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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Então e essa alimentação funcional?

- Então Marquesa, como vai esse alimentação funcional, com poucas calorias que é para ver se perdes as banhas, masé,  saudável e cheia de restrições?... Corre bem? Nunca mais disseste nada... comé qui éie?

- O vinho ontem estava bom, obrigada!  Afinal são uvas, ? E eu não fui proibida de ingerir uvas...

Marquesa de Marvila a dar facadas na alimentação saudável desde... desde há muitos anos, catano!

- Fónix!!! Segunda-feira recomeço tudo! Também mais vale prevaricar ao fim-de-semana, com um vinhinho, do que fazê-lo a semana inteira com vinhinho, chocolatinho, muninszinhos, etc... né? Por isso, estou no bom caminho! Não no excelente, mas no bom! 

Nutrição à medida do freguês...

Já que hoje estou numa de falar de alimentação, então cá vai... Pessoas, vocês preparem-se... preparem-se que eu não estou a conseguir preparar-me....

Amanhã vou à nutricionista!!!!  Que M-E-D-O!!!!!.... Mas não é uma nutricionista qualquer, nada disso! Que por aqui a malta não se contenta com o simples corte nas calorias... a vossa amiga, a vossa Marquesa preferida, eu mesma, vai a uma consulta de nutrição funcional, camandro!

Ahhhhhh!!! Boa, boa!!! Mas o que raio é isso, oh Marquesa? - perguntam vocês. (eu adoro fingir que vocês me perguntam coisas e têm interesse na minha vida!) Então, foi o dótore que mandou! Diz que é uma nutrição com base nas minhas necessidades. Que é uma nutrição que previne e ajuda a tratar/equilibrar as patologias. É uma nutrição à medida de cada caso. É uma nutrição que não conta calorias, que não prescreve uma dieta "chapa 5", igual para todos. Diz o dótore que me vai ajudar a prevenir as crises e a fazer regredir a Sjogren, que vai combater a inflamação generalizada do meu organismo. Que eu até já vou no bom caminho pois não consumo uma série de alimentos inflamatórios como carne e laticínios (ainda vou ao queijo, mas pronto!)

E eu espero mesmo que me ajude... já que as dores ainda não foram embora, o cansaço também não e já agora, queria perder estes 5 quilos ganhos nas férias (se der para perder os outros 4 ou 5 que já tinha a mais antes das férias também não era mau...).

A modos que é assim... Amanhã terei uma pequena história de terror para vos contar já que aposto, 1 rim, que ela me vai proibir gelados, chocolates e gelados de chocolate... e eu vou chorar!... se ela me proibir as castanhas, eu sou capaz de cometer um crime!... as castanhas não, senhores! As castanhas é que não, que agora vem o Outono e são a única coisa que me consola até à primavera!

É por isto que sou vegetariana!

"Atão, mas afinal porquê que te tornaste vegetariana?"... esta é a pergunta que mais ouço quando digo que sou vegetariana (Ovo-pouco lácteo-vegetariana). Normalmente não é uma pergunta inocente. Normalmente vem carregada de escárnio, de superioridade, de gozo... Ora bem, aláber.... Um porque sim! Deveria ser suficiente! Quando a pergunta vem carregada de menosprezo, superioridade e palermices do género, normalmente esta é a minha resposta: Porque sim! ou Porque quero! ou ainda, Porque posso!, um sorriso nos lábios e uma tremenda decepção do outro lado misturada com vergonha.

Muitas vezes a pergunta não se limita a um "Atão, mas afinal porquê que te tornaste vegetariana?", normalmente segue-se um: "A carninha é tão boa... olha eu, como é que eu passava sem o meu baconzinho ou o meu entrecostozito.... ahahahahhahahahahah".... Pois, passavas com menos colesterol, mas isso é um problema teu e não meu. Talvez te tornasses também uma pessoa menos execrável e parva.  Mas, mais uma vez, esse é um problema teu!... como referi acima, a minha resposta é: "Porque sim!". 

Só desenvolvo a questão quando percebo que o interesse da pessoa é genuíno, que quer mesmo saber, que não está a fazer juízos de valor nem a pôr em causa as minhas decisões. E aí eu explico, tal como vou explicar-vos a vós, que não perguntaram nada, mas eu vou dizer na mesma:

Pelos animais, em primeiro lugar! Em segundo lugar pelo planeta!

Mas, vamos por partes. Eu adoro peixe, adoro marisco, tenho uma profunda pena de ambos não serem vegetais, frutas ou tubérculos, mas são animais e só por isso não os como. Por eles! Não por mim, que eu emborco uma data de porcarias que só fazem é mal, tipo açúcar, chocolate, gelados, gelados de chocolate... vá, acorda pá! 

A carne... a carne já não sei se gosto! Não a como há tantos mas tantos anos que nem me lembro se gosto ou não! Seria incapaz de voltar a comer carne. Mas sei que gostava quando a deixei de comer. Adorava enchidos. O meu prato favorito era Cozido à Portuguesa... agora, só de passar perto do talho fico com náuseas. O que está no prato não é um bocado de uma coisa. É um bocado de um animal. Um animal que é senciente, que sofre, sente medo, frio, calor, alegria e tristeza... e só isso faz com que eu seja incapaz de os comer. Não me cabe na cabeça comer um animal. A minha "diaba"?!?!.... eu seria incapaz de comer a minha "diada", então como poderei ser capaz de comer uma vaca ou um porco que têm exactamente as mesmas capacidades que ela? Que sentem da mesma forma que ela?.... Não dá! Não consigo!

E os peixes a mesma coisa... são animais! Sofrem, sentem. Não faz sentido comê-los! Há tanta coisa que podemos comer, tanta coisa saborosa, deliciosa mesmo e que não contribui para o sofrimento dos animais.

Depois o planeta. A indústria pecuária é a maior fonte de poluição mundial. Não há nada que se lhe equipare. Para terem uma ideia, se apenas nos EUA, e apenas um dia por mês, todos os americanos deixarem de comer carne é o equivalente à paragem de todos os veículos motores (carros, barcos, aviões, motas) no mundo inteiro, em termos de impacto ambiental. É brutal! Se continuarmos a comer carne desta forma o planeta não dura muito, não vai aguentar. As Nações Unidas já avisaram, ninguém quer saber. E atenção, que ainda temos a questão da soja. 90% da produção de soja no mundo, que destrói as florestas, serve para alimentar o gado, suínos e aves. Quanto mais aumenta o consumo de carne, mais aumenta a produção de soja. Até aos anos 40 a produção de soja era quase exclusiva para a alimentação de animais. Apenas 10% é para a alimentação humana.

O peixe, esse desgraçado está prestes a acabar nos oceanos. Não há muito mais a dizer sobre o peixe.

Esta é a minha perspectiva! É por isto que não como nem carne nem peixe. Os ovos e o queijo serão os próximos (não bebo leite nem iogurtes, nem como manteiga).

Depois há uma questão que me encanita os nervos... porquê que é tão incómodo para os omnívoros que existam vegetarianos? Em que medida este facto os pode incomodar tanto?... Não entendo! Não entendo onde está o motivo de gozo. Ou melhor entendo... As pessoas têm tendência para gozar por dois motivos:

- Medo. Medo de serem inferiores; medo de estarem do lado errado; medo de serem ultrapassados; medos vários...

- Sentimento de inferioridade: Precisam de gozar com os outros para se sentirem bem.

E ainda, há os que são só parvos! Que, quando se fala em vegetarianismo, aparecem aos magotes!