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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Eu não acho as crianças fofas e maravilhosas!

Pois é verdade!... Lamento desiludir-vos mas aqui a vossa Marquesa não morre de amores por criancinhas...

Já aqui há tempos comentei isso mesmo no blog da M.J (a propósito, quem não conhece, vale a pena lá irem todos os dias! Vão adorar!)! Não adoro crianças nem nunca adorei!

Quando eu própria era uma criança não tinha como brincadeira preferida as bonecas. Gostava de brincar na rua, como já vos contei, na minha vila em Lisboa, com os meus amigos, gostava de brincar com os carros que haviam sido do meu pai, gostava de brincar às profissões (ora professora, ora dentista, ora telefonista, ora bancária...), mas bonecas nem por isso! Enervavam-me as bonecas! Não dava para brincar a coisas giras com elas, principalmente os bebés... quando brincava aos pais e às mães com as minhas amigas não me voluntariava para ser a mãe... gostava de ser a irmã mais velha! - Psicólogos que me leem... eu sou um caso de estudo, eu sei!

Vai daí que nunca tive como grande ambição ser mãe! Nunca me derreti com os bebés, as crianças e essas cenas. Casei e engravidei ao fim de uns tempos. Nunca perdi horas de sono a pensar no tema, mas continuava a não adorar crianças, não babava quando via uma, não me derretia com os gu-gu-dá-dá da vida... não lhes fazia mal (aliás, nunca fiz mal a nenhuma criança, nem lhes desejo mal, atenção!), mas não as adorava! - Ahhhh, e as hormonas, não funcionaram, foi? - Funcionaram, claro que sim! Era ver cães fofinhos abandonados, o estado do mundo, a fome, famílias a fazer contorcionismo para poderem comer, pessoas felizes, um abraço, um beijo e eu desatava a chorar (claro que se algum dos intervenientes referidos fosse uma criança o efeito era o mesmo, chorava, como ainda choro! Choro - sem lágrimas, claro está - sempre que vejo alguém sofrer, mesmo uma criança, ou sempre que vejo alguém a atingir um feito incrível, mesmo uma criança). 

Mas a questão é que adorar crianças foi um processo que nunca se deu! Depois de ter a aspirante mai'velha, passei a amá-la com todas as minhas forças, a defendê-la de tudo e de todos, a estar com ela sempre, no bem e no mal, noites acordada quando estava doente, leva à festa, vai buscar à festa... a minha aspirante mai'velha (algo que se estendeu à mai'nova) era a criança mais linda e perfeita do mundo!... as outras crianças?!... nem por isso! Continuo com o mesmo espírito! Amo as minhas filhas, são lindas e maravilhosas, faço tudo (ou quase, vá) por elas... mas só porque são elas!

Por exemplo, as minhas filhas vão para casa das tias, dormem lá, vão para casa de amigas, dormem lá... os meus sobrinhos nunca dormiram cá em casa, as amigas delas raras são as vezes em que vêm cá a casa... quero dizer, agora já podem vir mais, já não são propriamente crianças, não é?...

Agora que já vos desiludi, será que ainda me vão continuar a ler?

Ps. Também acho que esta minha não adoração por crianças se deve em muito aos pais das ditas... mas isso fica para outro post!

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