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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A minha mama é melhor do que a tua!

Pelo mundo cibernético, ou lá como se chama este mundo virtual que cada vez é menos virtual e se torna assustadoramente real... ou não... Mas isto agora são filosofias para outras núpcias. Agora não me apetece!

Dizia eu, navegando (imagino-me sempre a bordo de um cruzeiro, com calor e sol, piñas coladas e.... acorda, pá!) pelo mundo cibernético, principalmente por blogs de mães fofosócoiso, ou em grupos de mães (fujam, senhores!! Fujam... que ao fim de 3 segundos e meio têm de se internar voluntariamente caso por lá fiquem!... Eu estou a avisar!) verifico com alguma angústia a "ditadura da mama". Sim, está bem escrito, é mesmo mama e não mamã. Mama, seio, peito... o que quiserem, diz que o correcto é mesmo mama. 

Mas vamos ao que interessa. Angustia-me sobejamente que haja quem escreva que "dar de mamar é a maior prova de amor que uma mãe pode dar", ou "dar de mamar cria laços com os filhos como nenhuma outra coisa...", só de citar já se me está a arrepiar a espinha e os cabelos começaram numa elevação sem precedentes. E quem não pode? Quem não quer? Quem não consegue? Quando os bebés não querem?... Será menos mãe? Amará menos os filhos? Nunca terá uma ligação forte e inabalável com os filhos?...

Eu dei de mamar, às duas, a primeira foi a custo e sofri muito por não estarmos a conseguir. Sim, estarmos. Eu e ela. Ela não "pegava" na mama nem que lhe pagassem, recusava, chorava, esperneava, tinha fome. Dei-lhe leite de fórmula, não ia deixar a minha filha passar fome, mesmo que isso me fizesse "menos mãe", mesmo que estivesse a arriscar uma "não ligação com ela", mesmo que lhe estivesse a dizer "eu não te amo assim tanto...". Pára tudo! Pára tudo agora e já! No meu sofrimento, dar-lhe leite de fórmula foi a maior prova de amor que eu lhe poderia dar, não a deixar passar fome foi uma prova de amor, gastar quase 20 euros numa lata de leite, mais biberões, tetinas, esterilizador, etc, etc... Só pode ser uma prova de amor. Mais tarde começou a mamar, e não! Não quebrámos nenhum laço que existisse entre nós, fortificámo-lo. Porque amar e ser mãe não se limita a dar-lhes mama.

E quem não pode?... Pensarão estas iluminadas nas mães que, por inúmeros motivos, não podem dar de mamar?... Haverá um pingo de amor e compaixão nas mamas nos corações destas pessoas quando debitam tamanhas alarvidades?... Tenho dúvidas! Também pode ser apenas parvoíce pura e não falta de amor, afinal quem amamenta ama mais do que as outras, certo?... Uma das minhas irmãs, por exemplo, não pôde dar de mamar. Porquê?!?!.... Gritam do fundo das suas almas a mamãs amamentadeiras convictas... Porquê que não consultou uma especialista em amamentação?... Porque não podia! Porque o meu sobrinho desenvolveu uma alergia enorme a algo, que ainda não se sabe bem o que é, e como não havia forma de se saber por ele ser mínimo, teve de ser alimentado a leite de fórmula especial de corrida. E acreditem pessoas, a minha imã preferiria dar de mamar a dar 40 euros por uma lata de leite que dava para 3 dias. Sim, era um ordenado em leite e não havia comparticipação (não me perguntem como faria quem não tem mesmo hipótese de pagar... angustia-me imaginar!).

Outra das minhas irmãs também não amamentou. Não quis! Tentou, desesperou, angustiou, pôs de lado e muito bem! Não é pior nem melhor mãe por isso, mas é, com toda a certeza uma mãe mais feliz. E uma mãe mais feliz faz crianças mais felizes. Engraçado, não é?

Não estou a pôr em causa que o leite materno é o melhor para as crianças, que é inquestionável os benefícios ao nível da saúde, da prevenção de alergias e outras doenças, que reforça a imunidade, e que até ajuda a recuperação materna no pós-parto. Estamos todos de acordo. Mas o ser humano não se resume ao físico. É muito mais do que isso. E não! Eu não acredito que quem não amamenta ama menos os filhos ou tem uma relação menos forte com eles.

Mães que não amamentam, vocês são as maiores! 
Mães que amamentam, vocês são as maiores, mas deixem de melgar quem não o faz!

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