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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

É a dar tudo...

Agora é que é, caraças! Agora é que ninguém me segura... talvez seja melhor ir mais devagar, catano! Ainda me aleijo, masé!

Fui onde, fui onde?!... Alvíssaras para todos!!! Ao dótore, claro! Onde mais haveria de ser?... já que as Caraíbas estão caras e agora diz que está lá Inverno...

Pois que fui ao dótore, pois que me mudou alguma medicação (para quem chegou agora, eu para além de doida tenho uma doença crónica ao nível das auto-imunes), pois que me falou de novo na alimentação e.... e... e.... vocês segurem-se que isto vai ser duro! Vai ser como levar com uma tábua com ferros nas fuças a alta velocidade... (pelo menos para mim foi!) e... e... exercício físico!

Ohhhhhhh (desilusão nas vossas bonitas faces... que eu vejo tudo!)!!!!! Ohhhhhhhh!!!!!!.... Só isso?!?.... mas ele já não te tinha dito isso?!.... Maisómenos... ele tinha dito que eu tenho de fazer exercício físico, ponto! E eu tive um pequeno avc perante tal perspectiva... agora disse-me assim, atentem, senhores, atentem:

- Tem de fazer exercício físico TODOS OS DIAS!!!

Claro que tive de ser reanimada! O que vale é que o dótore sabe reanimar pessoas... foi a minha sorte, e a vossa se não já não me poderiam ler e o que seria de vós sem a minha escrita?!...

Já recomposta o dótore continuou, como se nada se tivesse passado... eu ainda olhei para trás não fosse alguém estar ali posicionado e o dótore estar a consultar duas pessoas ao mesmo tempo (há que rentabilizar.)... mas não estava ninguém! Ele estava mesmo a falar comigo...

- Tem de fazer exercício físico todos os dias, e ir da cama para o sofá não conta como caminhada.... Ora bem... tem de fazer uma actividade que fortaleça os músculos e corrija a postura, tipo Pilates ou Yoga, por exemplo (e eu neste momento saí do meu corpo, planei por cima da sala e fiquei lá num cantinho a levitar e a ver o dótore a debitar assunto para aquela desgraçada que ali estava...), tem de fazer uma actividade mais cárdio, tipo natação, corrida (ahahahahhahahahahah!!!! Só se vier um rinoceronte atrás de mim... diz que são agressivos e correm bastante), luta (ahahahahahhahahahahah!!!!!!! Eu, sou da paz!), dança (ahahahahhahaha!!!! Já em delírio... eu tenho dois pés esquerdos, e dançar cansa muito, catano!), e ainda tem de fazer uma actividade de meditação (pronto! Agora já estamos a falar a mesma linguagem! Essa eu sou capaz de fazer!.... "Ahhh... mas também tem de fazer as outras".... chato, camandro! Eu pago-lhe para ele me tratar assim?!...).

De maneiras que a minha vida agora vai ser isto... só não sei é quando... ele isso não me disse e eu não perguntei... pode ser depois de falecer?... é que se for antes eu sou capaz de me finar com tanto exercício físico... e tenho para mim que o meu organismo é capaz de me abandonar e fugir de casa com tanta actividade... pode mesmo ser considerado maus tratos, não pode?...

Claro que esta epopeia começou bem, nem vocês esperavam outra coisa, não é?... Ontem, chegada ao palácio fui-me entreter no Instagram, esse paraíso de gente fitness e saudável, e deparo-me com uma página de uma lade que faz crossfit e é fitness e treina todos os dias (esta malta não faz exercício físico, esta malta treina, minha gente!... é todo um outro nível!... ainda hei-de lá chegar... ou não!), e tudo e tudo, e... estava lesionada! Aleijou-se! Doía-lhe um ombro, oh lá o que era... E eu, porra! Coitada! E o dótore quer que eu me meta nisto (sim, ele também me falou em crossfit, mas eu nessa altura já estava a levitar e a ouvi-lo lá ao longe, como nos sonhos... uma voz distante e distorcida...)?... esta jovem, que tem menos 20 anos que eu (ela era criança, tinha uns 5 anos, mais ou menos...), é toda fitness, não tem preocupações nem doenças, nem artroses, nem artrites, nem bicos de papagaio, nem as cruzes enferrujadas, aleija-se assim, o que me acontecerá a mim?!...

Eu acho que se conseguir ir da cama para o sofá e vice-versa, pelo menos 3 vezes ao dia, serve como actividade física de alta intensidade e não deve aleijar tanto...

Antes as Caraíbas!

Aiiiiiii, pessoas.... vocês sabem lá o que tem sido a minha vida nestas duas últimas semanas... sabem lá!!... Gostava tanto de vos dizer que estive nas Caraíbas a banhar-me ao sol e nas suas águas tépidas e azuis turquesa, rodeada de iguanas e peixinhos tropicais, a beber uma piña colada e a ouvir reggae.... mas não! Nada disso... a minha vida foi passada entre algum (pouco) trabalho e uma tristeza profunda.

É! Foi isso! Uma apatia, uma tristeza que veio de dentro e que me me fez parar e não conseguir fazer nada. Mas o que é que te aconteceu, cara Marquesa? Nada! Não aconteceu nada! Ou melhor, aconteceu tudo... tudo o que tem vindo a acontecer desde há uns tempos... a doença, a falta de trabalho, a consequente falta de dinheiro, as preocupações... começa-se a entrar numa espiral descendente difícil. Tem-me safado a minha psicóloga e as consultas semanais.

Tenho-me "obrigado" a reagir, a fazer coisas, mesmo que poucas, a fazê-las. Uma das coisas que tenho feito é ler-vos. Sigo alguns de vós, muitos me arrancam sorrisos, outros fazem-me pensar, outros, como a querida Bruxa Mimi que me referiu como um dos blogues a ler, que me enchem o coração!  (Sobre esta tão honrosa nomeação falarei num post próprio, pois merece e eu estou tão grata!) De uma forma ou de outra têm-me ajudado e por isso vos quero agradecer.

Uma das coisas que tenho sempre em mente e que muitas vezes não consigo cumprir, mas que me faz tão bem, é escrever. Adoro escrever, adoro ler, e estar aqui a escrever-vos e a ler-vos é tão, mas tão bom! Um dos meus compromissos é fazê-lo todos os dias! Terei de o fazer, algumas vezes, como um remédio. Um remédio bom que, ainda por cima, não tem efeitos indesejáveis.

Entre esta profunda tristeza a minha vida não parou... nunca pára, catano! Nem consigo deprimir em condições... Cortei o cabelo (não sei se gosto! Acho que não!), fui ao baile de finalistas da aspirante mai'velha, fui a médicos (claro! O que seria a vida deles sem mim?... Ah pois... disto ninguém fala...), fui chorar para a minha psicóloga! Também me ri... já vos disse que não consigo deprimir em condições! Eu, às vezes, tenho uma tendência para rir em vez de chorar... antes isso!

Camandro, agora que me leio acho que vou ali dentro deprimir mais um bocadinho com esta perspetiva de não conseguir deprimir em condições...

Não sou pessoa de uma força gigante, acho eu!, mas tenho uma capacidade gigante, qual Fénix, de renascer das cinzas... estes últimos dias foram mais difíceis, o meu renascimento demorou um pouco mais... normalmente é no dia seguinte à "morte"... mas cá estou eu, de novo! Espero assim manter-me por muito tempo.

Da próxima vez que me ausentar, amigos, que seja mesmo para ir até às Caraíbas, Nova Iorque, Maldivas... ou Algarve! Também pode ser!

Ps: Uma mensagem que quero deixar a todos: Se quando nos dói os dentes vamos ao dentista, quando estamos doentes vamos ao médico, a depressão é também ela uma doença e não um estado de espírito e como tal devemos ir ao psicólogo. Eu não estou com depressão, estive e tenho frequentemente estados depressivos. A minha vida não tem sido fácil, mas estou a ser acompanhada para que não só não desenvolva uma depressão como para ultrapassar todas estas questões que me deitam abaixo e me deixam doente.

Um problema de pele...

Como já tive oportunidade de vos dizer, fui à dermatologista. Ora a sô dôtora, receitou-me um creme xpto para a cara. Diz que retém a água mas sem ser oleoso...

Eu estou farta, fartinha de gastar dinheiro em cremes que depois são uma m***da para a minha pele. Eu sou pessoa pouco dada ao despender muito tempo em tarefas várias, nomeadamente ao nível da beleza... não é falta de tempo é mesmo falta de paciência, vulgo preguiça. Vai daí que quanto menos mistelas produtos tiver de utilizar na minha rotina diária melhor. Mas... atenção... mas, eu sou pessoa para ter sempre a pele hidratada, ou tento, vá, que não tem sido fácil encontrar um hidratante bom para mim.

Um dos sintomas da minha amiga síndrome, é a pele seca, não por falta de óleo mas sim por falta de água, comichões, escamações e outros ões diversos, para além da alergia solar. Ora, a minha pele é mista, logo não posso botar um creme gorduroso nas minhas fuças, sob pena de parecer um farol. Depois eu tenho alergia ao sol, logo tenho de pôr protetor solar. Depois sou gaja e gosto de ter uma corzinha na cútis facial... é muita informação e muito mistela produto junto... daí o meu problema.

Lá fui à dermatologista que, perante as minhas queixas me receita um creme hidratante. "Ahhhhh!!!! Ok! Dótora, atão temos cremezinho hidratante para por na face... atão e o resto? Tipo protecção solar?...."; "Também tem de pôr, diz ela! Esta marca tem uns bons!"... Quais?, perguntam vocês, e eu também... Ninguém sabe. Uns muito bons! Seriam bons se eu não tivesse um problema de pele, mas tenho!

Então, dá-se o caso de eu precisar de:

- Desmaquilhante que não me entupa os poros, que não me deixe a cara oleosa e não me resseque a pele;
- Creme hidratante, não oleoso que retenha a água;
- Protector solar, que não me deixe a pele a brilhar como um farol mas que também não ma seque (já vi que há gordos e matificantes, mas para mim nem um nem outro servem...);
- Um bb cream, ou uma cena qualquer com cor mas que não esfarele (a minha pele sem água tende a esfarelar) nem ma deixe oleosa.

E tudo isto sem parecer que betumei a cara. Odeio caras com betume!

Será que estou a ser muito exigente?!?... 

Não me apetece comprar o creme que a sôtora receitou pois não sei se será bom para mim, já que ela nem olhou para a minha cara...

Estou tentada a pedir amostras às marcas...

Sugestões, quem tem?

Médicos, médicos... Outra vez os médicos...

Médicos, médicos.... Já há muito tempo que não falava destes meus velhos amigos (nop)... Desde a última vez que tive de lá ir... as minhas experiências com médicos raramente são positivas.

Cada vez gosto menos deles... é triste mas é verdade... Pouco são os médicos que estão efectivamente ao serviço do cliente/utente/doente (depende das situações); Muitos são os médicos que estão ao serviço do seu ego e de mais qualquer coisa que não sei definir...

Ontem fui ao médico... o melhor, à médica. Uma senhora muito simpática (a sério, sem ironia, que eu também sou pessoa que sabe ser séria) e tal... a sua especialidade é dermatologia. Ora, a minha querida amiga síndrome dá-me muita chatices ao nível da pele. Ele é alergia insuportável ao sol, ele é pele seca mas mista (ou seja, não é falta de óleo mas sim de água), ele é comichões, babas, feridas, vermelhidões, escamações... então lá fui eu, toda lampeira para a consulta.

Ora, a consulta foi coisa para demorar uns estrondosos 10 minutos. Eu sei que a malta tem pressa, que a vida não está para demoras, que há muito que fazer e que tempo é dinheiro, eu sei isso tudo! Mas, médicos, amores de mi vida, do outro lado está uma pessoa, bale? Não é uma qualquer estrutura que basta olhar, botar a mão no queixo e "Ora vamos lá ver... é botar mais um bocadinho de betão e cortar ali a esquina e está pronto!". Não! A malta é uma pessoa, gente, seres humanos (uns mais humanos que outros, é certo, mas mesmo assim humanos). A ciência já sabe há uns anos que os humanos são seres sencientes (médicos, seus fofos, significa que sentem! Têm emoções, dores, sensações térmicas... essas coisas chatas que nos diferenciam de uma parede).

Eu também sei, que sou moça com alguma inteligência, que os médicos salvam muitas vidas. Não é isso que está em causa. Muitas vezes as vidas são salvas com o doente inconsciente, não há como não confiar no médico, certo?

Eu estou a falar de pessoas como eu, que têm doenças crónicas e outras que têm doenças agudas, que vão ao vosso consultório. Essas pessoas merecem, não só ser vistas (olhadas, mesmo), como devem ser entendidas no seu todo. Se eu digo: "Tenho receio de tomar determinado medicamento por causa dos efeitos secundários...", não basta dizer: "Vai-lhe fazer bem! Vá, tome lá a receita." Eu tenho 44 anos, sou pessoa com formação, sou um ser humano, não preciso da vossa condescendência. Sou eu quem tem de viver com a doença toda uma vida, sou eu quem terá de viver com os efeitos secundários e até com os que poderão ser irreversíveis ao fim de um tempo de toma.

Eu não preciso de um médico, agora falando do meu reumatologista, que me diz: "pode comer tudo normalmente", entre outras pérolas, e depois chego a casa e leio nas notícias que houve um congresso científico em Portugal e que já é mais do que sabido que a alimentação tem um impacto enorme nas doenças auto-imunes, pode até fazê-las entrar em regressão ou em exacerbação... Então?... Em quê que ficamos, caro doutor? Aqueles senhores do congresso, não são uns esotéricos malucos, são os maiores cientistas mundiais ao nível das doenças auto-imunes... O caro doutor possivelmente também lá esteve...

Eu sou uma pessoa e mereço consideração. Já disse e repito, repetirei até que me deixe de doer a alma (sim, comigo é ao contrário... já que a dor é crónica...), eu não preciso de uma receitinha nem tampouco de condescendência. Eu mereço fazer parte do meu tratamento.

Estou tão fartinha disto, senhores... tão fartinha... 

Começo a sentir-me desesperada. Podia ir procurar outro reumatologista?... podia! Mas não conheço nenhum e corro o risco de me sair outro igual a este... seria o mais certo!

A mim dói-me mais porque é a mim a quem dói...

Hoje apetece-me purgar... Estou com dores e farta de me sentir assim... Há dias do catano e hoje é um deles... Não me apetece ler porque tudo que leio me faz ficar ainda mais em baixo... Uma pessoa ao fim de 44 anos a fazer de tudo e mais um par de botas já deixou de acreditar em frases feitas e finais felizes. Nada temam... amanhã já me passou! E lá vou eu voltar a acreditar que a vida é linda, e viver é maravilhoso e eu sou uma sortuda porque se tenho dores é sinal que estou viva e se estou viva é porque não estou morta (já dizia a filósofa), e não estar morta deve ser fixe, digo eu que não me recordo de alguma vez ter estado morta!

Hoje, se não me quiserem aturar podem ir ler para outros blogues... Eu sei que há vidas piores do que a minha, mas isso hoje não me consola, bale? Não é por haver quem sofra mais do que eu (a propósito, já alguém andou por aí a medir sofrimentos para eu ler a estatística? Estou curiosa!) que o que sinto deixa de me fazer sofrer. "Ah, mas à D. Etelvina dói-lhe mais do que a ti?!..." A sério? Mesmo a sério?... Onde está a escala?... O meu reumatologista diz que tem uma escala, então pergunta-me assim: de 0 a 10 quanto é que lhe dói?... E eu respondo. E ele aponta, todo contente com a sua escala científicaócoiso... E eu pergunto, como é que raio ele sabe se o meu 10 é igual ao dele? Ou ao 10 do Carlos? Ou ao 10 da Paula?... Não sabe! Então para que serve a porra da escala?... Esta merda chateia-me. Se ninguém sabe quanto é que o outro sofre, vamos lá deixar de fazer comparações, pode ser?....

Hoje a mim dói-me mais do que a todas as outras pessoas do mundo, pode ser?... Ou então não, mas como é a minha dor e é a mim que me dói custa-me mais a mim do que aos outros e vice-versa. Não me venham, por favor, pela santa e santinhos, dizer que eu não me devo sentir assim que há quem esteja pior, bale? V-o-c-ê-s-n-ã-o-s-a-b-e-m!!!!

Hoje dói-me o corpo e dói-me a alma... Ai que cliché... Deixem-me! É o meu cliché!... Hoje dói-me tudo e permitam-me que e sinta assim, se não não conseguirei curar esta dor...


1, 2, 3... 1804 drunfos em 5 meses...

Comecei ontem a nova medicação. O relato podia acabar por aqui, mas não! Se acabasse eu não seria a Marquesa de Marvila.

Quem me conhece sabe, e quem não me conhece também já vai sabendo, que eu odeio, odeio mesmo de não gostar nadica de nada, tomar medicamentos. Acho que foi por isso que não me tornei toxicodependente. Isso e medo de morrer, vá.

Neste preciso momento sinto-me idosa, sim, eu sei que não vou para nova, vocês também não, temos pena... Mas sinto-me mais idosa do que me sentia antes da medicação. Porquê? Bem, a modos que tenho de tomar  comprimidos ao pequeno-almoço, 3 ao almoço, 2 ao jantar e 1 ao deitar... E ainda me faltam comprar mais 2 medicamentos. Nas horas vagas pode ser que tenha tempo para fazer outras coisas, quiçá. Com alguma organização, entre um comprimido e outro sou capaz de conseguir ir fazer xixi, escrever qualquer coisa rápida e até, na loucura, sou capaz de conseguir trabalhar qualquer coisa, tipo 10 minutos. Pode ser, vocês atentem, pode ser que até arranje tempo para dormir. Uau!!! Sou ou não uma super-marquesa?

O Marquês diz que me vai comprar uma caixinha com os horários para os drunfos... diz que as há bem jeitosas na loja do chinês. Pode ser que ele seja um querido e me ofereça uma pelos anos... Ah ! Espera... só faço anos em Setembro o que significa que até lá, e a manter-se assim, até lá já terei tomado 1804 comprimidos. Porra! Fora os que tomarei para uma dor de cabeça ou outra... Fónix! Em 5 meses e uns trocos vou tomar mais drufos do que já tomei toda a vida.

E que tal te sentes, Marquesa?... Errrrr.... como direi... sinto-me idosa... sinto a cabeça zonza, vazia (Podem parar com a risota, não teve graça, ok? Não se goza com os doentes... Ahahhhahahah!!! Gozem lá à vontade, masé! Que eu faço o mesmo.)... e ainda me falta tomar uns drunfos que diz que podem ter alguns efeitos secundários, tais como insónias... 'soas da minha vida, amanhã estarei imprópria para consumo, caso se me dê as insónias, ó caraças. É que se eu não durmo sou pessoa para me tornar agressiva, violenta ou monstruosa... ou então não. Fico mais tipo zombie, incapaz de me mexer... Diz também que estes efeitos secundários passam ao fim de uns dias... a ver vamos... Já vos disse que odeio tomar medicamentos? Mas diz que é para ver se o raio da síndrome entra em remissão.

Diz também que quando os medicamentos começarem a fazer efeito, daqui a uns tempinhos curtos, espero eu, vou começar uma nova alimentação, rigorosíssima... ahahahhahahahahah!!!!! Quer-me parecer que é nessa altura que eu vou desejar os comprimidos... Porra! Não basta ter uma merda de uma doença crónica ainda vou ter de deixar de comer coisas "boas", vá saborosas...

Diz que a malta demora cerca de 2 anos a aprender a viver com uma doença crónica, eu ainda só a estou a viver há 9 meses... Está quase!!! Temos de ser optimistas....




Olhó aparelho dentário pró caraças...

Aqui pelo palácio, até à data, a grande e maior cliente dos senhores dentistas era eu. Pois que a minha companheira de viagem, a minha síndrome auto-imune, faz com que tenha muito pouca saliva e ainda por cima de má qualidade o que me dá cabo dos dentes, ó camandro. Mas eu "ómenos" vou lá largar o dinheirinho mas sempre vou fazendo algumas coisitas, tipo arranjar, por massa, desvitalizar, etc e tal...

Felizmente, tanto o marquês como as aspirantes têm umas dentuças "ducaraças" e nunca tiveram uma cárie na vida. Sim, é verdade o senhor marquês não sabe o que é uma cárie. Das poucas vezes que foi ao dentista nem pagou... abriu a boca, fechou e veio embora com um "sim senhor... este não há-de ser nosso cliente, a não ser que lhe partam os dentes...", o que por acaso já aconteceu... já partiu os dois dentes da frente, mas de resto não tem mais histórias de dentistas para contar... 

As aspirantes tomavam alegremente o mesmo caminho de senhor seu pai, benzásdeus, quando alguém se lembra: "Oh aspirante mai velha, tu ficavas mesmo bem era com um aparelho nos dentes..." Claro que foi um dentista que se lembrou disto... já que cáries ali não moram e os senhores têm casa e contas para pagar, lembraram-se desta. Pois que sim, senhora, dissemos nós. Ela tem os dentes para o afastado, e vai daí ok... 'bóra lá pôr o aparelho...

Bota em cima, bota em baixo (nunca deveríamos ter permitido o "bota em baixo", mas enfim...)... toma lá 500 e tal euritos, que o seguro paga o resto. Vai que a miúda entrou numa aflição logo com o aparelho em cima (ainda sem ter o de baixo). Deixou de poder comer. Sempre que comia, pimbas saltava um bracket (ou lá como é que essa porra se chama e escreve...), mas isto a comer miolo de pão. Fruta, não come mais do que bananas e têm de estar maduras. E o raio do aparelho sempre a partir, e a saltar, e a miúda a chorar, e o dentista a ralhar e ela a não perceber como é que fazia tudo o que lhe era dito e aquela porra sempre a partir... E a ver as colegas a comerem amêndoas e nozes e os aparelhos delas sempre impecáveis e ela a beber água e aquela porra a partir...

Vai daí, põe o aparelho em baixo... a saga continua...

8 meses após o raio do início do aparelho, vem a pergunta do dentista: "Aspirante, chateia-te muito teres os dentes separados?..." a ela não a chateia nada. Ela apenas pôs o aparelho porque lhe foi vendido dito que era uma questão de saúde, que o facto de os dentes estarem separados podia fazer com que começassem a abanar... Enfim... Após o dentista nos ter garantido que não era uma questão de saúde mas apenas estética (se soubéssemos isto nunca ela teria posto o aparelho porque ela gosta dos seus dentes separados), dá-se o veredicto: Ela vai ter de tirar o aparelho... Não sei o que se passa... Já falei com outros colegas... Deve ser a qualidade da saliva... Os dentes dela também são muito pequenos, têm pouco superfície... blá, blá, blá..... E coiso e tal....

E assim se deitam mais 500 euros para a sarjeta, mais o valor de cada consulta de cada vez que lá foi fazer a manutenção....

Assim, sem mais mas nem porquês... E ainda me disse que, quando lá formos para tirar o aparelho (para a semana) tenho de assinar um termo de responsabilidade.... Ãh?!?!.... Eu?!?!... Responsabilidade do quê?!...

Claro que queremos outra opinião, claro que vamos procurar outras respostas... O dinheiro é algo que merece todo o meu respeito e não consigo pensar em pegar nele e deitá-lo fora, assim... Haveria tanto que eu teria feito com esse dinheiro... Fónix!!!

Amanhã é dia de ir ao reumatologista e ele não faz porra de ideia do que se passa comigo...

Ora bem, amanhã é dia de ir ao reumatologista...Mostrar exames, análises e fazer perguntas... Como ando nisto há pouco tempo (mais ou menos 7 meses), ando completamente "à toa". Diz que o meu doutor reumatologista é especialista no tema e tudo e sabe mesmo bué sobre a minha síndrome, mas o doutor reumatologista não é muito dado à conversa e vai daí guarda toda a sua sabedoria para ele, e eu saio de lá completamente "às aranhas"... Ando a pensar mudar de doutor reumatologista mas, tal como vos disse, ando nisto há pouco tempo e não conheço mais nenhum. Assim, tal como diz o ditado "mais vale um reumatologista na mão do que dois a voar", conhecem o ditado certo?

Bem, dizia eu, amanhã é dia de ir ao doutor reumatologista e eu, para além das análises e exames que lhe vou mostrar, tenho a certeza que vou sair de lá na mesma ignorância com que entrei... Já pensei levar uma lista de perguntas mas parece-me sempre uma hipótese tão parva...

Esta síndrome é um verdadeiro mistério para mim, vai-me valendo a net mas essa todos nós sabemos que não é de fiar. Já vou conhecendo o meu corpo, já sei a léguas o que me vai fazendo mal. Mas, o que me vai fazendo mal é uma parte muito substancial da minha vida, nomeadamente a minha profissão. Este ano comecei-o decidida a mudar muita coisa, muito porque quero mas a maioria porque tem mesmo de ser. Acho que esta síndrome me está a obrigar a deixar para trás uma série de coisas que me fazem mal para agarrar outras que me fazem feliz, e eu vou aproveitar o empurrão. 

Profissionalmente terei de mudar muita coisa. Gosto muito do que faço mas não consigo fazê-lo. É fisicamente extenuante e causa-me um grande sofrimento. Ao contrário do que estava à espera, o Inverno tem sido muito mais meu amigo do que o Verão (aiiiii... e o que eu gosto do Verão, senhores....), um dos motivos prende-se com a minha profissão o outro, acho eu que terá a ver com o sol e com o não poder apanhar....aiiiiii.... o que eu gosto do Verão e do sol.... Esta é uma das perguntas que eu tenho para fazer ao meu doutor reumatologista: O que devo fazer para me aguentar fisicamente a trabalhar? E porque raio não posso apanhar sol?... Ele já me disse que não posso mas não me disse porquê e eu acho que tenho o direito de saber. Não será certamente porque ele acha que eu fico mais bonita menos bronzeada... Digo eu!

Neste momento sinto-me mesmo obrigada a mudar muita coisa... Mudar aos 44 não será tarefa fácil, digo eu! Mas é possível, claro que é! É sempre possível, basta querer. E claro, eu quero! 

Quero?!... Há aqui uma margem muito ténue entre o querer e o ter de ser... Uma linha muito fina que os separa... Mas de uma coisa eu tenho a certeza, eu vou mudar muita coisa, apesar de isso implicar muito na minha vida, até nas pequenas coisas que me fazem mal como, gente parva, deitar-me tarde (e eu sempre fui tanto da noite... nunca gostei, nem gosto de acordar cedo. Gosto de ler pela noite fora, de ver séries e filmes...), fazer fretes, estar mais com quem gosto, ter mais amigos e conviver com eles (mais durante o dia, lá está... que o último convívio foi duro e acabou às 5 da manhã... fiquei de cama durante 3 dias... mas foi tão fixe. Depois conto-vos), fazer mais o que gosto, voltar a mudar de profissão, ou pelo menos fazer menos o que mais faço agora, ser mais independente (principalmente financeiramente) o que também pode significar ter mais dinheiro (não, não vou assaltar um banco, sosseguem... Vou trabalhar mais e noutras áreas), escrever muito mais (já que eu gosto tanto e me faz tão bem)... enfim, poderia continuar... Como vêem, não será pêra doce e não são resoluções de ano novo. Poderíamos estar em Maio que eu estaria a escrever o mesmo. O que acontece, e eu acredito mesmo nisso, é que o nosso corpo obriga-nos a parar a mudar o que não está bem, o que não nos faz feliz, "et vóila... c'est ça..." (oh eu a falar estrangeiro...).

Amanhã é dia de ir ao doutor reumatologista e ele não faz porra de ideia do que se passa comigo e acha que eu sou apenas e só um monte de tecido, de células e órgãos portadora de uma síndrome que ele conhece muito bem... Conhece a síndrome mas não me conhece a mim e não faz porra de ideia do que esta síndrome significa na minha vida e, aposto, não vai perguntar...


Como assim anestesia geral?!?...

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Alerta vermelho!!! Mayday, mayday!!!

Ontem, neste meu périplo pela saúde, entre médicos, hospitais e exames, ó caraças, fui a uma consulta de gastro, pedida pelo meu parceiro de crime, Dr. reumatologista... Ainda ponderei adiar, mas a próxima vaga era para Maio e eu pensei: "Deixa-te de merdas cenas e vai lá masé à consulta!", e fui toda lampeira, toda segura de mim, a transbordar confiança.

Mais valia ter ficado quieta e ter esperado por Maio a ver se a coisa se dava de outra forma... Mas não! Lá fui, feliz e contente... Ora toma lá masé mais análises para fazer, "fixe! Venham elas que eu já estou pró", oh a confiança, estão a ver?... duas ecografias, "Ah, pinners (como diria o outro)"... e uma endoscopia!!!... Pronto... Pernas bambas, música do Bonga a soar em fundo (podem pôr aí no youtube para dar mais drama ao texto)... E a médica olha para mim no momento em que eu pergunto (já com a confiança nos pés), "mas diz que esse é um exame f***d**d** chato", e ela diz-me consoladora "não! Não custa nada! Vai levar anestesia geral e nem sente nada..." Este foi o momento em que desmaiei (mentira! Mas é para ter mais drama!).

Como assim anestesia geral?!?... Aquela cena que põe uma pessoa a dormir involuntariamente e com um acordar do demo?!?... Isto se puder dar graças a Deus por ter acordado, que é sabido que há malta que se recusa a acordar.... E pronto, baixou em mim, não a hipocondríaca mas a mariquinhas! Há que dizê-lo com toda a frontalidade e sem medos: Eu sou uma mariquinhas! E vai daí estou cheiinha de miaúfa com a anestesia geral... Já levei duas vezes, em cenas sempre ligeiras de pouco tempo, tal como esta será, e não gostei, meus amigos, não gostei! Gosto muito pouco de cenas que me alterem a consciência, só por isso é que não enveredei pelo mundo da droga. Isso e medo de agulhas, vá! E medo de morrer, também! Diz que é cena que faz mal à saudinha e para isso já basto eu!

Eu sou pessoa para ficar a bater mal com um valium na veia... (Um dia em que fui às urgências com uma cena na coluna em que não me mexia...) E aquilo não foi bom, nada bom! Pesadelos, agitação nocturna e o catano!

E pronto, meus amigos aqui a vossa marquesa favorita vai fazer um exame dos infernos (eu sei que muita gente já fez, conheço quilos de gente que já fez, e sobreviveu...), com uma anestesia geral... é só daqui a 15 dias, mas já vos estou a avisar! Tenham paciência comigo nos próximos tempos, eu estou sensível!!

E vocês, como foram as vossas experiências no mundo das endoscopias e anestesias gerais? Não me enviem histórias com drama, sangue, mortos e feridos, por favor! Só coisas bonitas como unicórnios e sonhos côr-de-rosa, please.

Doctor, I have a Pain...

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Pois que esta semana fui experimentar uma novidade para a minha saúde... A ver se me ajuda!
Medicina Ayurvédica (aqui está uma palavra difícil "comó raio" de dizer... pelo menos para mim). E nunca sei se diz Ayurvédica ou Ayurveda. Alguém pode iluminar esta pobre alma?

 

Esta abordagem faz-me sentido, como aliás qualquer abordagem que modifique hábitos alimentares nocivos e nos promova a saúde. Bem, eu resolvi experimentar esta.

 

A consulta teve a sua graça... o sr. doutor é mesmo indiano, da Índia e tudo e não fala português... Ah, dizem vocês, mas deve falar inglês... Fala! Com certeza que fala e tenho quase a certeza absolutinha de que fala muito bem inglês. Aliás eu percebi tudo o que ele disse (sou esperta "comó raio" - tenho a sensação de que já utilizei esta expressão algures). Então, dizem vocês novamente, qual o problema? Como diria uma queridaamigafofabloguerócoiso, o problema não é ele sou eu! É que eu sou gaja para perceber tudo e tudo e tudo em inglês, mas falar é que "tá quieto", em compensação consigo a proeza (já pouco vista pelo nosso país) de falar muito bem português. E tenho orgulho no meu português! Mas mesmo assim, pelo sim pelo não, mais que não seja para que o senhor doutor não tenha de deixar a Ayurvédica e tomar um xanax, talvez não seja má ideia ir praticar o meu inglês... Só não sei se vá para a Baixa de Lisboa ou se vá para uma escola de línguas. É que vocês não acreditam, mas eu não só percebo tudo como até consigo fazer traduções... falar é que "tá quieto" (acho que já utilizei esta expressão algures).

 

Bem, vamos "masé" ao que interessa que vocês não estão interessados na minha dissertação sobre onde e como praticar o meu inglês. Digo eu!

 

Então, lá estava eu e explicar em inglês, claro, os meus sintomas (ahahahahahhaha, lindo!) e os exames (ahahahhaha, de chorar!) e os diagnósticos (ahahahahha!!! Hilariante!) e os medicamentos (ahahahaha!!!! Tinha graça se não fosse embaraçoso, diria mesmo dramático!). E lá nos entendemos. Diz que a Ayurvédica dá serenidade! Confere! Deve ter sido por isso que o doutor não desatou a rir na minha cara, num primeiro momento, e não se descabelou, num segundo momento.

 

Depois de tudo devidamente explicadinho, depois das perguntas devidamente respondidas, lá saí com um plano alimentar todo catita.

 

Catita é o melhor que consigo para descrever o regime quase nazi de restrição alimentar a que me vou sujeitar.

 

Se eu já não como nem carne nem peixe, se juntarmos a esta minha opção tudo o que não posso comer, vou passar a alimentar-me de água. A boa notícia é que posso comer... ta-na-na-nammmm (ler com música de suspense como fundo)... Castanhas!!! Oh Yeah!!! (ler com foguetes e fogo de artifício de fundo), só não posso barrá-las com manteiga (mas porquê, senhores? Porquê que não nos podemos ficar pelas boas notícias?... Buáááááá - ler comigo a chorar como fundo). Isto funciona mais ou menos assim:

Doutor: - Pode comer castanhas!

Eu: - Yes!!! Good! Very nice - oh eu a escrever inglês.

Doutor: - Mas.... (After a but always comes a shit - oh, outra vez, viram?) Mas... não pode comer manteiga! Nenhuma! Nem vegetal! Só Ghee (Não perguntem! Pesquisem!).


E pronto, a conclusão a que chego é que, para além de falarem em inglês, os médicos indianos são como os médicos portugueses, peritos em acabar com a festa! Desmancha prazeres!

 

E agora a minha vidinha vai ser assim... um pouco mais triste... a vida sem castanhas com manteiga não é mesma coisa... mas espero que com menos dores, com mais energia e, claro, mais magra e "boua" (ler com pronúncia de grunho), que esta m**rd*a desta síndrome também há-de servir para alguma coisa de jeito! Há que ver sempre o "bright side of life".

 

Mais tarde falar-vos-ei de como está a correr este meu périplo pela Ayurveda.

 

E por aí, já alguém experimentou a medicina Ayurveda? Podem dar opinião, please?

 

*Este post teve a preciosa colaboração do Google Tradutor!... É mentira! Eu ainda consigo escrever estas coisitas em estrangeiro... Mas pensando bem tenho pena! Eles devem pagar bem!