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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Desafio das 52 semanas: Semana 29

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Ora cá vamos nós para o Desafio das 52 Semanas, semana 29... Isto já começa a ser prática corrente, o desafio de sexta passar a ser publicado à segunda...

Filmes que me falam ao coração...

Nenhum! E muitos! Falar ao coração não será bem o termo, mas há muitos filmes que adorei. Por outro lado não gosto de enumerar cenas várias, tipo filmes, livros, etc... Mas... por vocês eu faço tudo... ou quase! Cá vai:

A Praia - Adorei!!! Eu sei que não é consensual. Conheço mais gente que odiou do que gente que amou o filme. Só há estas duas hipóteses. Não é possível gostar assim-assim ou mais-ou-menos.

Clube de Combate - Adorei!!! Mais um como o de cima. Ou se ama ou se odeia! Conheço mais gente a gostar deste do que do anterior, mas mesmo assim continua a não ser um filme consensual.

Clube dos Poetas Mortos - Gostei muito, como quase toda a gente que o viu!

Grita Liberdade - Foi um dos primeiros filmes que me marcou. Já o vi há muitos anos.

O Advogado do Diabo - Excelente interpretação de Al Pacino. Adorei o filme.

Assassinos Natos - Gostei muito! Mas já o vi há, mais ou menos, uma vida.

O Colecionador de Ossos - Sim, adoro filmes sobre Serial Killers... e livros também!

Há mais, com certeza absoluta mas agora não me lembro de mais... é chato porque vou publicar este poste e logo de seguida vou-me lembrar de mais filmes...

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

Um brinde ao carro! Cheers!

O sacana do carro está na oficina vai pra lá de uma eternidade! Para vos ser mais exacta, o sacana do carro está na oficina há 10 dias! 10 dias! As coisas quando têm de correr menos bem, correm sempre mal. Há que dizê-lo com toda a frontalidade, chiça!

Pois que este ano não contava ter férias, a não ser uma ida rápida ao Alentejo visitar a minha mãe que vive por lá e uma ida à terra dos meus sogros. Ora quando é que eu ia visitar a minha mãe, quando?... vá, pensem lá um bocadinho, não sejam preguiçosos... não é difícil! Eu dou-vos uma pista... no próximo dia do Senhor... acertaram! Palmas para todos!!! Yeaahhhh!!! No Domingo a família dos marqueses estava a preparar-se para abalar para o Alentejo para passar uns 4 dias de férias! E o que é que o mecânico me disse agora mesmo?... ainda não recuperei do choque, senhores!... ainda estou sobre o efeito emocional da notícia, caraças!... o mecânico disse-me que não sabia quando o carro estaria pronto! Assim, sem mais nem menos... assim, sem preparar uma pessoa... assim, sem antes me pedir que me sente... assim, sem uma anestesia... O mecânico que, sim é de confiança, conheço-o desde que nasci e é amigo da família (foi ao meu casamento e tudo! Nunca se sabe quando podemos precisar de um mecânico e Marquesa prevenida vale por duas) está à espera de uma peça que não sabe quando chega, mas que não acredita que venha amanhã!

"Ah! Mas não faz mal Marquesa, vais depois!". Não vou! Depois não consigo ir. Ou era esta semana ou este Verão já não vai dar. E toda-a-gente-sabe-que a Costa Alentejana é boa é no Verão. Apesar do conceito Verão (sim, o Verão deixou de ser uma Estação do Ano para ser um conceito. Um conceito é algo que é sempre discutível, depende sempre de uma opinião. Portanto, há quem considere que é Verão e há quem considere que não é Verão...) ser algo discutível por estas alturas.

Agora não sei se chore, se cometa um assassinato, ou se beba vinho... Assim como assim acho que o vinho é capaz de não aleijar ninguém e não deixa os olhos tão inchados. Olha, vai vinho mesmo! O Marquês já foi ao supermercado tratar do tema e hoje há vinho, queijos, morangos com chocolate quente, e sopa também, para a malta!*

Um brinde ao carro, à peça, ao mecânico e aos tipos-que-não-sei-quem-são-mas-nunca-mais-enviam-a-porra-da-peça! Cheers!!!

*Sosseguem! Não precisam de chamar a CPCJ, as aspirantes vão beber água e não vinho. O vinho é só para nós!

Desafio das 52 semanas: Semana 28

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Ora que a semana 28, eu sei que já estamos na 29 mas é assim a minha vidinha, quer saber quais são:

As minhas maiores neuras e manias....

Ai senhores, sabem lá vocês... a principal é existir! Tenho a mania de existir e com isso vem atrás uma data de cenas que são indescritíveis, ou não tivesse eu uma enorme falhinha. Mas algumas são mais evidentes que outras, ora vejam (respirem fundo, depois não digam que não vos avisei):

1. Ter de repetir o que já disse... dá-me cabo dos nervos! As aspirantes são peritas em pôr-me a repetir tudo em modo loopping, até me dar a travadinha e desatar aos gritos...

2. Parece que não, dado o ponto anterior e se fizessem uma sondagem cá pelo palácio tenho em mim que os resultados iriam contra o que vou dizer a seguir, mas... odeio gritos! E detesto pessoas que gritam! Eu!, Eu!, Eu grito! E até se dá o caso de conseguir dar uns valentes gritos, depois fico com a neura durante 3 meses, visto que grito mais do que o que seria desejável, ando com neura vai pra lá de 40 anos e estimo que se mantenha pelos próximos 90... está visto que tenho que cá voltar para continuar com a neura durante mais uns tempinhos...

3. Tenho a mania de inspecionar o que vou comer e todos os utensílios inerentes ao acto de ingerir comida ou bebida... um drama! Encontro sempre objectos não identificados... as vezes que mando coisas para trás nos restaurantes, senhores! Ele é copos sujos, ele é talheres com cenas, ele é comida com coisas... um nojo! Também gosto de limpar o copo com o guardanapo antes de lá colocar a bebida.... Sou doida, eu sei!

4. A desarrumação dos outros dá-me cabo de tudo... a minha faz parte do meu charme natural. Acho que até já falei sobre isto algures... eu sou super desarrumada, mas detesto desarrumação. Sinto-me infeliz, irritada, desassossegada com a desarrumação... eu vivo a minha vida no limite, eu sei! Eu não preciso de inimigos, sou auto-suficiente!

5. Tenho a mania de que não sou capaz de fazer as coisas... de atingir objectivos. Tenho a mania de que não consigo, de que não sou suficientemente boa, de que os outros são muito melhores do que eu.

6. Tenho a mania de não deitar coisas fora. Um dia pode dar jeito... Ai pessoas, vocês não sabem a doida que existe aqui deste lado... Eu guardo cenas que não lembram a ninguém. Às vezes gostava de ter coragem e um fósforo, if you know what I mean?!...

7. Detesto, detesto tanto, visceralmente, que me dêem toques enquanto falam comigo. Sou capaz de enlouquecer, de me transmutar, de partir para a violência. Falem pessoas, mas falem sem me darem toques. Eu não vou ouvir melhor por me darem toques, muito pelo contrário, deixo de ouvir e despertam a assassina que vive em mim que nada mais conseguirá fazer a não ser pensar na melhor forma de vos aniquilar, para sempre!!!


Agora estou preocupada... não sei se não tenho muitas manias ou se tenho tantas que já as acho normais na vida e não manias... sei que superstições não tenho! Mas manias eu sou pessoa para ter mais do que a ciência consegue estudar, e não as estou a encontrar... devo-me preocupar?

Ps: Também não gosto de meias! É isto! Não vou desenvolver... vocês eram capazes de deixar de ler este blog e eu depois tinha saudades vossas.


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Ser adulta é uma grande m**da!

Já devo ter falado sobre isto... se ainda não falei, falo agora e aviso-vos já que não será a última vez!

Este post vai de encontro ao post que escrevi terça-feira, o tema não é bem o mesmo mas encaixa-se perfeitamente.

A idade! A minha, entenda-se! Pessoas da minha vida, eu não sei lidar com o avançar da idade. Ah e tal, se estás a envelhecer é porque estás viva... se não envelhecesses seria sinal de que tinha falecido cedo... é verdade, sim senhora! E eu podia ouvir/ler isto e pensava: Olha que é mesmo isto! Olha que agora vou seguir a minha vidinha toda feliz e contente e agradecer cada ano que passa!... Pois que não! Não é nada disto que acontece! Aliás, as pessoas não me dizem nada disto porque eu própria o digo para me convencer de que o avançar da idade não é uma grande merda!

Eu passei anos da minha vida a desejar ser crescida, ser independente, não precisar de dar satisfações a ninguém, ser autónoma e feliz... fónix, que grande treta, masé! Eu sei que isto não se passa com todas as pessoas. Eu sei que, para além da minha enorme falhinha, eu tenho também uma história de vida que em nada abona a favor da minha felicidade, e vai daí eu sempre achei que queria era crescer para ser feliz noutro lado. Cresci... cresci fisicamente, leia-se! Eu acho que a minha vida se fez um pouco ao contrário, catano! Agora que penso nisso acho que é por isso que me custa o avançar da idade, porra!... vocês atentem que acabei de ter uma epifania... acabou de descer em mim a luz, camandro!

É que é mesmo isto... tenho que falar com a minha psicóloga sobre este tema. Eu nasci e vivi uma infância como se fosse adulta. Defendi-me, pensei, refugiei-me, protegi, cuidei e escolhi como se fosse adulta... na adolescência, como já tive oportunidade de vos dizer no post anterior, tive uma época de vida muito marcante... um misto entre o meu ser, o meu eu verdadeiro, um sentimento de pertença que nunca havia sentido antes misturado com a criança que habitava em mim mas que nunca o tinha podido ser... um desejo enorme em crescer, ser adulta de verdade, fugir dali daquele sítio que me obrigava a ser infeliz, a ser adulta sem ser independente, a ser a miúda que tomava conta de adultos, a ser a miúda que crescia mas a quem não permitiam crescer, a ser a miúda que queria ser apenas miúda mas que nunca o poderia ser pois isso implicaria ser amada e protegida sem condições e naquele meu espaço isso não existia...

Dou por mim, subitamente com 44 anos... dou por mim a sentir que ainda não fui criança, que ainda não fui suficientemente adolescente, que não estou preparada para ser adulta... só aos 40 anos é que percebi, só aos 40 anos é que pensei: Porra pá, cresceste! Agora és adulta! Agora vais começar o teu processo de envelhecimento...

Como? Como é que eu posso começar um processo de envelhecimento se ainda não fui criança? Se me foi roubada parte da minha adolescência?... Se nunca me foi permitido apenas ser criança e apenas ser adolescente?...

Eu era uma adolescente que quando pisava o risco o fazia de forma controlada... eu não precisava dos ralhetes dos adultos, eu tinha a minha adulta a viver dentro de mim e a controlar tudo o que a minha adolescente fazia... pensado bem, nunca poderia ter corrido mal... a minha adulta não deixaria nunca que algo me acontecesse. Os meus adultos, aqueles que deveriam ter ralhado comigo, que me deveriam ter posto de castigo, que me deveriam ter abraçado e dito: "Vai correr tudo bem", nunca perceberam o que eu estava a fazer, quem eu era, com quem estava, onde estava... apesar de acharem que sim! Uns achavam que controlavam tudo, que eu não pisaria o risco pois eles não deixavam (ahahahahhahahahah!!!!!), que eu era apenas uma rebelde com pouco pensamento válido e lógico na minha cabeça, uma falhada a tentar enfrentar os adultos... outros achavam que eu era espectacular, que tinha ideias maravilhosas, que era responsável e capaz de tomar conta de mim e deles (ui!... tomei tanto, mas tanto conta deles... eu, adolescente, a tomar conta de adultos... mesmo! Na verdadeira acepção da palavra... mandá-los para casa... levá-los ao hospital... mentir por eles no trabalho deles... na verdade não é um "eles" é apenas uma pessoa, um dos meus progenitores... não quero dizer qual... o outro "eles", o primeiro "eles" que referi neste texto, é mesmo um eles... o outro progenitor e o seu cônjuge)...

Estou tal e qual o Benjamim Burton, a viver ao contrário... só tenho mesmo pena de fisicamente o processo não se dar, mas pronto!... dá-se emocionalmente! Nasci adulta, cresci adulta e quando entrei na adolescência, como adulta, não saí de lá! Aos 40, quando percebi "Catano, estás velha adulta!", olhei-me no espelho da alma e este não espelha o que o meu espelho do hall me diz... o do hall diz: estás velha!, o da alma dia: és uma miúda! És uma miúda e precisas daquilo que os miúdos precisam... Dá-se o caso de eu nunca ter tido o que os miúdos precisam... dá-se o caso de já não o ir ter pois já não tenho idade para isso... dá-se o caso de a minha doença auto-imune não ser alheia a tudo isto... dá-se o caso de eu não me sentir feliz por isto!... dá-se o caso de eu ter de resolver esta merda... dá-se o caso de eu não saber se quero resolver ou se quero mudar tudo e integrar, apoiar e amar esta adolescente que vive dentro de mim e que é muitas vezes visitada pela criança que também cá mora...

Os adultos fazem muita merda na vida das crianças, caraças! E os meus adultos fizeram mesmo muita merda na minha vida!

Estar viva é muito fixe! Adoro estar viva! Não quero ser adulta! Ser adulta é uma grande merda. Eu já fui adulta! Não quero mais ser adulta!

Adolescência.... socorro, senhores, tenho medo!!!

Estou finalmente a chegar à etapa da vida que mais temo... logo a seguir ao aproximar da morte (eu tenho uma falhinha, já vos tinha avisado... nem vou citar nenhum post anterior para que verifiquem porque qualquer um deles serve para o efeito!!). 

E esta fase da vida é a seguinte: Ser mãe de adolescente!... Toda a minha santa vida, ou melhor toda não, desde que fui mãe ou perspectivei ser, antes disso não queria, não sonhava e não idealizava ser mãe. Nunca adorei brincar com bonecas, e sempre tive a certeza de não querer ser mãe. Depois cresci e esta, tal como tantas outras certezas absolutas que temos em criança e adolescente (eu fui até mais tarde, com esta certeza... até aí aos 29 anos... fui mãe aos 30), foi-se! Foi-se e eu fui mãe! E desde aquele momento em que soube que estava grávida, desde aqueles risquinhos no teste de gravidez (já inventavam algo com mais glamour, prático e menos badalhoco! Alguém tem de falar sobre isto! Fazer xixi para uma pontinha de feltro de um aparelho do tamanho de uma caneta, não só não é bonito, como não é prático, como se vai xixi para todo o lado... mãos... pingos no chão... uma porcaria... quando vejo nos filmes as lades todas contentes a levar o testezinho pela casa e o seu babe a pegar naquilo e abanarem e mostrarem a toda a gente... só me ocorre: Bléac!! Ca nojo!!!... pronto é isto! Ou sou eu que não tenho estudos para usar aquilo ou o facto de andar um teste cheio de xixi a passear pela casa só é badalhoco!)... bem dizia eu, desde os risquinhos nos testes, ainda antes de pensar num bebé, fraldas, leite, cólicas, parto, etc... o que eu pensei imediatamente foi: Porra que um dia a criança vai ser adolescente! Porra que eu transporto um(a) pré-adolescente na minha barriga!... e quem conviveu comigo sabe bem que isto é verdade! Quando pais e mães, futuros pais e futuras mães, avós e tios, amigos e amigas se me juntavam e partilhávamos todos as angústias da maternidade e paternidade eu só tinha um medo: A adolescência!... quais noites sem dormir, quais birras, quais cólicas, quais entradas na escola... adolescência, meus caros! Adolescência! Sempre foi o meu maior medo!

E hoje sou oficialmente mãe de uma adolescente (ainda no início) e de uma pré-adolescente (que vai assumir o cargo já em Novembro)... eu estou seriamente a pensar trancá-las na despensa com comidinha e bebidinha (água, entenda-se), telemóvel (para nos irem dando conta de como estão e estarem entretidas... sabemos bem que um telemóvel as entretém durante uns 10 anos pelo menos) e depois, lá para os 25 anos abrir-lhes a porta e mostrar-lhes o mundo de novo! Com as novas tecnologias até podem estudar à distância e tudo... a mim parece-me um excelente plano!

Tens medo do quê, Marquesa?... de tanta coisa, meus caros! Eu também fui adolescente! Sei o que é ser adolescente. Foi uma época muito marcante na minha vida. Vivi muita coisa. Vi muita coisa. Foi uma época fantástica e cheia de perigos... felizmente tive cabeça! Felizmente não me perdi. Mas podia ter-me perdido com a maior facilidade. Não tenho medo das discussões, não tenho medo da rejeição natural que os adolescentes fazem aos pais (eles voltam depois), não tenho medo das escolhas escolares, profissionais... tenho medo de outro tipo de escolhas. Tenho medo do álcool, da droga, dos abusos, dos riscos que correm muitas vezes ligados aos abusos de substâncias lícitas ou ilícitas, tenho medo do facto de se acharem invencíveis e imortais, tenho medo do acharem que sabem tudo e não sabem nada... só descobri isto há pouco tempo! Verdade! Só descobri que afinal não sabia nada há uns 5 anos, mais ou menos... fui adolescente até muito tarde! Acho que ainda sou um pouco, daí ter tão presente o que é ser adolescente. Um dia hei-de escrever sobre isto! A adolescência foi sem dúvida a época com maior impacto na minha vida, e agora que penso nisso ainda me estou a tentar levantar da pancada que levei dela... e tenho receio de não o conseguir.

Tenho tanto medo... e ao mesmo tempo que tenho medo tenho a certeza absoluta que elas têm de passar por tudo isto. Quero muito que elas vivam a sua adolescência em pleno, que a aproveitem, que esta pode mesmo ser a melhor fase das suas vidas... ou a pior... e esta é uma escolha delas. Ou melhor, esta é A escolha! Depois desta escolha feita, que terá de o ser muitas vezes, e entenda-se por muitas vezes o ter de ser feita por vezes todos os dias, por vezes várias vezes ao dia... é uma escolha constante. Constantemente terão à sua frente a bifurcação do caminho e elas terão de ter a sabedoria de escolher qual seguir. Na certeza de que num estarão os melhores anos das suas vidas e noutro os piores, ou até mesmo os derradeiros... e este é o meu maior medo!

Sei bem qual é a minha função. Sei bem que esta prende-se com o deixá-las voar, deixar sempre o ninho pronto para as receber, dar-lhes todo o amor, dar-lhes todo o apoio e dar-lhes, também, regras, saber, conhecimento, nãos e consequências para todos os seus actos. Mas sei tão, mas tão bem, que faça eu o que fizer a escolha é sempre delas! E aqui mora o meu medo!

Agora começaram os meus anos sem dormir... agora sim, venham as olheiras, os mau feitios diários e diurnos, agora sim venham as tormentas... porque uma coisa é não dormir com as nossas crias no ninho, outra é não dormir porque elas estão fora dele... 

Chegou! Chegou a altura que eu mais temia! Esta semana a aspirante mai'velha vai ao NOS Alive... e eu não! Vai com uma amiga e a mãe desta. Sim, eu sei! Vai com adultos que tomarão conta dela, de outra forma não iria, ainda não tem idade para isso... uma coisa de cada vez, temos pena! Elas não fazem tudo o que querem, quando querem e com quem querem... também não somos castradores... elas conquistam a sua liberdade e a nossa confiança e tudo lhes é dado em função da idade que têm.

Eu tenho medo! Tenho medo de me encontrar com elas na adolescência... na adolescência da qual ainda não saí e em que elas estão a entrar... conheço tão bem esta adolescência! Por um lado é bom. Há muitos adultos que não conhecem a adolescência, uns porque não a viveram, outros porque já se esqueceram... eu vivi-a, o Marquês também, e eu, como já vos disse, ainda lá tenho um pézinho... Eu disse-vos, eu tenho uma falhinha! Por outro lado é mau... exacerba a minha ansiedade!

Chegámos à adolescência... Socorro, senhores, tenho medo!!!

Ps: By the way, a aspirante mai' velha já foi e já voltou do estrangeiro de fora! Veio viva, saudável e super feliz! 


Fauna e, pouca, flora no metro de Lisboa!

A fauna no metro deveria ser objecto de estudo aprofundado... teses e teses de doutoramento deveriam ser feitas sobre o tema... Já a flora é bastante mais pacífica dado que não existe de todo no metro!

A malta vai sossegada da sua vidinha no metro (tem dias), e eis que chega a hora de sair... o metro até nem vai muito cheio mas a saída é naquelas paragens em que sai toda a gente então forma-se um aglomerado de pessoas a aguardar que as portas se abram... hoje, até nem foi o dia de estarem todos os que querem entrar na carruagem a impedir a saída dos restantes... hoje o caso era mais patético curioso... ora atentem, à minha frente vai um exemplar da fauna metropolitaniana... uma sujeita que vai-a-jogar-um-jogo-no-telemóvel-que-não-pode-largar-nem-um-segundo-sob-pena-de-perder-o-jogo-e-toda-a-gente-sabe-que-a-vida-do-planeta-e-da-humanidade-depende-da-vitória-naquele-jogo... ufa, cansei-me!... pois dá-se o caso que a sujeita não é multitasking... a sujeita não consegue mexer as perninhas ao mesmo tempo que joga o seu joguinho idiota, não!!! A sujeita bloqueou as perninhas enquanto mexia os dedinhos a clicar que nem uma louca (louca é muito mais dramático do que maluca) o ecrã no seu telemóvel com todo o seu sistema nervoso central conectado com a hipótese de perder o jogo e acabar com a humanidade naquele preciso momento... e dá-se o momento em que a malta que está atrás dela começa a espumar pela boca e a querer empurrar e a malta que quer entrar está prestes a pregar-lhe uma rasteira de forma a que a merda porra (não melhorou, eu sei! Pelo menos é calão e não asneira) do telemóvel vá parar à linha do metro e se acabe de vez a porra do joguinho idiota fofinho.... pior que isto seria (como assisto quase sempre que ando de metro) a porrasinha do joguinho ter sonzinho... e aí vai a malta em modo desesperado, quase em transe, de tal maneira que aposto os meus dois rins que se alguém perguntasse a resposta seria unânime: Deixem acabar a humanidade!... assim como assim uma humanidade em que as pessoas no metro jogam joguinhos parvos com som e empatam a saída dos outros por causa do joguinho, não merece viver!

Senhores do metro substituam a fauna pela flora, por favor... pelo menos as plantas são muito mais civilizadas, catano!


Desafio das 52 semanas: Semana 27

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Coisas fixes para se fazer nas férias...

Não compliquemos, senhores!!! Férias são férias e só isso já é bestialmente giro, camandro!

Mas pronto, querem ideias, né? Já sabem que por aqui se debitam verdadinhas absolutas e vocês querem saber tudo o que a nobreza faz, vero?

Pois então, cá vai:

Depois de estar de férias, algo mesmo giro que se pode lá fazer é: Nada!... oh meus amigos, vocês já sabem que aqui a vossa marquesa é exímia na arte de não fazer nada... pronto, para não ser maçador, dentro do não fazer nada podemos incluir: dormir; dormitar à sombra; fazer uma sesta a ouvir as cigarras; ler um livro, ou dois, ou três, ou muitos mais; ler uma revista; ler blogues... ler no geral. 

Vá, para não ficarmos com dores no corpo também podemos viajar muito. Para qualquer sítio porque viajar é sempre maravilhoso. Conhecer pessoas, passear, conhecer lugares, enriquecer muito. Vêem?... eu também consigo ser activa! E até consigo palmilhar quilómetros, desde que seja em viagem!

Comer!!!... Yeahhhhh!!!! Petiscar cojamigos, à beira-mar, na esplanada, beber umas cervejas, conversar e rir muito!

Comer gelados! Pronto, esta parte também se pode fazer sem ser nas férias... até se pode fazer todos os dias do ano... se ficarem gordos a culpa não é minha, vocês são crescidinhos e só fazem o que querem, bale?

Ir para o Algarve! O meu Algarve! Aquele Algarve que é o melhor do mundo! Para os lados de Tavira... Este ano não vou.... Vêem?!... se eu fosse rica eu ia! Não sou, não vou!... pronto! Ficamos por aqui que agora vou ali chorar um bocadinho...

 

 

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

Desafio das 52 semanas: Semana 26

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Já nem vou referir que estou atrasada... vocês já sabem isso... nem me vou desculpar... não há desculpa... 

Se pudesse mudar de profissão, eu seria...

Rica!... Ah, isso não é profissão!... mas podia ser! Aliás deve dar uma trabalheira: Onde vou hoje às compras? Onde vou ficar a ler um livro, na piscina ou no jardim? Onde vou de viagem?... e melhor que tudo, poder pagar tudo e comprar cenas várias (muitas delas de primeira necessidade) sem me apoquentar...

Ah!! Mas estás mais focada no objectivo do que no caminho... certo! Concordo convosco! Mas se assim não for não há caminho para percorrer... se eu não souber qual o meu destino não posso traçar o caminho.

Gosto de escrever mas não queria ser escritora! Gosto de fazer cenas várias mas não tenho vocação para me prender a uma profissão... é demasiado maçador estar sempre a fazer o mesmo! Depois duas das coisas que eu até gosto e me vejo a fazer já faço!... mas mesmo assim preferia ser rica!

Depois aquilo que mais gosto de fazer também não é uma profissão: debitar parvoíces e ter ideias! Para debitar parvoíces já aqui tenho o meu cantinho, ter ideias não sei se será uma profissão... e protantus, não-profissão por não-profissão, escolho ser rica! 

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano