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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Desafio das 52 semanas: Semana 17 (Vou salvar o mundo, catano!)

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Cheguei!!!!!! Cheguei a horas!!! Yeahhhh!!!!

Bem, vamos ao que interessa que vocês já estão maçados com esta questão de eu, ou chegar a horas, ou só publicar o desafio na semana seguinte... E já aceitei mais dois desafios que ainda não comecei... ai, a minha vida!!!

Ora bem, o desafio desta semana é... rufar de tambores....

Personagens cuja vida eu gostava de viver por um dia...

Eh pá... só por um dia?... Mêmo a sério?!... Não dá para ser a vida toda?... É que se fosse a vida toda eu escolhia uma ricaça qualquer... qualquer não que eu sou exigente! Uma ricaça gira, bem sucedida, naturalmente magra (daquelas que dizem: "Ai, já não sei o que fazer para engordar... como de tudo e mantenho esta elegância...", esta malta devia pagar mais impostos do que os outros, ora porra! Uma pessoa abre a boca para respirar fundo o ar puro do campo e engorda 3 quilos e meio e estas tipas nisto... Mais 50% de impostos nelas, masé!

Bem, mas dizia eu, gira, bem sucedida, naturalmente magra (que a fazer dieta também não quero, grazie), cheia de amigos, com bons valores e o camandro... tudo de bom, masé!

Mas se só pode ser por 1 dia, então seria... a saber:

- A Assembleia da República (eu sei que não é uma pessoa, são muitas, mas não sejam picuinhas, bale?) no dia de votação para acabar com as touradas e o circo com animais. Claro que se acabava com aquela barbárie em 2 minutos por unanimidade!

- A mãe do Donald Trump... A saber:

Em mil nove e troca o passo, o Trump pai canta uma cantiga à Trump mãe (que era eu, estão a ver? ), e ela diz-lhe: Ai filho, hoje não que me dói a cabeça!... E o Trump pai diz: Olha então está bem... Também vou ver o jogo de basquetebol na televisão e comer uns cachorros cheios de ketchup, maionese e outras cenas... Quer-me parecer que o mundo um dia ainda me há-de agradecer por isto, é a sensação que tenho!

- Em caminho passava pela Coreia do Norte e ocupava o lugar da mãe do Kim Jong-un. Eu sei que ainda teria de aprender a falar Coreano, que não iria ser fácil, mas podia sempre fazer um voto de silêncio e falar em linguagem gestual... Não vou reproduzir o diálogo, está bem?

(Só um parênteses... quer-me parecer que este post ainda vai ser encriptado pelos serviços secretos... em 2 parágrafos juntar o Trump com o Kim Jong-un.... não sei não! Pelo sim, pelo não se eu não der sinal de vida dentro de uns dias vocês denunciem ao mundo, pode ser? Vocês procurem por mim, pessoas.... Por favor!)

- Ainda não falei em ser a mãe do Putin, pois não? (oh eu a brincar com o fogo... Oh eu a viver a vida no limite...) Também seria a mãe do Putin... O resto vocês já sabem...

Vocês já viram bem o poder de uma mãe, catano?

- E ainda há por aí muita mãe que precisava de ter tido juizinho e de ser ter prevenido numa noite de loucura... Viva o preservativo! Vão para a rambóia e depois o mundo é que se lixa. E nós, humildes cidadãos do mundo é que temos de levar com os despojos de uma noite de luxúria... Sim, que é o que essa malta é. A partir de agora, cada vez que olharem para um destes sujeitos vocês só se irão lembrar que eles são os despojos de uma noite de loucura... Por isso é que o mundo anda como anda.... Ah e tal, a minha religião não permite o preservativo! Fónix! Aqueles progenitores deveriam ter vestido um preservativo, ele e ela, ambos os dois (como diz o filósofo), para nós não termos de ter escarrapachados na nossa vida os despojos daquele dia, camandro!



Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

A minha cadela do demónio e os doidos que nos vêm parar cá a casa

A minha cadela do demónio é completamente chanfrada das ideias... mas nós somos experientes nesta matéria, oh lá se somos... Só nos calham cães doidos, o que é que havemos de fazer?!... O nosso primeiro cão era tão nervosinho, mas tão nervosinho que se tornou cardíaco e morreu de enfarte. Mas era amoroso. Nós, humanos em geral, temos uma tendência enorme para quando os seres morrem só nos lembrarmos das coisas boas... O nosso primeiro cão também era chanfrado, para além de nervosinho... Tinha problemas em ficar sozinho em casa, vai daí ladrava descontroladamente... Se de dia a coisa até era mais ou menos pacífica, os vizinhos também não estavam e casa e ele não passava o dia todo a ladrar, era mais quando saímos e de vez em quando lembrava-se... À noite era chato e tivemos de montar toda uma logística sempre que nos queríamos ausentar...

Ora atentem...

Da primeira vez que resolvemos sair à noite, após uma noite em que quase fomos expulsos do prédio e quase que chegou uma abaixo assinado à Assembleia da República a pedir o nosso exílio que se resolveu com o nosso charme natural e diplomacia (e uma carta escrita à mão, individualizada para cada um dos condóminos a pedir desculpa... ainda hoje me dói a mão...), em que o cão uivava tanto que se ouvia na rua toda ... Bem adiante, após este episódio insólito, numa saída à noite, aniversário de senhor Marquês, aconselhados pelo veterinário demos-lhe um drunfo para dormir (nada temam, amigos dos animais, o drunfo era próprio para cão, comprado e receitado pelo veterinário). Demos-lhe o drunfo e só saímos quando o cão largou a dormir deitado no chão... Mal chegámos à rua ouvimos uivar. Será ele? Não, não pode ser!... E cão está drunfado, está a dormir. - Ficámos alerta a ouvir, outro uivo, e outro e outro... Voltámos a casa. Cenário:

O cão de olhos fechados/semi abertos, completamente grogue, a cambalear, mal se levantava e uivava... Raisparta o cão, caramba!... Um telefonema depois e levámo-lo para casa do meu pai, onde dormiu toda a santa noite e sonhou com unicórnios, bolas de carne, maçãs (o meu cão adorava maçãs, mais do que carne), biscoitos, prados verdejantes e tudo a que um drunfado tem direito. Mais tarde apanhámo-lo no Bairro Alto a tentar comprar drunfos e outras cenas...  (este é o nosso cão a achar que era um sapo)

Páginas tantas, resolvemos arranjar-lhe companhia, que após este episódio sempre que queríamos sair à noite ou ele ia para casa de alguém ou alguém tinha de vir cá para casa tomar conta dele, um filme. Adoptámos uma cadela. Uma cadela que estava quase morta, coitada! Foi-lhe sentenciada por 2 ou 3 veterinários a morte antecipada. Estava de tal maneira desnutrida e com carências vitamínicas e de outras ordens que tinha 6 meses e pesava 6 quilos. Nada de especial se ela em adulta não se tivesse tornado num belo espécime de 25 quilos. E a cadela acalmou o cão. Pelo menos já podíamos sair descansados sem ter de arranjar dog sitting para o bicho, nem drunfos (esta parte ele não gostou, mas é a vidinha...). Ele tentava emitir um latido, um esboço de uivo, um som e ela dava-lhe uma patada no focinho. Juro! E não fomos nós que a ensinámos, foi um qualquer santo lá em cima que a enviou para pôr ordem nisto.

Ah, então sempre tiveram um cão normal... Não, pessoas, não tivemos! Este belo exemplar canino do sexo feminino, que infelizmente também já faleceu, comia lixo, fazia cocó e comia-o, vomitava e comia... Um nojo! Um nojo difícil de lidar. Quer-me parecer que vocês não mais olharão para este blogue da mesma forma. Gastámos uma pequena fortuna com ela, entre veterinários e medicamentos... Era o único cão que conheço que não gostava de ir à rua... Era ver-nos a arrastar 25 quilos de cão para ela ir à porta do prédio fazer chichi e cocó, e voltar a correr para casa. Para além de ter destruído tudo o que apanhou pela frente, a saber: Rodapés, Cabos de computador, móveis, tapetes, dois pares de sapatos novos do Marquês... Dois pares, pessoas! Esta alma consegui ir buscar um sapato de cada par inutilizando dois pares. Um mimo!

Mas era a melhor cadela do mundo! Tudo ultrapassado e ela tornou-se no melhor cão adulto do Universo. A mais meiga, a mais fiel, a mais ternurenta, a que tomava conta da família toda, a mais medricas mas que defendia as aspirantes com a sua própria vida, transformando-se num ser demoníaco capaz de trucidar quem lhes tocasse (desde que não fosse eu ou o Marquês) e no momento seguinte, desde que a pessoa estivesse longe das suas meninas, era a sua melhor amiga.

E agora temos a demónia!... A demónia é... como direi... Um cão com algumas particularidades. Ela foi encontrada na rua, abandonada, a tentar entrar nos carros das pessoas. E no meio de tanta gente que passava quem é que ficou com a bicha do demónio, quem foi?... Claro! Nós! 

Esta... como direi... invenção do demónio, este ser paranormal, quando chegou cá a casa conseguiu pôr-nos à beira do colapso. Verdade! Eu e o Marquês quase nos divorciámos, as aspirantes quase fizeram as malas e se propuseram para adopção... Vocês sabem lá o que isto foi práqui, senhores... Só pelo que nós aturámos deveríamos ser condecorados pelo Presidente da República por bravura e coragem... Os jogadores da nossa selecção não fizeram um terço e foram condecorados... Os ex-combatentes condecorados... sabem lá eles o que é bravura e coragem... 

Era uma vez uma família que adoptou uma cadela... No dia seguinte à adopção, estavam a fazer a sua refeição sentados à mesa, como qualquer família, e o demónio salta para a dita e começa a comer dos seus pratos. Assim, à descarada! Eu, Marquês e aspirantes a almoçar e uma cadela em cima da nossa mesa a comer dos nossos pratos...  (esta é a nossa cadela). A diaba passeava-se no balcão da cozinha a roubar comida enquanto eu cozinhava... A bicha do demo mordia a tudo o que mexia (excepto à cadela mais velha, que ainda era viva). A aspirante 'mai nova fazia um pino e levava uma trinca furiosa. A aspirante 'mai velha sentava-se ao meu lado no sofá e levava uma trinca. Mas a preferida dela para trincar era a aspirante 'mai nova, coitada da miúda! Ela fugia da diaba. Felizmente a diaba mordia com pouca força e nunca magoou ninguém. (não, não era uma cadela bebé que mordia a brincar. Ela mordia mesmo, só nunca magoou ninguém, felizmente). As aspirantes deixavam inadvertidamente a porta do quarto aberta e lá vinha a diaba a correr esfrangalhar os bonecos, rasgar coisas... Um desassossego. Estragou os cd's e dvd's de colecção do Marquês, livros meus, partiu objectos pois passeava-se em cima dos móveis... Nem queiram saber o que isto foi.

Um dia, desesperados e quase a sairmos de casa e deixarmos a casa de herança para a bicha, resolvemos contratar quem sabe do tema: Um treinador! Abençoado! Que Deus Nosso Senhor, os Anjos, Santos, Iemanjá, Buda, Maomé, Shiva e todos os que agora não me lembro, o guardem com muita saúdinha, Benzódeus! O nosso Salvador chegou! Tentou de tudo, ensinou-nos tudo, levou-a para o Colégio Interno (sim que a cadela é diaba mas tem sangue real e frequentou os melhores colégios), que é como quem diz a quinta dele... E, o diagnóstico é que ela é uma cadela espectacular só que estava cheia de medos, coitada! Tratados quase todos os medos (ainda ladra a desconhecidos e odeia de morte o nosso vizinho do lado... ela lá sabe!... Era capaz de o matar e não faz isso com mais ninguém) e a cadela é quase uma santa . Tenho para mim que ela foi exorcizada e o treinador tirou-lhe o diabo do corpo. A aspirante 'mai nova pode-lhe fazer o que bem entender que ela nem o dente se lhe arreganha, quanto mais morder; já espera pacientemente que caiam migalhas da mesa, nunca mais saltou para cima da mesma, nem dos móveis (o sofá não pode ser considerado um móvel, pois não?), nem de nada, já não rouba bonecos (excepção feita ao preferido da aspirante 'mai nova, mas não o estraga e entrega logo que lho pedimos)... Quase uma santa, se não esfrangalhasse guardanapos de papel e lenços de papel (tem uma fixação qualquer) e se ladrasse mais baixinho...

Já vos disse que o treinador dela é o maior?... E ele adora-a! Sempre que precisamos ele fica com ela, diz que para ela não é preciso fazer reserva, tem sempre espaço.

E nós, bem, nós também a adoramos ou já a tínhamos dado para adopção.

Oh pra ela tão linda...

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Há coisas que aqui no Palácio não acontecem...

Há coisas que aqui no Palácio não vão acontecer, e esta é uma delas:

 

Miúdo de 12 anos rouba cartão de crédito à mãe e faz uma viagem de luxo

 

E eu tenho uma certa pena... Não de não ter um miúdo, gosto muito de ser mãe de duas miúdas, mas de não ter um cartão de crédito! Ainda por cima um cartão de crédito que me permita fazer viagens de luxo para Bali... By the way, nunca fui a Bali e tenho pena!... e se eu roubasse o cartão de crédito à minha mãe?!... Eh pá!!!... tenho para mim que não chegava à Costa da Caparica... eu tenho pouca fé no cartão de crédito da minha mãe, confesso! 




Desafio das 52 semanas: Semana 16 (parvos, touros e outros animais)

 

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Já vem sendo hábito, e vocês aí em pulgas, à espera, desesperados, capazes de passar o fim-de-semana em prantos, eu chegar atrasada... Mas chego, amigos! Mas chego!...

Ora, vou-me deixar de promessas, que agora é que é, que a partir de agora vou escrever todos os dias e tudo e tudo, pois assim não vou falhar... Sim, sou esperta, eu sei! Se não me comprometo não falho! 

Bem o desafio de sexta-feira passada é: 

Isto, para mim, não é diversão:

E agora poderia fica aqui a dissertar durante 1 mês e picos, mas vocês não querem isso, certo?

Há muita coisa que para mim não é brincadeira, ou diversão, como queiram... Por outro lado, acho que se pode fazer humor com tudo. Sim tudo, mesmo! O humor não ofende, porque o humor não é pessoal.

1. Quando uma pessoa, escudada atrás da brincadeira (ou do: Eu sou muito sincera e digo tudo o que penso!... Não amiga(o) tu és é parva(o)! Só os parvos é que dizem tudo o que pensam, pá!), magoa outra isto não pode ser uma diversão. Eu tenho uma regra, e como sou uma jóia de pessoa vou partilhar convosco, primeiro penso (regra básica e que muita gente tem dificuldade em pôr em prática) se aquilo que eu tenho para dizer serve/ajuda/contribui para a outra pessoa ou se, pelo contrário, serve apenas para mim, para eu "dar a ferroada", para eu pôr o meu ego a bater palminhas... A maior parte das vezes, calo-me!

Há muitas mais coisas que para mim não são diversão, Bullying (vai de encontro ao que partilhei no parágrafo acima), passar por cima dos outros, o sofrimento, a guerra, a fome... Nada disto é diversão. No entanto, pode-se fazer uma boa piada com tudo isto! E, para isso, é preciso ser-se muito inteligente para se conseguir distinguir o fazer uma boa piada com o gozar ou divertir-se com... E agora tiro o chapéu a todos os humoristas que o conseguem fazer. Eu adoro sarcasmo e ironia, para mim é do melhor que o humor tem, mas o sarcasmo e a ironia são uma arte que junta o fazer humor com o respeito, e isso, meus amigos, nem todos conseguem. Isto faz-me lembrar as pessoas que apregoam que não se pode gozar com o cancro, por exemplo. Claro que se pode! Pode-se, deve-se e pode ser uma forma poderosíssima de ajudar quem padece desta maleita. O que não se pode, na minha opinião, é gozar com quem tem cancro, com quem sofre, com o seu sofrimento de forma directa e pessoal. Há aqui uma diferença enorme.

2. Há uma coisa que para mim não é diversão, não é cultura, não é arte, não é nada mais do que crueldade e sofrimento, as touradas! Não consigo compreender como nos dias de hoje, em pleno séc. XXI, ainda haja quem se diverte a ver o sofrimento de um animal. Aqui, para mim, só existe esta questão. Nada contra a cultura, a arte, o que for, tudo contra o sofrimento de um ser senciente, como são o touro e os cavalos. 

E podem para já por aqui, o facto de eu me preocupar e de me angustiar o sofrimento dos animais não quer dizer que não me preocupo e não me angustia o sofrimento dos humanos, estamos de acordo? Pronto, muito bem!  A malta tem um cérebro que, segundo consta, é infinito até à morte, cabem lá montes de causas, bale?

2. O sofrimento de qualquer animal, para mim não é diversão. Ir ao circo ver o urso a andar de bicicleta, o leão a passar numa argola de fogo, o cavalo a andar sobre duas patas... Não, não é divertido! É humilhante, é degradante, não só para os animais como para os humanos que acham aquilo normal e giro... É aquele momento em que são transportados para o século XVIII e grunhem e aplaudem o anormal, a humilhação... Não é digno! A ciência evoluiu muito, já sabemos que os animais sentem, têm emoções, têm medo, frio, fome, ansiedade, para quê submetê-los a tamanho sofrimento? Um leão deve viver na savana, livre, com quilómetros para correr, caçar, não num circo, numa jaula, a servir de palhaço a humanos que se dizem civilizados...

Podem parar já!... Os que vêm para aqui dizer que coiso, que os animais são bem tratados... Uma porra é que são! Eu posso não bater no ser humano que coabita comigo, posso até alimentá-lo mas se o estou a obrigar a viver aqui fechado em casa, sem direitos, a servir de escravo não estou a tratar bem. estão a ver a coisa? Não é porque vocês ainda não conseguiram ver para lá dos vossos egos e acharem graça aos animais a servirem-vos de palhaços que isso passa a ser uma actividade aceite e louvável.

E não, as crianças não ficam traumatizadas se não forem a um circo com animais. As minhas nunca foram, não querem ir e não entendem quem vai. São felizes, vão ao cinema, ao teatro, vêem programas de animais na televisão que lhes explicam quem são, como vivem e como podemos fazer tanto para os ajudar.

Pronto, é isto!

Sei que a partir de agora ganhei inimigos e que as 3 pessoas que liam aqui o meu blogue vão embora para não mais voltar.... É mentira! Eu sei que sois boas pessoas e que mesmo que não concordeis comigo aceitais a diferença de pensamento!



Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

Desafio das 52 Semanas: Semana 15

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Hoje cheguei a horas!!! Yeahhhh!!!! Viva eu!!!

O desafio desta semana prende-se com um tema deveras interessante e mais do que actual:

O que há de pior no mundo virtual?

Já me tenho debruçado sobre este tema muitas vezes... Tenho duas filhas, uma em plena adolescência e outra a correr desalmadamente para lá chegar (14 e 12 anos), "de modos" que este é um tema que me preocupa bastante.

Há tanta coisa menos boa no mundo virtual que nem sei por onde começar.... Mas isto é como os medicamentos, temos de pôr na balança o bem que faz pelo mal que traz, ou seja, faz bem mas tem efeitos secundários.

Eu gosto do mundo virtual, é prático, traz-nos muitas oportunidades, saberes, diversão, conhecimento, e põe-nos em contacto mais facilmente.

Há algo do qual não nos podemos esquecer, o que está no mundo virtual está no mundo real, já que o primeiro é sempre o reflexo do segundo. "Ah e tal, as pessoas só dizem certas coisas porque estão atrás de um teclado e escondidas por um ecrã..." Já andaram no trânsito, meus amigos?.... Se a internet mostra o pior das pessoas o que dizer de quem anda no trânsito a chamar "filho da não sei quantas..." a um e "otário, cabeçudo, não devias ter carta, etc..." a outro, a ameaçar matar quem se atravessa no seu caminho, a rogar pragas a quem se atreva a colocar um travão no seu pé de Fittipaldi, a colocar a vida, sim a vida, de pessoas em perigo, perigo real a não virtual... a achar que os polícias são uns "cabrões de m***da" porque multam, obrigam a que cumpramos os limites de velocidade, a não nos deixarem estacionar onde nos apetece... São uns "filhos da mãe" porque nós, pessoas sem um pingo de civilização, não conseguimos cumprir a lei. Achamo-nos acima da lei. Achamos que podemos conduzir acima dos limites de velocidade, bêbados, estacionar nas passadeiras... porque nós, os espertos, achamos que podemos pôr em risco a vida dos outros, que temos o direito de impedir que pessoas de cadeiras de rodas, idosos, crianças, atravessem a estrada porque fomos "só ali num instante" e os outros podem esperar... Eu também tenho medo destas pessoas da vida real. Muito, mesmo! E sim, já fui multada por excesso de velocidade, por estacionamento... Isso não faz com que considere que os polícias são os "cabrões", porque não são. Eles estão a fazer aquilo que aqui a Marquesa iluminada e mais esperta do que os outros não fez, cumprir a lei! Eles fizerem muito bem! Já eu, fiz muito mal!

A internet apenas permite às pessoa serem o que são... Umas parvas, outras fixes, umas umas bestas, outras umas porreiras, más e boas pessoas, pessoas que são apenas pessoas, que erram, que acertam, que dão opinião, que são bem e mal interpretadas... pessoas! Atrás de um ecrã está uma pessoa, com tudo o que isso tem de bom e de mau.

O pior do mundo virtual é, para mim, a imortalidade do mesmo. E isso é para mim assustador. Pensar que, ao mais pequeno erro, podemos ter a nossa vida exposta na net e tramada para todo o sempre é angustiante. E aqui sim, a internet pode ser uma arma poderosissíma nas mãos de pessoas mal intencionadas.

Lembro-me de, na minha adolescência gostar muito de escrever cartas e trocá-las com as minhas amigas e amigos, era um meio de comunicação quando estávamos distantes, a minha avó dizia-me vezes sem conta: "Cuidado com o que escreves... Podes até pensar e dizer que as pessoas acabam por esquecer, mas quando escreves fica registado para sempre." E hoje é assim mas uma escala infinitamente maior... Com os telemóveis, as câmaras dos mesmos, a nossa privacidade simplesmente não existe. Se antigamente era preciso toda uma parafrenália digna de um filme de Hollywood, câmaras, escondidas ou não, micros, etc. e tal, para filmarem a nossa intimidade, hoje basta um telemóvel esquecido e a gravar ou a filmar e... pumbas! Já estás tramado para todo o sempre... E isto preocupa-me! Principalmente por causa das minhas filhas. 

Outra coisa muito má no mundo virtual é a facilidade com que, mais uma vez, pessoas sem escrúpulos a utilizam para encher cabeças de pessoas mais ingénuas, menos cultas, mais limitadas intelectualmente (não menos inteligentes, atenção, nem menos instruídas), que acreditam em tudo o que lêem na net. Os grupos extremistas estão exímios nesta técnica. Assustar as pessoas, lançar o pânico, fazer com todos andem a olhar desconfiados por cima do ombro... Estas pessoas que se deixam influenciar por uma qualquer pessoa que sabe bem o que está a fazer, esquecem-se que estão no mundo virtual e que, por isso mesmo, podem fazer pesquisas na net, informarem-se e não acreditarem em tudo o que lêem.

A velocidade a que o mundo começou a girar também me assusta, não gosto. Não é bom! Tudo tem de acontecer já! Se em menos de 2 ou 3 segundos (tempo que damos a nós próprios para uma página na net abrir antes de desistirmos e partirmos para outra) nada acontece começa-se a gerar uma ansiedade, nervos... gera-se uma incapacidade de aguardar, de "perder tempo". Perder tempo é tão bom... Ficar à espera, sem saber o que vai acontecer... ter surpresas... A net está a acabar com as surpresas! O mundo está a andar demasiado depressa.

Haverá mais coisas certamente que sim, mas estas são as razões sobre as quais me debruço.

O mal não está no mundo virtual, como sempre, o mal está nas pessoas! E elas andam no mundo real...

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Tag Primavera #2

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Ora cá vou eu em mais um desafio, desta feita pelo blog da Bruxa Mimi.

Qual a tua cor preferida da Primavera?
Já tinha respondido a algo parecido neste post... Não tenho! Não tenho e não gosto desta pergunta!... Começamos mal, pensam vocês e penso eu... É, amigos... Esta pergunta soa-me sempre a pergunta de quem não tem nada para dizer, tipo "desbloqueador de silêncios"... Nada contra quem tem cor preferida, atenção, acho que isto deve ser um qualquer trauma meu. Psicólogos por aí, estou pronta para a análise...

E como com ela chegam os intensos raios de sol, os óculos escuros vêm a calhar. Qual o teu modelo preferido?
Ora, o meu modelo preferido de óculos escuros... Vou assumir que esta pergunta se refere aos meu modelo preferido de óculos escuros para a mima pessoa colocar na sua bela face, certo? Que se for para o Marquês já serão outros diferentes.
Esta resposta requer toda uma tese de doutoramento... não se responde assim facilmente... ao contrário da resposta anterior, a esta pergunta digo: São muitos! Adoro óculos escuros. Mas a verdade verdadinha é que só tenho uns, já há uns 5/6 anos, por aí. Eu não vivo sem óculos escuros, não só porque gosto como por uma questão de saúdinha preciso mesmo... mas... há sempre um mas, meus amigos... MAS, como sou pitosga os meus óculos são graduados e como graduar uns óculos custam os "olhos da cara" (gostam do trocadilho?), eu tenho os mesmos há uma catrefada de anos. É verdade que não são uns óculos quaisquer, são uns Bulgari lindos de morrer... oh menos isso, já que não pondero trocá-los tão cedo.

O que mais gostas de fazer nesta estação?
Sair de casa... ir passear, apanhar sol numa esplanada, ouvir os passarinhos a cantar, ver as flores a nascer... isto se o Senhor São Pedro fizer o obséquio de mandar vir a Primavera em vez do Inverno... Irra, que santo mais genioso, bolas!

Um perfume cujo aroma te lembre esta altura:
Nenhum! Pronto! Confesso, eu ao nível dos perfumes sou uma promiscua (é como ao nível dos sites, podem ler aqui). Adoro perfume. Não saio de casa sem perfume. Mas troco com toda a facilidade. E não há nenhum que me lembre a Primavera... sorry!

A tua coisa preferida sobre a Primavera:
A chegada do bom tempo! A ante-visão do Verão (Esta sim, a melhor estação do ano! Não és esquizofrénica como a Primavera, catano!)

Parece que é para nomear pessoas para este Tag... Ora eu sou tenrinha aqui na blogoesfera e conheço pouca gente... Mas nomeio a Catarina, que já há muito tempo que não sei dela! 


A minha Lisboa quase perdida...

Publiquei este post originalmente há umas semanas, para o desafio lançado pela Happy, e que podem ler aqui. No entanto, gostei tanto deste texto e do escrever que fiquei com pena que ficasse por ali perdido num desafio. Achei que ele merecia mais uma oportunidade pois  levou-me à minha infância e a uma Lisboa quase perdida. Espero que gostem.

 


Voltamos à minha infância! De vez em quando é bom lá voltar, recordar, sentir de novo algumas emoções, cheiros, cores, sons e pessoas...

Os meus brinquedos favoritos na infância eram:

Eu brincava imenso da rua, vivia em Lisboa, numa Vila, conhecia todos desde que nasci, éramos como uma "família" gigante. Havia miúdos da minha idade e brincávamos na rua. Na vila, onde todos se conheciam, era comum lancharmos em casa uns dos outros, passarmos lá o dia, em dias de chuva, e ouvir ao longe mas suficientemente alto para nos pôr a correr para casa: - Oohhhhhh Paaaauuuullllo (ou outro nome qualquer), anda para casa!; E um de nós dizia: - A tua mãe está-te a chamar; Caso ele(a) não reagisse imediatamente ao chamado.

Brincávamos às escondidas, à apanhada, andávamos de patins, tínhamos um parque infantil, construído pelos moradores, com baloiços, escorrega (que queimava o rabo às meninas que se atreviam a descê-lo de saias. Era de metal e apanhava sol toda a tarde... Um mimo!), balancé, tínhamos um ringue, para jogar à bola, saltar ao elástico, andar de patins e fazer bailes de Santo António em Junho. Esta era a altura do ano mais esperada por todos nós. Altura em que ajudávamos os adultos a acartar, montar, vender, em que ficávamos a pé e na rua até à 1 da manhã... A nossa maior ansiedade era saber se ia haver baile. Em Maio, andávamos atrás dos adultos a perguntar: Este ano há baile? (houve anos em que não houve... cenas de adultos que não se chegavam à frente para tratar de tudo), e a nossa maior alegria era ver o toldo a ser montado (um dia deixou de haver toldo, os moradores construíram um telhado de chapa para que pudesse haver baile todos os anos)... Nesse momento um de nós corria a avisar todos os outros: - Vai haver baile!!!! Yeahhhhhh!!!!!

Tínhamos as "terras", sim era terra mesmo, jogávamos ao berlinde, saltávamos à macaca, andávamos de bicicleta. Foi nas "terras" no meio de pedras, pedregulhos, terra e desníveis que aprendi a andar de bicicleta com a ajuda do meu tio-avô.

Havia cães, osgas, cobras e lagartos. Sim, cobras em Lisboa! Só vi uma, mentira... duas, uma viva e outra que o meu cão fez o favor de matar e trazer para casa de presente. Como nós, os cães também eram livres, iam à rua sem ninguém a prendê-los, ladravam a desconhecidos (e alguns a conhecidos ) e tomavam conta da vila e do seu pessoal. Havia gatos também, e alguns cães tentavam dar cabo deles... Havia zaragatas de cães e gatos e de pessoas também.

Todos vinham ver quando havia zaragatas, uns tomavam partido de uns e outros de outros e às tantas estava tudo a gritar, uma festa!!! Nós, crianças, riamo-nos e mesmo quando os adultos nos tentavam incluir nas suas zaragatas nós não deixávamos.

Havia "figuras", "personagens" e "momentos" únicos... Como o dia em que um vizinho, após um tremor de terra (que ainda deitou abaixo uma chaminé e fez aquilo abanar tudo) foi para o carro ler o jornal e de lá não saiu todo o dia. Ninguém sabe porquê... Uns diziam que estava bêbado, outros que era doido, outros nada diziam... Ele lá deverá saber porquê, eu não!

Havia o padeiro, nunca soube se era só alcunha ou se vendia mesmo pão, porque se o fazia era longe da vila, e era ele quem matava tudo o que era cobra que aparecia por lá;

Havia o "dos plásticos", que vendia plásticos e tinha uma carrinha sempre cheia de alguidares, baldes e caixas;

Havia o "das pedras" que vendia e trabalhava o mármore;

Havia o "do papagaio" que era o feliz proprietário de um papagaio que morava à entrada da vila e dava conta de tudo;

Havia a senhora (que não vou dizer o nome) que vendia refrigerantes e alguns acepipes (não, não eram ilícitos) tais como batatas fritas, codornizes fritas e caracóis à janela... Ainda não havia a ASAE. E, à janela também, cosia meias;

Havia a mulher que morava sozinha e que assustava tudo o que era criança naquela vila, ninguém se atrevia a passar à porta dela, corriam boatos de que ela batia e podia mesmo matar crianças... Não há provas disto mas o nosso medo era real. Um dia ela passou por mim e disse-me "olá" e eu desatei a correr para casa como se não houvesse amanhã... Quem sabe se eu lá tivesse ficado não houvesse mesmo... Agora que penso nisso talvez esteja na hora de agradecer às minhas pernas estar hoje aqui a escrever este post;

Havia os que não se falavam e ninguém sabia porquê, acho que nem eles;

Havia a "desgraçada" que acabava sempre com um vidro partido por uma bola, mas havia sempre um "jeitoso" que lá ia colocar-lhe um vidro novo;

Havia casas de banho construídas em cozinhas por um vizinho que tinha jeito para a construção mas cuja profissão era motorista;

Havia ainda o cão gordo, que dormia longas sestas ao sol, à porta de casa e que me ladrava, como se me quisesse matar (ele queria, eu sei que ele queria) e eu, quando vinha da escola, antes de passar por ele (mas à vista e boca de semear dele), gritava pela minha avó ou por alguma vizinha... É claro que se houvesse alguém à janela o cão não me iria morder, parece que são parvos... O cão, de gordo e preguiçoso que era (não vou dizer o nome dele, que ainda hoje sei, porque respeito a privacidade do bichinho) só ladrava mesmo quando alguém passava por ele, podíamos estar a 2 ou 3 metros antes dele, mas ele só ladrava quando por ele passávamos;

Havia momentos de tédio, em que não estava ninguém na rua e em que um de nós aproveitava para comer um gelado sentado à porta (não fosse aparecer alguém) e a dividi-lo com o cão... ora lambo eu ora lambes tu... Não fui eu, mas fui a primeira a chegar e a assistir à cena;

Havia os tanques de lavar roupa e os estendais na rua, e havia sempre uma vizinha que gritava "Oh vizinhaaaa, está a chover..." para que todos pudessem ir apanhar a sua roupa antes do dilúvio;

Havia a vizinha que criava coelhos e galinhas, os que tinham uma hortita com 2 ou 3 couves e 1 alface;

Havia duas escolas, a escola do "padre" e a escola 20. Claro que a escola do "padre" não se chamava assim, deve-se esta "alcunha" ao seu proprietário ter sido um padre que abandonou o sacerdócio por amor (a nossa vila tinha histórias de amor dignas de Eça de Queirós), e eu fui aluna da sua mulher, a professora primária. Hoje a escola está fechada, tal como a escola 20 que hoje é um espaço hipsterócoiso, com cenas "culturais" (sem desprimor para o que lá se faz mas com muita tristeza pelo desprezo sociológico-cultural e patrimonial daquele espaço). Estas duas escolas partilhavam o mesmo palácio. Sim, a nossa vila tinha um palácio com azulejos maravilhosos, que está tristemente abandonado e a cair. Ainda hoje consigo sentir o cheiro da minha escola, daquele palácio.

Havia união e solidariedade em tempos de crise, quando a doença, a morte ou qualquer outra desgraça se abatia sobre uma das nossas famílias, mesmo quando as famílias andavam zangadas;

Havia a catequista que, para além da catequese na igreja, dava aulas privadas de catequese em casa;

Havia mexericos, boatos, beatos, bêbados, puros, inocentes, arreliados, gentis, zangados, tristes e alegres, porque havia pessoas. Pessoas genuínas com quem eu tive o gigante privilégio de ter partilhado a vida, experiências e aprendizagens...

Havia sempre a possibilidade de por ali andarmos, mesmo que os nossos pais não estivessem em casa, ou porque foram trabalhar ou porque foram às compras, que havia sempre, sempre quem tomasse conta de nós;

E havia sempre a certeza de estarmos bem entregues, seguros e felizes.

Havia o maior castigo de todos e pergunta feita a medo, com pânico da resposta: Posso ir brincar para a rua?... O castigo já vocês sabem qual era... a resposta: Não!... Aqui havia sempre um de nós que se munia de tudo e ia pedir, suplicar se fosse caso disso, ao pai/mãe/tia/avó, que deixasse aquele de nós ir brincar para a rua. Nenhum de nós brincava feliz se outro estivesse em casa de castigo. E quando o pai/mãe/tia/avó, era irredutível, o de nós que estava de castigo ficava à janela e os outros brincavam ali perto, numa partilha.

Digo havia, com muita tristeza, porque hoje já não há! A vila ainda lá está, sem parque infantil, sem ringue, sem bailes, quase sem pessoas e sem crianças... Um legado cultural que está destruído, um espaço que está a aguardar ficar totalmente devoluto para, provavelmente, ser vendido e ali se fazer mais um mega condomínio... E assim se enterra um pouquinho do que é, também, ser Lisboeta.

Claro que tinha brinquedos, mas ficavam em casa, excepto o elástico, os patins e a bicicleta... Também tinha uma trotineta e esta ia para a rua comigo.

Claro que, a esta hora, se houver por aí alguém que me leia e tenha vivido nesta vila sabe bem a que vila me refiro, só não sabe quem eu sou! E, caso me estejam a ler, quero que saibam que vos sou eternamente grata por terem feito parte da minha vida.

 

Desafio das 52 Semanas: Semana 14

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Fónix, porra pá... (que linda maneira de começar um post, sô dona Marquesa....) estou atrasada.... (agora é ver a imagem do coelho do Alice no País das Maravilhas a correr que nem louco, fáxavor...)... 


Pronto, já me cansei um bocadinho no parágrafo acima e já não tenho desculpas para mim... Chicote, please!!! Shame, shame, shame.... Ai espera, este era o desafio da outra semana: Vergonha!... Pronto, não disse, digo agora, tenho vergonha de não estar a cumprir este desafio!  Marquesa, vais ficar 1 semana sem comer chocolate... errrr.... talvez seja demais... não há necessidade de tanto, meus amigos... pronto, 1 hora sem comer chocolate! Está feito!

Bem, agora que os castigos já estão aplicados vamos ao desafio que deveria ter sido publicado na sexta-feira passada. Mas sexta-feira é quando uma 'ssoa quiser, vero? Cá vai:

Os meus sites favoritos na internet são:

Num sei... Pois!!! É isso!... Eu sou uma internet-depravada. No sentido em que não sou fiel a nenhum site. Não sou, meus amigos. Nestas coisas das relações com sites eu sou liberal, a pessoa pode hoje gostar de um site, amanhã de outro, saltaricar de site em site. Claro que tomo as devidas precauções e cuidados, mas gosto de variar.

Eu começo num site, aquilo cansa-me e mudo para outro, depois há um qualquer link que me chama a atenção e pumbas, sem aviso prévio, sem preparar qualquer coração cibernético eu clico e mudo deixando o outro abandonado e triste. Assim, sem dó nem piedade. Também é verdade que nunca lhes prometo nada. Não! Não há cá promessas de "para a vida toda" e cenas assim, por isso não se pode falar em desonestidade. Não sou pessoa de um site só mas sou honesta. Logo de inicio em clarifico tudo: - Site, filho, agora estou aqui mas daqui a pouco posso estar ali, bale? Somos felizes enquanto durar, depois cada um na sua, certo? Sem cobranças, sem choros e dramas, de acordo bebé? - É esta a conversa inicial, e depois do acordo traçado siga por esse mundo virtual a fora.

Uma pessoa está muito bem num site, a ler umas notícias ou a ver umas modinhas, do nada um banner ali a piscar o olho, assim à descarada, uma pessoa não é de ferro, certo? E... pumbas, clica!... Um indivíduo não sabe como resistir a estas tentações, temos olhos na cara, né? Não somos ceguinhos, nem andamos com palas nos olhos... e os sites aparecem assim, sem escrúpulos e uma pessoa quando dá por isso já lá está. Eu às vezes penso, Marquesa tu hoje vais ser fiel, não te vais deixar tentar por um qualquer site descarado... Mas é mais forte do que eu... Não dá!

O chato disto é que me esqueço de trocar emails, links e contactos com os sites com que me vou cruzando e depois quero voltar lá e nada... As relações liberais têm destas coisas. É o chamado reverso da medalha.... Mas eu como não sou esquisita logo arranjo substituto. E depressa arranjo outro site para me divertir, passar o tempo e um bom bocado.

Pronto amigos, a vossa Marquesa é uma promiscua ao nível da Internet...  

 

 

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano