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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A menina já nasceu!*

- Já nasceu! - O avô correu para o hospital para ser o primeiro a ver a sua menina! A sua menina! Estava tão feliz. Depois da morte prematura da sua filha e de anos mais tarde ter tido um rapaz, esse rapaz (hoje um homem acabado de o ser) deu-lhe a sua neta! A sua menina!

A avó tremeu de medo... "Uma menina?... E agora?!... Se me morre mais uma menina?!...". Enquanto o avô estava em êxtase a avó estava tensa de medo, muito medo. Sabia que não iria aguentar perder mais uma menina sua.

Vivia-se naquela época um fervor sem precedentes na memória das gentes. Era a guerra colonial, para onde o pai da menina foi enviado de imediato, e havia rumores de revolução. O povo estava inquieto, se por um lado não queria mais ditadura, por outro tinha medo, tal e qual como a avó da menina.

A mãe da menina queria mais do que tudo, mais do que cuidar da menina, ir para a rua, dar inicio à revolução. Se o pai era um homem acabado de o ser, a mãe ainda não tinha entrado na idade adulta, que na altura eram os 21 anos. Estávamos a 7 meses da revolução de Abril. Estávamos a 7 meses do dia que mudaria este país para sempre. A mãe da menina não podia perder aquele momento. E lá foi. Para onde?... Ninguém sabia. Saía de manhã e voltava quando calhava.

A avó passou por cima do medo, mas sempre votada ao mais profundo respeito por ele, e cuidou da menina. O avô babava constantemente na sua menina. Dizia que era a mais linda do mundo! Que nunca tinha visto menina tão bonita como aquela. "Ela há-de ter tudo o que quer. No que depender de mim, ela será tudo e terá tudo. É a minha princesa.", dizia o avô para quem o quisesse ouvir.

E os dias foram passando, um atrás do outro... a avó que cuidava, o avô que não dormia embevecido com tamanha benção. Era capaz de tudo por aquela menina. Agradecia todos os dias tamanha dádiva.

7 meses volvidos e dá-se a revolução de Abril. Houve festa, alegria, medo, pânico, instabilidade... Os avós experimentavam um sentimento dúbio, se por um lado esta revolução significava o regresso do seu filho de África, da guerra, por outro havia o medo... o que iria acontecer ao país, ao povo... e onde andava a mãe da menina? Onde?... Por aí, a fazer parte da revolução. De que forma? Ninguém sabia muito bem. Saía de manhã e voltava quando calhava.

Para estes avós o importante era proteger a sua menina. A menina que com eles vivia há 7 meses.

Pouco depois do 25 de Abril, uns dias apenas, ainda toldados pela euforia, pelo medo, pela incerteza, mas com uma profunda vontade de cuidar da sua menina, o avô morreu. Assim, de repente... sem dar a oportunidade à menina para que dele tivesse memórias. Morreu, sem que o seu filho se pudesse ter despedido. Morreu, deixando órfã de amor a sua menina. A avó, morreu por dentro mais um bocado... O luto estava dentro dela, para sempre! A braços com uma menina, sem marido, o avô que tanto queria e amava a sua menina, teve de dar a volta... após meses de sofrimento, de uma dor profunda foi obrigada a arribar, a menina precisava dela... a menina não tinha mais ninguém que a cuidasse, que a amasse. E era sua missão amar tanto esta menina como o seu querido marido a tinha amado, devia-lhe isso. E cumpriu. Cumpriu sempre. Todos os dias da sua vida.

A menina foi crescendo com a certeza de ter ali o seu colo, o seu amor, o seu abrigo, aquele lugar que era o coração da avó onde ela vivia e iria voltar vezes sem conta, e que a salvava, que a protegia e que não a deixou morrer por falta de amor. Elas salvaram-se uma a outra, a avó e a menina. 

* Qualquer semelhança com a realidade pode não ser coincidência...

O mundo está duplamente mais pobre...

Hoje acordei incrédula e estupefacta com a notícia da morte de uma girafa no Jardim zoológico de Lisboa, no passado Sábado.

Esta notícia representa tudo o que está mal por aqui...

Como é sabido eu gosto muito de animais, respeito-os muitíssimo (excepto a minha diaba, como é do conhecimento geral, que é ameaçada de alguma coisa com alguma frequência), e como tal os Jardins Zoológicos são sítios que me provocam algum desconforto. Não consigo entender que se mantenham animais em cativeiro. Não há, para mim, qualquer desculpa plausível excepto a realização de dinheiro. A preservação das espécies consegue-se com educação, formação, com o deixarmos de comprar espécies ou bocados das mesmas em vias de extinção, com o não compactuarmos com o tráfego de animais e em última instância em reservas, onde os animais são livres. Viver em cativeiro é algo que não condiz com respeito, dignidade que é aquilo que os animais nos merecem.

Ultrapassada esta primeira questão, dá-se uma segunda, que até bate com a primeira... eu explico. Se houvesse uma aposta séria e firme na educação. Na educação para o respeito, para o civismo (algo que deveria ser básico, mas infelizmente não é... basta sai de carro em hora de ponta para verificarmos a falta dele), para as regras... sim, meus amigos, as regras não foram criadas para chatear a malta, e nós não sabemos mais do que quem criou as regras... se as regras tivessem sido respeitadas, se aquela alma não achasse que sabe mais do que os outros e que o facto de haver uma série de placas a dizer "Não alimente os animais" significa que é, efectivamente, para NÃO alimentar os animais, aquela pobre girafa de 6 meses não tinha perdido a sua mãe...

Sim, esta é uma terceira questão, a girafa de 11 anos que morreu tinha sido mãe há 6 meses. Esta pobre cria ficou sem a sua mãe... para quem não sabe, os mamíferos sentem afecto, têm vínculos familiares fortes e foi uma perda duríssima para aquela pobre pequena girafa.

Uma quarta questão se levanta, mas esta não espero que muita gente a entenda, se assim fosse os circos com animais já não existiam, as touradas também não, não haveria animais abandonados nem tampouco Jardins Zoológicos, os casacos de peles já eram uma lenda, e por aí fora... não sei, como aquela pessoa que tentou alimentar a girafa, ou qualquer outra pessoa que lá estivesse a assistir, vai conseguir voltar a dormir!... Eu, só de ter lido esta notícia fiquei nauseada, angustiada, triste... não entendo tamanho desprezo pela vida alheia. Não entendo!

Qualquer animal é um ser vivo, sensiente, merece ser respeitado. Não é necessário que gostem dele, apenas que o respeitem.

Hoje estou triste, o mundo está duplamente mais pobre... por uma vida que se perde e pelo desprezo pela mesma que o ser humano continua a perpetuar...

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Isto é que é autoestima, catano!

A única coisa que me ocorre ao ver isto é, tivesse eu metade da autoestima desta mulher e o mundo era todo meu, catano!

Vergo-me perante tamanha confiança, apardalo-me (não me digam que não conhecem o verbo apardalar?... O acto de nos tornarmos pardais) com tamanho ego, chiça penico! 

Claro que o voz dela, a pose, tudo, senhores, tudo neste vídeo, ganha toda uma outra perspectiva perante tamanha confiança na sua própria pessoa...

Fôssemos todos assim, ou metade, vá, e os psicólogos estavam na miséria... Por falar nisso, eu vou levar este vídeo à minha psicóloga e dizer-lhe: Dôtóra, eu quero ser assim!... Não, não com este corpixo, nem com esta voz de pardal (Eh pá, duas vezes um pardal no mesmo post...), mas com esta autoestima!

Agora vejam o vídeo mas de uma perspectiva científica. Ignorem a voz de cana rachada anjo, e tudo... tudo o resto.... e vejam, admirem se esta mulher tem ou não tem uma autoestima do caraças?!... Ou isso ou somos todos parvos, é o que é...

By the way, a senhora chama sempre pelo seu próprio nome em todas as suas músicas?

 

 

Desafio das 52 semanas: Semana 21

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O desafio desta semana propõe que disserte sobre... Os Meus Piores Defeitos.... Tchanammmmmm:


Não tenho!

Pronto! Gostei deste bocadinho, até à próxima semana, vamos falando por aqui... See you soon, babes! Entretanto vou buscar as pipocas para ler o vosso desafio sobre os vossos defeitos... 

Estava a reinar!!... em relação às pipocas, não aos defeitos!

O que eu tenho não são bem defeitos, nem feitios, são antes coisas que me atrapalham a vida (e possivelmente a dos outros... mas isso é um problema deles, bale?), e essas coisas são:

1. Em primeiríssimo lugar, com direito a medalha de ouro, pódio, foguetes e champanhe... Senhoras e senhores, pessoas em geral, dêem as boas vindas à..... Falta de Confiança em mim!... Sou pessoa que confia nos outros, mas que confia muito pouco nas suas próprias capacidades. Passo a vidinha amarrada a crenças que me limitam e não me permitem avançar... uma merda!

2. Num honroso segundo lugar fica o Perfeccionismo... eu já sabia que era coisa que rondava por aqui... pensei que já cá não morava, mas... há sempre um mas, porra!... mas descobri esta semana que este é O motivo pelo qual ainda não avancei mais na minha vida. Amigos e amigas, pessoas em geral, o Perfeccionismo é uma bosta. Não é uma cena fixe, não é uma qualidade, é um cocó gigante que habita em nós. E nada tem que ver com fazer as coisas bem e com perfeição... ele vem mascarado disso mas não se iludam... o perfeccionismo é um dos nossos maiores inimigos.

3. Ainda com lugar a pódio, temos o Medo!... de quê, Marquesa?... de tudo, serve?... pega-se em tudo e põe-se no saco do medo, pode ser?... o meu maior medo é de desgraças... catástrofes apocalípticas. Já estou melhor. Muito melhor! Até porque me consigo rir disso.

4. Controlo. Tenho a mania de controlar tudo... ou de tentar, vá! Porque verdade, verdadinha é que não consigo controlar nada! Agora é meter isso na minha cabecinha e serei muito mais feliz.

Acho que é tudo, por hoje! Como vêem são "só" 4, mas que me dão uma trabalheira tal que todos os outros aos quais pudesse chamar defeitos, são pinears, como diria o filósofo!




Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

Um problema de pele...

Como já tive oportunidade de vos dizer, fui à dermatologista. Ora a sô dôtora, receitou-me um creme xpto para a cara. Diz que retém a água mas sem ser oleoso...

Eu estou farta, fartinha de gastar dinheiro em cremes que depois são uma m***da para a minha pele. Eu sou pessoa pouco dada ao despender muito tempo em tarefas várias, nomeadamente ao nível da beleza... não é falta de tempo é mesmo falta de paciência, vulgo preguiça. Vai daí que quanto menos mistelas produtos tiver de utilizar na minha rotina diária melhor. Mas... atenção... mas, eu sou pessoa para ter sempre a pele hidratada, ou tento, vá, que não tem sido fácil encontrar um hidratante bom para mim.

Um dos sintomas da minha amiga síndrome, é a pele seca, não por falta de óleo mas sim por falta de água, comichões, escamações e outros ões diversos, para além da alergia solar. Ora, a minha pele é mista, logo não posso botar um creme gorduroso nas minhas fuças, sob pena de parecer um farol. Depois eu tenho alergia ao sol, logo tenho de pôr protetor solar. Depois sou gaja e gosto de ter uma corzinha na cútis facial... é muita informação e muito mistela produto junto... daí o meu problema.

Lá fui à dermatologista que, perante as minhas queixas me receita um creme hidratante. "Ahhhhh!!!! Ok! Dótora, atão temos cremezinho hidratante para por na face... atão e o resto? Tipo protecção solar?...."; "Também tem de pôr, diz ela! Esta marca tem uns bons!"... Quais?, perguntam vocês, e eu também... Ninguém sabe. Uns muito bons! Seriam bons se eu não tivesse um problema de pele, mas tenho!

Então, dá-se o caso de eu precisar de:

- Desmaquilhante que não me entupa os poros, que não me deixe a cara oleosa e não me resseque a pele;
- Creme hidratante, não oleoso que retenha a água;
- Protector solar, que não me deixe a pele a brilhar como um farol mas que também não ma seque (já vi que há gordos e matificantes, mas para mim nem um nem outro servem...);
- Um bb cream, ou uma cena qualquer com cor mas que não esfarele (a minha pele sem água tende a esfarelar) nem ma deixe oleosa.

E tudo isto sem parecer que betumei a cara. Odeio caras com betume!

Será que estou a ser muito exigente?!?... 

Não me apetece comprar o creme que a sôtora receitou pois não sei se será bom para mim, já que ela nem olhou para a minha cara...

Estou tentada a pedir amostras às marcas...

Sugestões, quem tem?

Médicos, médicos... Outra vez os médicos...

Médicos, médicos.... Já há muito tempo que não falava destes meus velhos amigos (nop)... Desde a última vez que tive de lá ir... as minhas experiências com médicos raramente são positivas.

Cada vez gosto menos deles... é triste mas é verdade... Pouco são os médicos que estão efectivamente ao serviço do cliente/utente/doente (depende das situações); Muitos são os médicos que estão ao serviço do seu ego e de mais qualquer coisa que não sei definir...

Ontem fui ao médico... o melhor, à médica. Uma senhora muito simpática (a sério, sem ironia, que eu também sou pessoa que sabe ser séria) e tal... a sua especialidade é dermatologia. Ora, a minha querida amiga síndrome dá-me muita chatices ao nível da pele. Ele é alergia insuportável ao sol, ele é pele seca mas mista (ou seja, não é falta de óleo mas sim de água), ele é comichões, babas, feridas, vermelhidões, escamações... então lá fui eu, toda lampeira para a consulta.

Ora, a consulta foi coisa para demorar uns estrondosos 10 minutos. Eu sei que a malta tem pressa, que a vida não está para demoras, que há muito que fazer e que tempo é dinheiro, eu sei isso tudo! Mas, médicos, amores de mi vida, do outro lado está uma pessoa, bale? Não é uma qualquer estrutura que basta olhar, botar a mão no queixo e "Ora vamos lá ver... é botar mais um bocadinho de betão e cortar ali a esquina e está pronto!". Não! A malta é uma pessoa, gente, seres humanos (uns mais humanos que outros, é certo, mas mesmo assim humanos). A ciência já sabe há uns anos que os humanos são seres sencientes (médicos, seus fofos, significa que sentem! Têm emoções, dores, sensações térmicas... essas coisas chatas que nos diferenciam de uma parede).

Eu também sei, que sou moça com alguma inteligência, que os médicos salvam muitas vidas. Não é isso que está em causa. Muitas vezes as vidas são salvas com o doente inconsciente, não há como não confiar no médico, certo?

Eu estou a falar de pessoas como eu, que têm doenças crónicas e outras que têm doenças agudas, que vão ao vosso consultório. Essas pessoas merecem, não só ser vistas (olhadas, mesmo), como devem ser entendidas no seu todo. Se eu digo: "Tenho receio de tomar determinado medicamento por causa dos efeitos secundários...", não basta dizer: "Vai-lhe fazer bem! Vá, tome lá a receita." Eu tenho 44 anos, sou pessoa com formação, sou um ser humano, não preciso da vossa condescendência. Sou eu quem tem de viver com a doença toda uma vida, sou eu quem terá de viver com os efeitos secundários e até com os que poderão ser irreversíveis ao fim de um tempo de toma.

Eu não preciso de um médico, agora falando do meu reumatologista, que me diz: "pode comer tudo normalmente", entre outras pérolas, e depois chego a casa e leio nas notícias que houve um congresso científico em Portugal e que já é mais do que sabido que a alimentação tem um impacto enorme nas doenças auto-imunes, pode até fazê-las entrar em regressão ou em exacerbação... Então?... Em quê que ficamos, caro doutor? Aqueles senhores do congresso, não são uns esotéricos malucos, são os maiores cientistas mundiais ao nível das doenças auto-imunes... O caro doutor possivelmente também lá esteve...

Eu sou uma pessoa e mereço consideração. Já disse e repito, repetirei até que me deixe de doer a alma (sim, comigo é ao contrário... já que a dor é crónica...), eu não preciso de uma receitinha nem tampouco de condescendência. Eu mereço fazer parte do meu tratamento.

Estou tão fartinha disto, senhores... tão fartinha... 

Começo a sentir-me desesperada. Podia ir procurar outro reumatologista?... podia! Mas não conheço nenhum e corro o risco de me sair outro igual a este... seria o mais certo!

Desafio das 52 semanas: Semana 20

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Já devem ter reparado que falhei, mais uma vez, o desafio das 52 semanas da passada sexta-feira... se viram o meu post anterior ao anterior (by the way, este último teve destaque no Sapo!!! Yeeaaaahhhh!!!) já sabem o porquê... Uma brutal enxaqueca e um fim-de-semana completamente esquizofrénico, as usual...

Ora, cá vai, que eu tardo mas não falho!

Fico de mau humor quando...

Ui.... o que vocês foram fazer, meujamigos... Abriram a caixa de pandora, ou pior, abriram a caixa da marquesa... Ah pois é!!! Agora aguentem-se!

1. Mal acordo! Eu acordo sempre e invariavelmente de mau humor. Acordar é um acto de uma crueldade atroz, devia ser proibido por lei. Quando eu mandar no mundo, o que estará para muito breve, vou proibir por decreto o acto de se acordar alguém... Um individuo não está pleno das suas capacidades às primeiras horas da manhã, camandro... Até é perigoso. Tenho para mim que é por isso que se dão os acidentes, que a bolsa de valores cai (pensem lá a que horas é que ela cai mais?... Ah pois é... logo às primeiras horas da manhã... que até a bolsa está meia estremunhada e tropeça, ó caraças!), todo o mal do mundo acontece com o despertar... se os criminosos se mantivessem a dormir não cometiam crimes, ora essa!...

2. Quando me contrariam!... Eu sou muito básica ao nível do mau humor, eu sei! Não gosto de ser contrariada. Se o fazem logo pela manhã correm um sério risco de ser assassinados. Assim, sem meias palavras e sem aviso prévio. É logo: Pum! Foste! Vocês tenham cuidado ao nível de me contrariarem pela manhã. Pela tarde também pode ser perigoso, mas não tanto. Acontece eu ficar amuada durante uns tempos (tipo mês e meio a 6 meses) mas depois passa-me.

3. Quando não me deixam comer chocolates e gelados de chocolate... e castanhas! Eu sei que isto pode parecer enquadrar-se na categoria de ser contrariada, mas não se iludam! Eu não poder comer estas 3 três iguarias podem fazer de mim um monstro perigoso e sem coração e o assassinato é o melhor que pode acontecer a quem se colocar entre mim e uma destas maravilhas ao nível do palato... Não tentem!

4. Quando não me deixam dormir... Eu sou pessoa sensível ao nível do sono... eu não fui feita para sofrer privação de sono. Seria tão fácil torturarem-me... Bastava 1 hora de privação de sono... Ou então não, que eu era pessoa para com tamanha privação desatar a dormir e nada dizer...

5. Vizinhos!... Os vizinhos põem-me de mau humor simplesmente porque existem! Os vizinhos fazem barulho, são chatos, sacodem tapetes à janelas, são "porcos", portanto! Eu sei que também sou vizinha. Mas eu sou um ser exemplar, meus amigos!

E depois há todas as questões que se passam diariamente no nosso mundo e que, não só, me põem de mau humor como me fazem ter vergonha da humanidade....

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

Obrigada a tod@s os que tornaram possível a Expo'98

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Bintianos, camandro!!!! A partir dos 10 anos a malta deveria deixar de contar... passávamos a dizer: há uns anos! E pronto, ninguém saberia quantos!... Mas como ainda não sou eu quem manda nisto, lá continuaremos a contar osjanos, de forma masoquista...

Dizia eu... bintianos, camandro! Faz hoje bintianos!!!

Bintianos, o quê, catano? Perguntam vocês.... e bem! Que, tal como eu, não deram por eles passarem...

A Expo'98, camandro!!!! A Expo'98!!!!.... Ahhgggggghhhhhhhhggg...... Fónix, pá! Faz hoje vinte anos que a maior exposição do mundo abriu as suas portas na cidade mai'linda do mundo (temos pena se não são de Lisboa!... Mas Lisboa é a cidade mais linda do mundo. Não só porque eu vivo cá mas principalmente porque nasci cá! Assim sendo, as outras cidades do país mais lindo do mundo, são as segundas cidades mais lindas do mundo. Estamos esclarecidos?... Boa!).

Há 20 anos, mal eu tinha nascido, portanto, mas já cheia de opinião e senhora de todas as verdades (sou muito precoce, meus amigos, muito! Com 1 semana já andava, aos 3 meses estava licenciada... um prodígio!), considerei eu que fazer uma exposição mundial em Portugal era uma parvoíce sem precedentes. "Atão querem lá ver vocês que se vai gastar uma fortuna para quê?... Para virem cá meia dúzia de turistas?... Para aquilo ficar como Sevilha, ao abandono?... blá, blá, blá...". Eu tinha uma costela, gigante, de "Velho do Restelo". Passou-me quando tirei as fraldas, felizmente!

Sendo eu da zona Oriental de Lisboa, incomodaram-me um bocadinho as obras, o trânsito (sim, eu já conduzia com meia dúzia de meses de existência), o barulho... Não se incomoda assim uma Marquesa, que-ela-enerva-se-caraças!!!!!!!!... E eu sempre a roer baixinho... "nhanhanhammmm, nahnhanhammmm... aquilo vai ficar uma porcaria... nhanhanham... nahnhanhammmmm... é só pó, chiça!.... nhanhanhammmm..... Tanto dinheiro para quê?... nhanhanhammmm...." estão a ver a cena, certo?

Um dia o senhor meu pai ofereceu-me o relógio Swatch com um bilhete, e outro ao senhor pretendente a Marquês (começámos a namorar logo na maternidade....).... "para quê que eu quero esta porra?...", o meu pai sempre foi um acérrimo defensor da Expo'98, e discutíamos bastante o tema, e eu "nhanhanhammmm... uma porcaria.... nhanhanhammmm.... um fiasco.... nhanhanhammmm.....", normalmente a discussão com o meu pai terminava com um "Eh pá, cala-te! Sabes lá o que dizes...", e eu sempre a roer baixinho...

E dá-se a inauguração... reportagens na tv atrás de reportagens na tv, e aquilo sempre a aparecer-me à vistadosjólhos, e eu mesmo ali ao lado (Marvila é mesmo coladinha à Expo'98), e a deitar um olhinho de lado, mas sempre a fingir que não estava a ver....

E tinha o relógio com o bilhete, né? Aquilo não se podia estragar que a vida não está para desperdícios... "Bem, pretendente a Marquês, se calhar temos de lá ir gastar o bilhete.... Ouvi dizer que quem não utiliza o bilhete tem 100 anos de azar e ainda lhe nasce uma verruga no nariz...", e ele respondeu-me, "Bem, se assim é, vamos lá então!"...

E fomos! A medo, é certo! Mas fomos... e passámos lá o dia, de mochila às costas, com sandocas, sumos e um agasalho... Só saímos à noite! Não vimos metade. E como eu não sou pessoa para tirar conclusões precipitadas, como vocês podem verificar pelos parágrafos anteriores, resolvi comprar um bilhete de 3 dias para tirar as teimas... O pretendente a Marquês comprou outro e lá fomos nós passar mais 3 dias de investigação científica à Expo'98.

Desta investigação fez parte o último dia da Expo'98... E o fogo de artifício mais bonito que já vi na minha vida! O encerramento mais grandioso que alguma vez eu teria sonhado. Lágrimas correram-me na minha face, e não fui a única! Um orgulho enorme de ser portuguesa e de ter tido o privilégio de ter estado naquele local que um dia tinha sido uma lixeira, fábricas desactivadas e um antro de lixo e sujidade, e que, naquele momento, era o centro do mundo.

A Expo'98 foi um êxito onde estiveram presentes 11 milhões de visitantes, não muito longe da meia dúzia que eu tinha profetizado, onde todo o mundo esteve magnificamente representado, onde se viram espectáculos grandiosos de luz, som e água, com artistas maravilhosos. A Expo'98 acabou! Pavilhões foram desmantelados, outros aproveitados, mantiveram-se os vulcões de água e o Gil passou a ajudar crianças hospitalizadas e as suas famílias, prédios ergueram-se, jardins mantiveram-se e outros nasceram, restaurantes, bares, hotéis e uma zona totalmente renovada para ajudar a tornar ainda melhor e mais bonita a nossa cidade.

E hoje, não só hoje mas logo após a primeira visita à Expo'98, dou a mão à palmatória. Naquela primeira visita rendi-me completa e totalmente à grandiosidade daquele evento, agradeci e orgulhei-me de todas as pessoas que lá estiveram a erguê-lo, a mantê-lo, a trabalhar incansavelmente para que a Expo'98 ao fim de 20 anos fosse falada com saudade e orgulho!

A minha maior pena é que as minhas filhas não tenham podido conhecer a Expo'98 e viver o espírito do que foi aquela exposição.

Obrigada a tod@s os que tornaram possível a Expo'98!


Fui ao casamento real, camandro!

Já estavam com saudades minhas, vero?... vá confessem lá que todos os dias aqui vinham para ver se havia novidades... estavam todos a hiperventilar com a minha ausência, eu sei!...

Voltei!!! Fui ao casamento real, pois com certeza. Os primos casaram no sábado e lá foi a vossa Marquesa direitinha a Windsor para lhes levar um trem de cozinha e um conjunto de cristal para os licores....

É mentira! Não fui nada! Tive muito mais do que fazer do que ir à boda real, ora vejam:

Sexta-feira: Uma brutal enxaqueca que não me deixou levantar da cama todo o dia, com direito a vomitar e tudo, e tudo...

Sábado: Trabalhar logo pela fresca, que isto a malta é nobre mas dá valor ao dinheirinho e volta e meia (como dizia a outra lá da Comporta) gosta de brincar aos pobrezinhos... Confesso que eu tenho levado esta premissa demasiado a sério na minha vida. Incorporei a personagem de tal maneira que nem vos conto... Mas dizia eu, Sábado, trabalhar pela fresca e restantes horas enfiada num pavilhão municipal para o Campeonato Nacional da 'mai nova.

Domingo: Sofrer horrores pelo meu clube e acabar a noite a chorar de desgosto e encerramos por aqui este tema, bale?... Nã minervem, catano!

Como vêem não tive tempo para ir dar um beijinho aos primos!... Eles insistiram, insistiram, telefonaram, disseram que sem mim o casamento não se fazia e eu, "eh pá, primos, num bai dar... e onde é que eu deixo a minha enxaquecazita?... Eu sou boa anfitriã, se ela veio vai ser bem tratada, não lhe posso fechar a porta só porque tenho de ir ao casamento dos primos..." E eles, tristes e inconsoláveis, lá casaram. Claro que lhes enviei na mesma o trem de cozinha e os cristais, onde é que a Meghanzita iria cozinhar o estufado ao Harry?... Aposto que aqueles outros que lá foram nem uma frigideirita lhes ofereceram. Pindéricos!

Ps: E agora a colocar as Tags apercebo-me do quanto esquizofrénico pode ser um post meu... "Ele" é casamento real, "ele" é enxaqueca, "Ele" é Sporting... Tudo num só post... 

A diaba... histórias de uma diva

Momentos loucos todos temos, como lidamos com eles é que é outra história... Há os que lidam com diplomacia, os que fingem que "no passa nada", os que dão uma elegância à cena que nos fazem desejar estar ali a passar por aquilo e há os que fazem de uma cena louca uma cena completamente insana e tresloucada... e eu incluo-me nestes últimos.

Há dias fui com a diaba (aka cadela mai'linda) à rua. Lá ia eu, a aspirante mai'velha e a diaba. Ora dá-se o caso da diaba ser uma amor de cadela da porta para dentro, da porta para fora a diaba transforma-se no demónio... Eu explico, ela não morde (pelo menos até à data), mas ladra que se desalma a tudo o que mexe...ele é cães, gatos, pessoas, tudo serve. Já tentámos de tudo e nada resolve. Ela fá-lo por medo, isso já nós sabemos, mas não vai lá nem com salsichas, nem com festas, nem com nada... vai daí que uma indivíduo (eu!) perde a cabeça, ora tentem:

Lá vou eu, a diaba e a aspirante mai'velha... No elevador já a diaba estava a ficar descontrolada pois sabia que eu tinha biscoitos na mão. Sai do elevador possuída, a ladrar para a rua e a querer correr para a porta. Eu, não sei se estão a visualizar, mas façam-no, por favor, saco da trela, estanco e resolvo (tal como o treinador nos tinha ensinado) esperar que ela se acalme para depois nos dirigirmos para a porta. Então lá estava eu, no meu porte de marquesa, a aspirante pacientemente à espera e a diaba num limbo entre o acalmar-se e o "que m***rda ainda estão aí a fazer?!... Porque porra ainda não estamos na rua" (a minha cadela se falasse diria 3 asneiras por cada 2 palavras, aposto!), e nisto... no meio deste limbo entre: "acalmo-me se não estas gajas não arredam pé" e o "vamos embora, catano!", entram no prédio os vizinhos.... ahahahahahhahahahahahha!!!!! (este riso é meu e é para ser visto comigo a esbugalhar os olhos, a espumar pela boca, esgadelhada, com as veias de fora e atentar manter o nível...) Que momento!!

Ainda por cima vocês não estão bem a ver os meus vizinhos, senhores... Estão a ver toda uma família que já morreu há pra lá de uma eternidade e ainda ninguém os avisou?... estão?!... são eles! Pais e filhos, tios e avós... todos!

Entram e eu... entre um "bom dia!", uma mão a agarrar a diaba que se estatelou no chão a ladrar desalmadamente, e ela debaixo da minha mão e eu a agarrá-la como se a estivesse a matar (não estava, atenção!, que a diaba não se deixa matar assim, estão a brincar...), a aspirante solta um tímido "bom dia!" e eu, a única coisa que consigo dizer é:

- Eu dou cabo de ti!!!

Faz-se um silêncio, excepto da diaba que continua a ladrar indiferente à ameaça de morte acabada de sofrer, sabendo bem que "marquesa que ameaça a seguir está a dar-lhe beijos e abraços"...

Saímos do prédio, a diaba sacode-se ao melhor estilo diva, com ar de quem "já arrumei mais estes!... sou a maior!", e a aspirante diz-me:

- Mãe, aquilo que tu disseste não correu muito bem! Não abonou nada a teu favor...

E eu, descabelada, ainda com a boca torta, efeitos do avc acabado de sofrer no patamar do prédio, a tentar resgatar a minha dignidade de marquesa a toca a ir pela rua fora, com a diaba diva e altiva pela trela... um chichi aqui, um cocó acolá, e está na hora de regressar a casa... lá vamos nós, frescas a fofas, entramos no prédio, chamamos o elevador... esperamos... (agora podem ouvir a música de suspense... pode ser a do tubarão mesmo!... é a que me ocorre) e mal a porta do dito se abre, uma vizinha (outra) lá dentro... a diaba desata a ladrar como se quisesse matar alguém... lá vou eu, marquesa-ninja-de-marvila, agarro na diaba, não me lembro do que disse, mas deve ter sido qualquer coisa com um nível semelhante a um: Eu mato-te!!!.... a vizinha faz uma cara de pânico, diz qualquer coisa que não percebo (ainda bem!), e.... atentem, senhores....

Abre-se a porta do outro elevador e sai de lá o vizinho que encontrámos à saída que, já prevenido pelo ladrar da diaba, trazia o seu cão ao colo... o seu cão (o dele, não o vosso) é dez vezes pior que a diaba... Se a diaba ladra a tudo o que mexe, este ladra ao que mexe e ao que não mexe... Mas o dono, como está morto e ninguém o avisou, não reage...

Já eu, após 3 avc's, 4 enfartes, 2 paralisias faciais e um tique nervoso que me ficou na pálpebra só tinha vontade de estrafegar a diaba...

A diaba chegou a casa, sacudiu-se, sempre com nível e estilo, deitou-se no sofá, olhou para mim com um ar de "tu não tens nível nenhum, caramba!" e dormiu...



Ps. Eu nunca bati na diaba! Ela é a mai'linda do mundo! Faz parte da família! E acredito piamente que ela não faz ideia o que quer dizer: dou cabo de ti!... Pelo menos a ver pelas lambidelas no nariz que levo quando lho digo.

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