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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Desafio das 52 semanas: Semana 38

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Ora voltamos às segundas-feiras, pois então.... e pois então cá vai:

Desculpa, mas acho reles...

Eh pá... tanta coisa, mas tanta coisa que nem vos passa pela ideia! Mas como não quero que tenham que ler este post em vários capítulos, qual romance de 400 páginas, vou resumir. Falar-vos-ei daquilo que acho mesmo, mesmo, mesmo muito reles, claro que correndo o risco de deixar tantas outras coisas igualmente importantes de fora.

Uma das coisas que acho mais reles é a apetência, o regozijo, a idolatração do sofrimento animal. Não consigo conceber, entender, mesmo que faça o pino (que não faço, atenção... ainda tenho amor às minhas costas, cabeça, braços, e por aí fora) para ver de outra perspectiva, não consigo entender e acho profundamente reles a incapacidade de empatizar com outro ser senciente que, não sendo humano, sofre, sente frio, calor, dor, alegria, pânico, êxtase, que brinca, que corre, que pula e que, pasmem-se, confia no ser humano... confia nas mãos que o cuidam, que o alimentam, que lhe dão guarida. Mãos essas que um dia o traem e o apunhalam sem dó nem piedade, que o atiram para uma arena onde uma quantidade, apesar de cada vez mais pequena (não há quem segure a evolução, felizmente) ainda é considerável (1 pessoa, nestes casos, é uma multidão), de pessoas aplaudem e gritam "Olé", gritam, riem enquanto há um ser senciente (tão senciente como os demais) que sofre, sangra assustado, com dores e medo, enquanto lhe espetam farpas no lombo, sob os mais variados argumentos: é tradição (este é tão mas tão inqualificável... como se a tradição justificasse alguma coisa para além da falta de argumentos); é arte (?!?!?!?!.... a sério?... há quem consiga ver arte no sangue e no sofrimento em directo e a cores?!?...); o bicho não sofre (as crianças há 100 anos também não tinham alma! Agora já têm, felizmente!); o animal gosta (sim! Para muito "boa" gente a mulher também gosta de levar porrada...).... E por aí fora! Não interessa o argumento! Não interessa se há quem gosta! É reles, profundamente reles gostar de ver outro ser a sofrer, seja ele um cão, um gato, uma zebra, um touro... 

Outra coisa que acho profundamente reles, que me revira as entranhas, que me faz ter vergonha da espécie à qual pertenço é a injustiça, principalmente quando esta vem hipocritamente castigar as vítimas... sejam elas quem forem! Ninguém tem o direito de magoar ninguém, seja qual for o pretexto (tal e qual como o caso referido no parágrafo anterior). A luta do mais "forte" (não considero forte quem não está taco-a-taco com o outro) com o mais "fraco" (não considero fraca uma vítima de abuso), o abuso sob que forma for é repugnante. Uma pessoa é tão mais reles quanto consegue abusar de outra. Falo do machismo, da xenofobia, da homofobia, racismo... é reles! É nojento! É repugnante! Principalmente porque quem o é acha-se superior e como tal considera ter o direito de abusar do outro. Porque para gente assim o outro não é nada!

Ilustro o parágrafo acima com o caso da Injustiça proferida na passada semana no Porto, relativamente ao caso da mulher abusada sexualmente numa discoteca, por dois funcionários da mesma, quando estava inconsciente... aqui, o caso é ainda mais grave pois temos o tribunal, aqueles senhores que deviam defender as vítimas e castigar os agressores, a considerar que o abuso não deixou marcas graves, dado a senhora estar inconsciente (devido à ingestão de álcool) e porque os reles abusadores (homens à grande, ãh?!... para conseguirem seduzir uma mulher têm de a ter inconsciente e mesmo assim não conseguiram... tiveram de a violar! Valentes!) foram fofinhos e não a magoaram... Âh?!?!?... como disse, senhor juiz?!?... então, a ver se eu entendi... há a violação grave, a violação média e a violação fofinha, é isso?!... e se fosse com a sua filha, também fazia esta distinção? Quando é que vamos (como sociedade, e através da figura dos legisladores) olhar para todas as violações de forma igual? Uma violação é uma violação! Uma violação ocorre quando há relações sexuais não consentidas independentemente de ter deixado uma nódoa negra ou ou membros todos partidos. Uma violação deveria ter sempre pena máxima! Depois agravando-se consoante as ofensas corporais e físicas deixadas (mas seriam agravantes e nunca atenuantes). Não pode haver atenuantes para uma violação. A vítima até pode andar nua na rua, ninguém tem o direito de a forçar a ter relações sexuais. Quando é que vamos entender isto?....

Podia continuar por aí fora... há tanta coisa mesmo reles! 

 

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano

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