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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Desafio das 52 Semanas: Semana 15

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Hoje cheguei a horas!!! Yeahhhh!!!! Viva eu!!!

O desafio desta semana prende-se com um tema deveras interessante e mais do que actual:

O que há de pior no mundo virtual?

Já me tenho debruçado sobre este tema muitas vezes... Tenho duas filhas, uma em plena adolescência e outra a correr desalmadamente para lá chegar (14 e 12 anos), "de modos" que este é um tema que me preocupa bastante.

Há tanta coisa menos boa no mundo virtual que nem sei por onde começar.... Mas isto é como os medicamentos, temos de pôr na balança o bem que faz pelo mal que traz, ou seja, faz bem mas tem efeitos secundários.

Eu gosto do mundo virtual, é prático, traz-nos muitas oportunidades, saberes, diversão, conhecimento, e põe-nos em contacto mais facilmente.

Há algo do qual não nos podemos esquecer, o que está no mundo virtual está no mundo real, já que o primeiro é sempre o reflexo do segundo. "Ah e tal, as pessoas só dizem certas coisas porque estão atrás de um teclado e escondidas por um ecrã..." Já andaram no trânsito, meus amigos?.... Se a internet mostra o pior das pessoas o que dizer de quem anda no trânsito a chamar "filho da não sei quantas..." a um e "otário, cabeçudo, não devias ter carta, etc..." a outro, a ameaçar matar quem se atravessa no seu caminho, a rogar pragas a quem se atreva a colocar um travão no seu pé de Fittipaldi, a colocar a vida, sim a vida, de pessoas em perigo, perigo real a não virtual... a achar que os polícias são uns "cabrões de m***da" porque multam, obrigam a que cumpramos os limites de velocidade, a não nos deixarem estacionar onde nos apetece... São uns "filhos da mãe" porque nós, pessoas sem um pingo de civilização, não conseguimos cumprir a lei. Achamo-nos acima da lei. Achamos que podemos conduzir acima dos limites de velocidade, bêbados, estacionar nas passadeiras... porque nós, os espertos, achamos que podemos pôr em risco a vida dos outros, que temos o direito de impedir que pessoas de cadeiras de rodas, idosos, crianças, atravessem a estrada porque fomos "só ali num instante" e os outros podem esperar... Eu também tenho medo destas pessoas da vida real. Muito, mesmo! E sim, já fui multada por excesso de velocidade, por estacionamento... Isso não faz com que considere que os polícias são os "cabrões", porque não são. Eles estão a fazer aquilo que aqui a Marquesa iluminada e mais esperta do que os outros não fez, cumprir a lei! Eles fizerem muito bem! Já eu, fiz muito mal!

A internet apenas permite às pessoa serem o que são... Umas parvas, outras fixes, umas umas bestas, outras umas porreiras, más e boas pessoas, pessoas que são apenas pessoas, que erram, que acertam, que dão opinião, que são bem e mal interpretadas... pessoas! Atrás de um ecrã está uma pessoa, com tudo o que isso tem de bom e de mau.

O pior do mundo virtual é, para mim, a imortalidade do mesmo. E isso é para mim assustador. Pensar que, ao mais pequeno erro, podemos ter a nossa vida exposta na net e tramada para todo o sempre é angustiante. E aqui sim, a internet pode ser uma arma poderosissíma nas mãos de pessoas mal intencionadas.

Lembro-me de, na minha adolescência gostar muito de escrever cartas e trocá-las com as minhas amigas e amigos, era um meio de comunicação quando estávamos distantes, a minha avó dizia-me vezes sem conta: "Cuidado com o que escreves... Podes até pensar e dizer que as pessoas acabam por esquecer, mas quando escreves fica registado para sempre." E hoje é assim mas uma escala infinitamente maior... Com os telemóveis, as câmaras dos mesmos, a nossa privacidade simplesmente não existe. Se antigamente era preciso toda uma parafrenália digna de um filme de Hollywood, câmaras, escondidas ou não, micros, etc. e tal, para filmarem a nossa intimidade, hoje basta um telemóvel esquecido e a gravar ou a filmar e... pumbas! Já estás tramado para todo o sempre... E isto preocupa-me! Principalmente por causa das minhas filhas. 

Outra coisa muito má no mundo virtual é a facilidade com que, mais uma vez, pessoas sem escrúpulos a utilizam para encher cabeças de pessoas mais ingénuas, menos cultas, mais limitadas intelectualmente (não menos inteligentes, atenção, nem menos instruídas), que acreditam em tudo o que lêem na net. Os grupos extremistas estão exímios nesta técnica. Assustar as pessoas, lançar o pânico, fazer com todos andem a olhar desconfiados por cima do ombro... Estas pessoas que se deixam influenciar por uma qualquer pessoa que sabe bem o que está a fazer, esquecem-se que estão no mundo virtual e que, por isso mesmo, podem fazer pesquisas na net, informarem-se e não acreditarem em tudo o que lêem.

A velocidade a que o mundo começou a girar também me assusta, não gosto. Não é bom! Tudo tem de acontecer já! Se em menos de 2 ou 3 segundos (tempo que damos a nós próprios para uma página na net abrir antes de desistirmos e partirmos para outra) nada acontece começa-se a gerar uma ansiedade, nervos... gera-se uma incapacidade de aguardar, de "perder tempo". Perder tempo é tão bom... Ficar à espera, sem saber o que vai acontecer... ter surpresas... A net está a acabar com as surpresas! O mundo está a andar demasiado depressa.

Haverá mais coisas certamente que sim, mas estas são as razões sobre as quais me debruço.

O mal não está no mundo virtual, como sempre, o mal está nas pessoas! E elas andam no mundo real...

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

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