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A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

A Marquesa de Marvila

Aqui não se aprende nada... Lêem-se coisas escritas por mim, parvoíces na maioria das vezes mas sempre, sempre verdades absolutas (pelo menos para mim).

Antes as Caraíbas!

Aiiiiiii, pessoas.... vocês sabem lá o que tem sido a minha vida nestas duas últimas semanas... sabem lá!!... Gostava tanto de vos dizer que estive nas Caraíbas a banhar-me ao sol e nas suas águas tépidas e azuis turquesa, rodeada de iguanas e peixinhos tropicais, a beber uma piña colada e a ouvir reggae.... mas não! Nada disso... a minha vida foi passada entre algum (pouco) trabalho e uma tristeza profunda.

É! Foi isso! Uma apatia, uma tristeza que veio de dentro e que me me fez parar e não conseguir fazer nada. Mas o que é que te aconteceu, cara Marquesa? Nada! Não aconteceu nada! Ou melhor, aconteceu tudo... tudo o que tem vindo a acontecer desde há uns tempos... a doença, a falta de trabalho, a consequente falta de dinheiro, as preocupações... começa-se a entrar numa espiral descendente difícil. Tem-me safado a minha psicóloga e as consultas semanais.

Tenho-me "obrigado" a reagir, a fazer coisas, mesmo que poucas, a fazê-las. Uma das coisas que tenho feito é ler-vos. Sigo alguns de vós, muitos me arrancam sorrisos, outros fazem-me pensar, outros, como a querida Bruxa Mimi que me referiu como um dos blogues a ler, que me enchem o coração!  (Sobre esta tão honrosa nomeação falarei num post próprio, pois merece e eu estou tão grata!) De uma forma ou de outra têm-me ajudado e por isso vos quero agradecer.

Uma das coisas que tenho sempre em mente e que muitas vezes não consigo cumprir, mas que me faz tão bem, é escrever. Adoro escrever, adoro ler, e estar aqui a escrever-vos e a ler-vos é tão, mas tão bom! Um dos meus compromissos é fazê-lo todos os dias! Terei de o fazer, algumas vezes, como um remédio. Um remédio bom que, ainda por cima, não tem efeitos indesejáveis.

Entre esta profunda tristeza a minha vida não parou... nunca pára, catano! Nem consigo deprimir em condições... Cortei o cabelo (não sei se gosto! Acho que não!), fui ao baile de finalistas da aspirante mai'velha, fui a médicos (claro! O que seria a vida deles sem mim?... Ah pois... disto ninguém fala...), fui chorar para a minha psicóloga! Também me ri... já vos disse que não consigo deprimir em condições! Eu, às vezes, tenho uma tendência para rir em vez de chorar... antes isso!

Camandro, agora que me leio acho que vou ali dentro deprimir mais um bocadinho com esta perspetiva de não conseguir deprimir em condições...

Não sou pessoa de uma força gigante, acho eu!, mas tenho uma capacidade gigante, qual Fénix, de renascer das cinzas... estes últimos dias foram mais difíceis, o meu renascimento demorou um pouco mais... normalmente é no dia seguinte à "morte"... mas cá estou eu, de novo! Espero assim manter-me por muito tempo.

Da próxima vez que me ausentar, amigos, que seja mesmo para ir até às Caraíbas, Nova Iorque, Maldivas... ou Algarve! Também pode ser!

Ps: Uma mensagem que quero deixar a todos: Se quando nos dói os dentes vamos ao dentista, quando estamos doentes vamos ao médico, a depressão é também ela uma doença e não um estado de espírito e como tal devemos ir ao psicólogo. Eu não estou com depressão, estive e tenho frequentemente estados depressivos. A minha vida não tem sido fácil, mas estou a ser acompanhada para que não só não desenvolva uma depressão como para ultrapassar todas estas questões que me deitam abaixo e me deixam doente.

Um problema de pele...

Como já tive oportunidade de vos dizer, fui à dermatologista. Ora a sô dôtora, receitou-me um creme xpto para a cara. Diz que retém a água mas sem ser oleoso...

Eu estou farta, fartinha de gastar dinheiro em cremes que depois são uma m***da para a minha pele. Eu sou pessoa pouco dada ao despender muito tempo em tarefas várias, nomeadamente ao nível da beleza... não é falta de tempo é mesmo falta de paciência, vulgo preguiça. Vai daí que quanto menos mistelas produtos tiver de utilizar na minha rotina diária melhor. Mas... atenção... mas, eu sou pessoa para ter sempre a pele hidratada, ou tento, vá, que não tem sido fácil encontrar um hidratante bom para mim.

Um dos sintomas da minha amiga síndrome, é a pele seca, não por falta de óleo mas sim por falta de água, comichões, escamações e outros ões diversos, para além da alergia solar. Ora, a minha pele é mista, logo não posso botar um creme gorduroso nas minhas fuças, sob pena de parecer um farol. Depois eu tenho alergia ao sol, logo tenho de pôr protetor solar. Depois sou gaja e gosto de ter uma corzinha na cútis facial... é muita informação e muito mistela produto junto... daí o meu problema.

Lá fui à dermatologista que, perante as minhas queixas me receita um creme hidratante. "Ahhhhh!!!! Ok! Dótora, atão temos cremezinho hidratante para por na face... atão e o resto? Tipo protecção solar?...."; "Também tem de pôr, diz ela! Esta marca tem uns bons!"... Quais?, perguntam vocês, e eu também... Ninguém sabe. Uns muito bons! Seriam bons se eu não tivesse um problema de pele, mas tenho!

Então, dá-se o caso de eu precisar de:

- Desmaquilhante que não me entupa os poros, que não me deixe a cara oleosa e não me resseque a pele;
- Creme hidratante, não oleoso que retenha a água;
- Protector solar, que não me deixe a pele a brilhar como um farol mas que também não ma seque (já vi que há gordos e matificantes, mas para mim nem um nem outro servem...);
- Um bb cream, ou uma cena qualquer com cor mas que não esfarele (a minha pele sem água tende a esfarelar) nem ma deixe oleosa.

E tudo isto sem parecer que betumei a cara. Odeio caras com betume!

Será que estou a ser muito exigente?!?... 

Não me apetece comprar o creme que a sôtora receitou pois não sei se será bom para mim, já que ela nem olhou para a minha cara...

Estou tentada a pedir amostras às marcas...

Sugestões, quem tem?

Médicos, médicos... Outra vez os médicos...

Médicos, médicos.... Já há muito tempo que não falava destes meus velhos amigos (nop)... Desde a última vez que tive de lá ir... as minhas experiências com médicos raramente são positivas.

Cada vez gosto menos deles... é triste mas é verdade... Pouco são os médicos que estão efectivamente ao serviço do cliente/utente/doente (depende das situações); Muitos são os médicos que estão ao serviço do seu ego e de mais qualquer coisa que não sei definir...

Ontem fui ao médico... o melhor, à médica. Uma senhora muito simpática (a sério, sem ironia, que eu também sou pessoa que sabe ser séria) e tal... a sua especialidade é dermatologia. Ora, a minha querida amiga síndrome dá-me muita chatices ao nível da pele. Ele é alergia insuportável ao sol, ele é pele seca mas mista (ou seja, não é falta de óleo mas sim de água), ele é comichões, babas, feridas, vermelhidões, escamações... então lá fui eu, toda lampeira para a consulta.

Ora, a consulta foi coisa para demorar uns estrondosos 10 minutos. Eu sei que a malta tem pressa, que a vida não está para demoras, que há muito que fazer e que tempo é dinheiro, eu sei isso tudo! Mas, médicos, amores de mi vida, do outro lado está uma pessoa, bale? Não é uma qualquer estrutura que basta olhar, botar a mão no queixo e "Ora vamos lá ver... é botar mais um bocadinho de betão e cortar ali a esquina e está pronto!". Não! A malta é uma pessoa, gente, seres humanos (uns mais humanos que outros, é certo, mas mesmo assim humanos). A ciência já sabe há uns anos que os humanos são seres sencientes (médicos, seus fofos, significa que sentem! Têm emoções, dores, sensações térmicas... essas coisas chatas que nos diferenciam de uma parede).

Eu também sei, que sou moça com alguma inteligência, que os médicos salvam muitas vidas. Não é isso que está em causa. Muitas vezes as vidas são salvas com o doente inconsciente, não há como não confiar no médico, certo?

Eu estou a falar de pessoas como eu, que têm doenças crónicas e outras que têm doenças agudas, que vão ao vosso consultório. Essas pessoas merecem, não só ser vistas (olhadas, mesmo), como devem ser entendidas no seu todo. Se eu digo: "Tenho receio de tomar determinado medicamento por causa dos efeitos secundários...", não basta dizer: "Vai-lhe fazer bem! Vá, tome lá a receita." Eu tenho 44 anos, sou pessoa com formação, sou um ser humano, não preciso da vossa condescendência. Sou eu quem tem de viver com a doença toda uma vida, sou eu quem terá de viver com os efeitos secundários e até com os que poderão ser irreversíveis ao fim de um tempo de toma.

Eu não preciso de um médico, agora falando do meu reumatologista, que me diz: "pode comer tudo normalmente", entre outras pérolas, e depois chego a casa e leio nas notícias que houve um congresso científico em Portugal e que já é mais do que sabido que a alimentação tem um impacto enorme nas doenças auto-imunes, pode até fazê-las entrar em regressão ou em exacerbação... Então?... Em quê que ficamos, caro doutor? Aqueles senhores do congresso, não são uns esotéricos malucos, são os maiores cientistas mundiais ao nível das doenças auto-imunes... O caro doutor possivelmente também lá esteve...

Eu sou uma pessoa e mereço consideração. Já disse e repito, repetirei até que me deixe de doer a alma (sim, comigo é ao contrário... já que a dor é crónica...), eu não preciso de uma receitinha nem tampouco de condescendência. Eu mereço fazer parte do meu tratamento.

Estou tão fartinha disto, senhores... tão fartinha... 

Começo a sentir-me desesperada. Podia ir procurar outro reumatologista?... podia! Mas não conheço nenhum e corro o risco de me sair outro igual a este... seria o mais certo!