit porque gostamos de nós e não para mostrar à bitch louraça que somos uma bomba... também vestimos o pior outfit que há lá em casa porque nos sentimos uma merda e mesmo assim está tudo bem. Mas a parte melhor, a melhor mesmo é o dizer e ouvir parvoíces. Parvoíces genuínas, daquelas que só quem nos conhece bem entende e ri connosco.

É... acho que sou preconceituosa... Shame on me! Sou preconceituosa e não gosto de "Sexo e a cidade"... Xiça! Acho que vou para o purgatório... Porra! Alma sem salvação a minha!

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O ensino no seu melhor...

O nosso ensino, ao contrário do Rock, está morto... Morto, a cheirar mal e não há meio de o enterrarem.

Não gosto, nunca gostei e não é agora que vou gostar, de puxar de galões, até porque muitas vezes eles dizem pouco. Mas desta vez vou fazê-lo, escrevo-vos como cidadã, mãe e como socióloga com especialização em criminalidade, toxicodependência e insucesso escolar. Faço-o porque estou farta! Farta de ter pessoas engravatadas, intitulando-se de ministras, a fazer m***d**a. Desculpem o meu francês, mas não há como dizê-lo de outra forma.

Andamos, como diria a minha avó, "desde o tempo da outra senhora", que é como quem diz, vai "pralá" de 45 anos, mais coisa menos coisa, como o mesmo tipo de ensino. Vai-se alterando a escolaridade obrigatória e mais nada. Já pensaram estas almas em ouvir quem sabe do tema? Psicólogos, Sociólogos, Pedagogos, Professores.... Não sei, digo eu de minha profunda ignorância...

Estou cansada, e vejo que as nossas crianças estão a ser usadas, abusadas e maltratadas por um ensino obsoleto, incapaz de as acompanhar, integrar, ensinar (básico, não? É para isso que ele deveria servir, não? O ensino deveria servir para ensinar... Penso eu, que nada sei!), motivar, proteger, fazer crescer, preparar... Mas não! Estamos longe disso!

Não me querendo alongar muito, pois teríamos conversa para um congresso, mas limitando-me ao básico, aquilo que qualquer avó com o ensino mínimo percebe, as idades, os anos escolares, as turmas...

Passo a explicar, ontem, no final do 1º Período portanto, entrou para a turma da minha filha mais nova um elemento novo. Ora, até aqui nada de especial. Acontece que o elemento novo tem 17 anos e foi agora integrado numa turma de miúdos do 7º ano, quem têm entre 11 e 12 anos... Isto porquê? Porque este país tem uma escolaridade obrigatória e aquele elemento de 17 anos tem de estar na escola até ter 18 anos ou até ter o 9º ano...

Portanto, posto isto, poderão os iluminados que fazem estas leis explicar-me, como se eu fosse muito burra, daquelas tão burras que não percebem nada, nem com um desenho, qual a vantagem disto?

Quem tira vantagem desta situação? Não serão os miúdos, certamente. Nem os que têm 12 anos, nem os que têm 17 anos...

Como se consegue ter uma turma sã, equilibrada, motivada, com vontade de saber e de aprender se temos, entre os elementos que a compõem diferenças de idades de 5 e 6 anos? Estamos a falar de estados de maturidade completamente diferentes, meus senhores.

Como esperam estes senhores, que um miúdo (ou miúda) de 17 anos tenha sucesso escolar, esteja motivado e interessado quando está sozinho integrado numa turma com putos de 12 anos?... Este jovem, está a aguardar fazer os 18 anos para abandonar a escola. Alguém tem dúvidas? De quê que adianta obrigar estas pessoas a estudar nestas condições?

A minha filha está espantada, admirada, não faz a mais pálida ideia do porquê daquela alma ter ido ali parar, não houve qualquer explicação, simplesmente apareceu um novo elemento na turma, e é-lhe dito, ao novo elemento, para não responder às perguntas feitas para a turma porque o raciocínio dele é muito mais rápido (a lógica da batata aqui tão bem aplicada) e os meninos de 11 e 12 anos precisam de mais tempo para incorporar o conhecimento e elaborar determinado raciocínio... Eh pá, mas não é preciso ser um génio para perceber isto, certo? Aparentemente os ministros que mandam nesta bandalheira (desculpem, infelizmente é o que ensino neste país é) ainda não atingiram o estado de maturidade que lhes permita tamanha iluminação... Pergunto novamente, quem é o beneficiado? Os miúdos de 12 anos não são, certamente e ainda menos o será o elemento de 17 anos ali a marcar passo a não poder participar nas aulas, a fazer figura de corpo presente...

Mas isto faz algum sentido?

Existe um agrupamento de escolas neste país, em Carcavelos salvo o erro, que tem um sistema de ensino legal, completamente enquadrado com as regras do ministério mas totalmente diferente do resto do país. Li uma entrevista com o director em que ele dizia que ali ninguém chumbava, também não havia abébias, há pelo contrário compromisso, responsabilização, envolvimento, e porquê? Exactamente por causa disto, para não existirem turmas destas que poderão ser, mais cedo ou mais tarde problemáticas... Os miúdos perceberam que chumbar significava ficar para trás, passaram a aplicar-se, a escola passou a apoiar quem tinha dificuldades para não ter de enfrentar o chumbo porque, segundo este director (e bem) o chumbo é potenciador de marginalização, de criminalidade e comportamentos desviantes e nunca, mas nunca, traz uma mais valia às turmas. Pelo contrário, é uma bola de neve sem fim...

Pergunta simples e directa: Onde é que esta gente anda com a cabeça para achar uma ideia vencedora ter uma turma com miúdos de 12 anos misturada com miúdos de 17? Um miúdo de 17 anos é um adulto com comportamentos infantis; Um miúdo de 12 anos é uma criança a achar que é adulta... Uma mistura explosiva!

Está tudo doido, meus senhores!

O Rock está vivo!

Não sou nada destas coisas... Sei que a morte faz parte da vida e que é um processo tão natural como nascer, mas ainda não lido bem com ela. Mas não é disso que vou falar. Como vos dizia, não sou nada destas coisas. "Estas coisas" são escrever lamentos, lamúrias e obituários nos blogs, redes sociais e afins, quando alguém famoso morre. A morte faz parte da vida, e é tão natural para um famoso como para um não famoso. Portanto fi-lo poucos vezes, muito poucas mesmo. Desta vez fiz.

Já muito se escreveu, se falou, se filmou e fotografou sobre esta morte, portanto não espero acrescentar nada de novo. No entanto, e não sei bem porquê, não consigo deixar de escrever. O Diogo Faro, do blog Sensivelmente Idiota, diz que nós homenageamos os mortos para nós próprios já que eles não poderão saber o que aqui se passa. Concordo e não concordo. Concordo porque acredito que nos alivia a alma, que necessitamos de "deitar cá pra fora", outros terão outros motivos, certamente. Não concordo porque o Zé Pedro não morreu quando o seu corpo se cansou desta vida. O Zé Pedro vive em cada um de nós que ouve a sua música, que se alenta com a memória do seu sorriso, com a eternidade das suas palavras e com o som da sua guitarra.

Escrevo porque sempre fui uma pessoa de rock, vi e ouvi Xutos desde os meus 12 anos. Fui vê-los ao Incrível Almadense há uma eternidade, e adorei! E nunca mais me vou esquecer daquele momento.

Eu ouvi Xutos... no meu quarto o meu gira-discos girou vezes sem conta, em looping, incansável a rodar sem parar o Circo de Feras, até eu saber de cor todas as músicas. Eu usei o lenço "à Xutos", tinha vários, a minha 'mai velha herdou alguns e comprou outros. Também ela usa o lenço à Xutos e à Guns n' Roses, provando que o rock também se pode herdar e ela herdou.

Ela queria ter ido assistir a um concerto de Xutos... Havemos de ir, dissemos-lhe. Não fomos! Fomos ver Guns, a melhor prenda que teve na vida. Xutos... havemos de ir... Afinal eles são portugueses, dão concertos todos os anos, não hão-de faltar oportunidades de vermos Xutos... Não fomos! Espero que daqui para a frente não faltem oportunidades de ver os Xutos & Pontapés ao vivo, e eu desta vez quero lá estar! E o Zé Pedro também estará, na sua música, na sua banda, no seu rock que ele não queria morto.

A aspirante a marquesa mais velha, chorou quando soube que o Zé Pedro havia deixado o seu corpo descansar. Ela é uma adolescente de 14 anos. Ela tem medo que o rock morra com as pessoas que o criaram. Enquanto houver adolescentes de 14 anos a chorar pelo rock ele nunca morrerá. E se o rock é eterno o Zé Pedro também o é, porque o Zé Pedro é rock, é música, é um pouco de todos nós, e nós somos tudo aquilo que ele nos deu. Por tudo isto só tenho que agradecer ao Zé Pedro o ter vivido para o rock, o ter vivido para que nós tivéssemos o privilégio de o ouvir, de ouvir boa música.

A minha aspirante mais velha gosta de rock, gosta de punk, gosta de punk-rock... Muitas vezes incompreendida pelos seus pares (ainda têm que crescer e conhecer a boa música), sorriu quando te viu, Zé Pedro, numa entrevista a dizeres que "um Punk é um gajo porreiro". E é Zé Pedro, e é! Obrigada por compreenderes tão bem, apesar de nem a conheceres, uma miúda de 14 anos. Obrigada por a fazeres sentir integrada e compreendida.

Até sempre Zé Pedro, estejas onde estiveres te agradeço por nos deixares tamanho legado. Por não teres deixado o rock morrer e por mostrares a todos que o rock é música fixe, feita por e para "gajos porreiros".

O rock está vivo!

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Festas de aniversário vintage

Sexta-feira foi a festa da 'mai nova aspirante a Marquesa...

Aqui há uns tempos, não sei quantos, alguém escreveu, também não sei quem (isto de ir para idosa faz mal à memória), perguntando o que era feito das festas de aniversário "à antiga". Leia-se por "antiga" festas dos anos 80, 90... Pois na sexta houve uma! E foi a festa da minha 'mai nova!

Nós gostamos de cenas vintage, babes... de revival, e cenas muito à frente... Tão à frente que não houve cup cakes, nem brigadeiros coloridos e cheios de corantes chiques-ó-coiso-com-purpurinas, nem tema, nem nada que ficasse bonito na fotografia... por isso não fotografei a mesita. 

Houve uma sala alugada no Monsanto, com uma mesa com tudo o que é porcaria, mas porcaria das antigas, à séria mesmo... Atentem: Havia rissóis! Pumbas! Ah poisé, babes!
Crepes de legumes! Toma! Sei que não é bem à antiga, mas na família há vegetarianos, e estes foram fritos em casa... Vai buscar!
E havia torta Dancake... Tufas!...
E Salame!... Salame à séria, às fatias, com folhas de alumínio e elegantemente colocado em pratos de plástico...
E ainda havia batatas fritas e pipocas... Sem concorrência, gente gira!

E sabem que mais?... Não morreu um panda na China por causa disso, nem nenhuma criança ficou traumatizada, aliás, a ver pela fúria com que devoraram tudo, o repasto estaria bem bom...

Expulsem-me da blogosfera... Não sou digna de vós... Não tenho fotos lindas e maravilhosas com todos os patrocínios da Babá e da Kiki que fazem umas festas supégiras, tá a ver? Tudo côderosinha, com flores e purpurinas, tudo tão geometricamente colocado que me dá vontade de lá chegar e desmanchar tudo... Não dá nada! É mentira! Isto é tudo inveja, meus amigos... Aqui a vossa Marquesa é uma invejosa que teve de tratar do salame, de comprar as Dancake (há lá porcaria mais deliciosa do que esta?), as batatas fritas, alancar com tudo, limpar no fim sem um único patrocínio... Nada! Nadita!... 

A festa? Foi um sucesso, meus amigos! Um sucesso!... Os putos divertiram-se à brava, adoraram o repasto vintage, andaram de patins, jogaram à bola, correram, caíram e levantaram-se, a aspirante 'mai nova estava feliz da vida (não há cup cake que rivalize com uma boa fatia de salame). Não é preciso muito para os fazer felizes, esta é a lição que me fica.

'Pó ano há mais! Agora venha o Natal!... Vintage, lá está! 

Ps. Aceitam-se encomendas para realização de festas de aniversário de criança directamente dos anos 80, festas "à antiga", vintage... Último grito em Marvila!